Escrevo nessa segunda feira, 24 de outubro de 2005, após o refendo de comercialização das armas com uma satisfação animalesca, não pela derrota de mais uma canalhice politica que torrou milhões de reais dos impostos alarmantes que assolam esse país, mas sim pelo “tiro” no pé que esses calhordas se autoflagelaram.
O lado bom desse dinheiro gasto foi o despertar do Brasil para a democracia, essa palavrinha que é tão combatida por todos os partidos dessa nação, desde o PCdoB e sua famigerada bandeira de cruz e martelo que luta pela dominação com essa ideologia morta e enterrada que só existe em paises subdesenvolvidos, como pelo PSDB e sua social-democracia de araque que na verdade tem como sinonimo de altruísmo contratos entre amigos e distribuição de renda entre parentes, passando pelo PFL que de liberal só tem o nome, mas na verdade é tão estatólatra quando o PTB ou PDT.
Outrora esse referendo seria facilimo de manipular como ocorreu com o ápice do Lulismo, ou melhor, Petismo em 2002. Mas aquela ludibriação foi diluída nas constantes crises de corrupção descobertas desde o inicio de 2005. Esse referendo foi associado com o governo federal mesmo com apenas a manifestação de apoio ao “SIM” dado pelo presidente e partidos aliados, tambem associado com a esquerda pela proposta cretina de tentar homologar uma lei de desarmamento com apenas uma cláusula na forma de referendo que nada impactaria na sua execução, com essa empulhação de defensores dos “direitos humanos” que não passam de aproveitadores de imprensa de porta de cadeia, artistas maria-vai-com-as-outras como disse o Fagner, politicamente corretos que não saem de seus apartamentos, entre outros patetas patéticos.
Mas esse tiro surtiu um efeito avassalador, fez pessoas humildes, semi e analfabetas discutirem seus direitos, deveres e obrigações cívicos, comentar não só sobre o referendo mas tambem sobre assuntos ligados diretamente com a capacidade de cobrança pública, como saúde, educação, etc.
Voto no interior, conferi uma votação calma mas não menos calorosa nas discussões mesmo não havendo boca de urna ou troca de ofensa entre adversários politicos. As pessoas saíram desse referendo com uma vontade imensa de dar “o troco”, de exigir mudanças, não pense que isso não refletirá diretamente no próximo ano na próxima eleição, porque isso foi uma prévia, o povo mesmo sem cultura sabe votar, mesmo sem conhecimento sabe escolher, a informação agora não é privilégio de rico, uma casa por mais simples que seja tem televisão, a internet está chegando com força nos quatro cantos desse país, até minha cidade tem lan house, imagine só, a poucos anos sofriamos com uma seca braba, onde maior parte do ano tinhamos que comprar água de carros-pipa porque um projeto de 105 anos não saía do papel, assim que foi construída uma barragem no principal rio que corta a cidade resolvemos um problema de pelo menos 300 anos. Tudo isso por falta de cobrança, por falta de ação, por falta de conhecimento.
Acordaram um gigante adormecido, como as eleições estão muito próximas não dará tempo de esfriar os ânimos acirrados por cobrança, o dinheiro ainda vai vencer por algum tempo, mas as idéias e as ações valerão muito mais que o vil metal, o jovem politico é aquele que dominará o próximo pleito, essa classe de neocoronéis tende a sumir ano que vem ou na pior das hipóteses reduzir drásticamente sua representatividade, se resumindo em 2 ou 3 por estado sobretudo no Nordeste, área ainda envolta com problema de analfabetismo.
A cada dia acredito numa mudança radical na condução desse país, e depois desse referendo me enchi mais ainda de esperanças, será que vamos entrar numa era de ordem e progresso como rege a nossa bandeira? só o tempo dirá, mas os ventos estão assoprando na direção certa, cabe agora tomarmos o leme e não deixar o barco a deriva e que virem as velas em direção contrária.