Fim da crase
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Vossa Excelência, JOÃO HERRMANN NETO (PDT/SP) elaborou o projeto de lei nº 5.154/2005 (que se encontra arquivado) acabando com a temida crase que aflinge não só nossos vestibulandos mas aos próprios deputados e quem sabe até nosso supremo mandatário.
Segundo ele a crase nos humilha. Eu como sou da área de TI nunca me preocupei com a crase, para isso tem o bom senso as regras gramaticais e o corretor ortográfico. Mas que muitos jornalistas, políticos e professores ficarão aliviados…
Medo do fim do trema
Eu acho o trema simpático, ainda bem que as discussões não o extinguiram, apesar de ninguém usar. Eu adoraria usar o trema até onde não existe, tipo em cima de todo "u", como diz um amigo viado homoafetivo que tenho: "- é digno". Já pensou caju escrito cajü, fica bacana (já notou que falar bacana é tão gay?). Até xingamento ficaria "digno", mandar tomar no "monossílabo-tônico-terminado-em-u-que-não-pode-ser-acentuado-segundo-as-regras-gramaticais" por exemplo.
Fim da crase?
Mas voltando ao assunto, e como ficará a frase: "Não envie à polícia", depois da lei? Terei que ler o parágrafo inteiro para enteder?
Muito medo nas coisas feitas por parlamentares mesmo sabendo que eles estão com as melhores intenções, mas sabe como é né? Estão tão, tão, tão atarefados que as vezes esquecem de algum detalhe.
Eu mesmo nem lembrava o nome do acento que é aplicado na crase, acento grave, ele já virou sinônimo de crase que ninguem nem lembra dele mesmo.
Engraçado que na lei existe essa passagem:
"Art 2º — Conceder-se-á às empresas editoras de livros e
publicações o prazo de 3 (três) anos para o cumprimento do que
dispõe esta Lei. "
Se alguem escrever "Conceder-se-á às" em um livro será punido?
Extranho esse artigo.
Complexidade besta
Nossa língua é complexa e ninguem pode negar, além de antinatural. Já notaram que é um pobrema falar problema?
Em inglês voce pronuncia "PRO-blem…", faz força no "pro". Na nossa língua não, fazemos a força no "blem", que fica meio forçado, as vezes não dá pra saber se é "pô" ou "pro", e o pior, as vezes até o "blem" se transforma em "brem".
Facilitaria a vida de tanta gente se essa complexidade toda da nossa língua fosse abolida, tipo: acentos, conjugações, etc.
Proposta
Proponho irmos além, que tal eliminar o diabo da partícula apassivadora?
Nunca entendi aquela porcaria mesmo, é usada no pronome que acompanha um verbo transitivo direto ou indireto?
E a colocação pronomial? para que diabos precisamos de ênclise, mesóclise e tal? porque não cria uma regra só?
Pronto, a partir de hoje o miserável do pronome vem sempre antes… ou seria melhor sempre depois?
"Me dê" no inicio da frase está certo ou errado mesmo?
Ah, porque não trocamos logo a língua e adotamos o inglês?
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Ps. Caso eu tenha omitido algum acento grave, não se preocupe, já estou seguindo a lei.
Ps2. Nem venham propor o miguxÊs.



January 29th, 2007 at 8:59 pm
Caro Christiano, estranho mesmo é que para escrever esse Art. 2º da lei, o fulano precisou utilizar a crase.
Esse projeto é interessante para os nossos políticos, posto que quando lerem frases do tipo “Pode levar a comissão” eles têm a desculpa de que receberam aquele dinheiro conforme escrito. Isso me faz lembrar uma ocasião em que formamos uma comissão aqui no serviço (sou funcionário público) e precisamos ouvir um político. No meio da oitiva ele disse que poderia ligar para um senador e que colocaria o viva voz para que pudéssemos ouvir a conversa. Não deu muito certo pq logo de início o papo desandou. Segue-se o início do diálogo:
- Senador fulano! Aqui é o beltrano, como vai? Tudo bem?
- Oh! Meu caro deputado beltrano, tudo em ordem. O que é que vocÊ manda?
- Olha só, é que eu estou aqui com uma comissão da XXX(nome do órgão em que trabalho)…
- Comissão!!! E a minha parte???
Pois é amigo, infelizmente isso não é uma piada. É a mais pura verdade.
No mais, acho que o “Me dê” no início da frase fica muito direto e até grosso, assim não se come ninguém. É melhor deixar para o final.
Grande abraço e sucesso.
January 30th, 2007 at 6:24 am
Adotemos o IngRês então! okay!