Mini tratado sobre aqueles que fazem e aqueles que falam
Categories: Blogosfera, Filosofia
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Existem basicamente 3 tipos de pessoas no que se refere a planejamento de ações em comunidade:
Aqueles que fazem
Esse é o tipo especial de pessoas, são em número restrito, minoria das minorias (por isso que são tão especiais) .
O sucesso de qualquer organização depende exclusivamente dessas pessoas, por serem tão especiais sua descoberta é prejudicada pela inveja das demais e seu resultado é obfuscado pela inoperância dos outros tipos.
Parece ser óbvio sua importância, mas a realidade é cruel, elas as vezes até ficam sem os devidos créditos de suas ações.
Aqueles que falam
Geralmente são pessoas utópicas e sonhadoras, atrapalham mais que ajudam, mas são importantes para formar a base intelectual e compor o planejamento já que as que fazem estão trabalhando e pegando no pesado (e por muitas vezes acabam relegando cronogramas e burocracias).
Aqueles que atrapalham simplesmente
Antes de qualquer coisa: "ISOLE ESSA GENTE, ESCARRE, JOGUE PEDRA!"
Esse tipo de gente nem deixa os outros falarem nem fazerem, são atrapalhadores natos, burocracia é seu nome.
Sua tática geralmente é lançar várias propostas beirando ao ridículo de tão impossíveis logisticamente (pelos que fazem evidente), propor soluções sem nexo, criticar todas as propostas que não são suas e nunca comparecer no trabalho efetivo.
Esse pessoal ainda por cima de tanto fazer ruído fica com os créditos da glória ou no mínimo com a pecha de "organizadores" porque seus nomes aparecem em tudo que é papel, email ou propaganda.
Se voce ver alguém propondo assembléias, reuniões em demasia, atas até da compra de um pirulito, apoio político e CNPJ para listas de discussão, desconfie.
O primeiro passo para o sucesso de um evento é eliminar fisicamente esses indivíduos (estou falando de isolar e não matar, apesar da vontade) .
No planejamento
Sempre quando for planejar um evento qualquer, meça o índice Milfont de produtividade dos participantes.
Divide o número de ações pelo número de propostas, onde propostas seja um número superior a 0. Se o resultado for um número acima de 0, esse indivíduo é ativo, no mímino não compromete o sucesso do evento. Se o resultado for negativo, isole para os eventos futuros. Caso ele não propôs nada e executou ações e ajudou o evento, trate-o com mimos e coloque na primeira fila da sua agenda para os próximos eventos.
Fórmula: M = A / P > 0
M = indice Milfont,
A = Ações,
P = Propostas,
Exemplo, se o sujeito lançou duas propostas e cumpriu as duas, ele ficou com 1, então está bom, com 100% de execução, se tivesse cumprido apenas uma das propostas estaria com 50%, 0,5 é ainda um número bom. Como eu disse, o importante é ser acima de 0, nem que seja 0,001.
Vocês sabem quem fica com número abaixo de zero, todo mundo conhece um participante do seu grupo nessa categoria, mas a plebe ignara não, então trate de isolá-lo.



May 17th, 2007 at 10:55 am
opá,
a vida em sociedade é essêncial e complexa, seguir algumas regras pode parecer cômodo ou até interessante, entretanto
entendo que fazer o que gosta de forma plena e não prejudicar
os outros é básico. Ótima reflexão.
July 16th, 2007 at 8:26 am
[…] Existem ainda aqueles que falam e fazem bastante ruído, se jactam de certificados e diplomas e na hora do vamos ver O.o http://www.milfont.org/blog/archives/124 […]