Minhas desconfianças com o politicamente correto

O meu problema com o politicamente correto é que, sempre em nome de boas causas, nossas liberdades individuais são restringidas e por fim o genocídio dita a política.
Foi assim nos regimes de esquerda e nos de direita em menor ou maior grau dependendo da sua predileção nessa bússola política.

É claro que a influência do homem na natureza pode contribuir para o aquecimento global, mas, em nome do politicamente correto que já se transformou em uma paraideologia, os ecochatos saem em caça às bruxas munidos de falácias e sofismos que acabam municiando aos que se beneficiam com a poluição.

Mesma coisa com as armas, é evidente que nem todos estão preparados para portar uma arma na cintura, ainda mais malucos de carteirinha com um sistema judicial tão ruim como o nosso, mas querer proibir que o seu Zé que mora lá na fronteira de Tauá com Mombaça (onde se leva quase o tempo para se chegar na capital) de se defender contra onças e ladrões de motor com faca, é pedir demais, é claro que ele vai continuar com sua 12, mesmo que ilegal. Peguei dois extremos, entre eles ainda existem milhões de situações. Mas a partir do ponto que leis não se sustentam no sentido prático, por imposição de uma idealização de “sociedade perfeita”, todo o resto se confunde e acaba virando uma anomia perversa. Onde se elege a lei que queira seguir por conveniência, seja de poder ou de momento.

Hoje eu vejo uma campanha massiva contra os fumantes, há uma perseguição implacável, e olhe que eu nem fumo e detesto fumaça de cigarros.
Sempre que é eleito uma bandeira, os politicamente corretos se agarram com unhas e dentes e lutam para “ajudar” a todos se livrarem dessa chaga, mesmo que seja contra sua vontade.

campanha nazista contra o tabagismo

Os bacanas do partido socialista dos trabalhadores alemães na década de 30, que eram bastante politicamente corretos, em 39 invadiram a polônia e deu no que deu. Fizeram campanha grossa contra o tabagismo, assim como os politicamente corretos atuais, era tudo em nome da família, coisa para o nosso bem.

Entre outras medidas que eles pregavam era a eugenia, tão em moda nas autoridades cariocas. Isso tudo para o holocausto foi um pulo, você pode achar que essas coisas não tem efeito e causa, mas são responsáveis sim. Hoje eles tiram nossa liberdade em nome do nosso bem estar, todo mundo consente porque isso é bom para nós, amanhã eles nos mandarão, na melhor das hipóteses, para um campo de concentração ou gulag qualquer. Já será sem volta!

Mas tudo isso por causa de um cigarro?

Eles sempre começam assim, é tudo para o nosso bem. Primeiro elegem algo danoso à sociedade perfeita, passam a perseguir e humilhar aos incautos que ainda resistem em não seguir as "cartilhas do bem", depois disso tomam de assalto a sociedade e o mal não tem como ser revertido, ou você acha que tem como aplacar os traumas em uma sociedade que passou por um genocídio?

Imagine o dano que uma criança iraquiana passará provavelmente pelo resto da vida, meio a fanáticos religiosos, escombros, corpos mutilados, terrorismo diário e subdesenvlvimento até o país se recuperar. Tudo por causa de uma vingança pessoal. Segundo as últimas denúncias, Saddan teria tentado matar o Bush pai, e o filhote da cobra quis se vingar e levou a nação mais poderosa para uma guerra insana contra uma ditadura apaziguada. A direita raivosa ainda vibra de alegria por esse ato inconsequente. Mas a guerra do Iraque foi causada diretamente por uma campanha em massa de patriotismo com todo o poder que a mídia pode provocar.

Esse é o lado perverso da mídia, quando ela é chapa-branca perde totalmente a rédea da verdade, e sim, existe uma verdade universal, quem faz ciência, sabe que ao conhecer o maior número de variáveis possíveis, o mais próximo da verdade (ou solução) chegamos. É como somar 2 + 2, conhecemos a resposta porque temos um modelo e conhecemos todas as variáveis aplicadas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca conhecemos todas as variáveis nas ações humanas, mas a história está rica em exemplos.

Disconfio de tudo e todos, em todas as ações existe uma agenda.

Seja ela de direita ou de esquerda, eu estou pouco me lixando para ideologia, só não quero perder o direito de fumar mesmo que eu deteste o fumo.

 

3 thoughts on “Minhas desconfianças com o politicamente correto”

  1. Opa acho que esse post foi ao meu favor :D.
    Cara seguinte, vc está certo, eles deveriam pegar esa verba dessas campanhas e investir em algo mais ÚTIL.
    Eu sei que cigarro faz mau, eu sei que com o tempo o cigarro MATA ! Não sou burro ou ingênuo, sei de tudo isso, mas fo##@-se eu fumo e dai ? Se estou fumando em um local e chega alguem que nao gosta, paciência, agora se chego fumando em um local e alguem nao gosta EU saiu. Não preciso de governo de m#@#$% me dizendo o que devo e o que nao devo fazer. É campanha contra o cigarro, é campanha contra as drogas, é campanha contra as armas. Cadê as campanhas contra a fome ? Contra as baixas condições de trabalhos e baixos salários de milhões de brasileiros ? Cadê as campanhas de educação e saúde ? O crime preciso nem falar neh, nem falar sobre a roubalheira no senado e afins. Ah essa merda de governo nunca vai mudar, infelizmente para nós.

    PS: Vlw milfont rsrsrsr ;D

  2. Desculpe, Christiano, mas você usou em seu texto duas falácias muito conhecidas.

    a) Reductio ad Hitlerum: “se os nazistas apoiavam alguma coisa, essa coisa é ruim” (no caso, campanhas antitabagistas). Ora, os nazistas também incentivavam os esportes, por exemplo. Será que devemos deixar de incentivar esportes porque os nazistas o faziam?

    b) Derrapagem, ou ladeira escorregadia, ou bola de neve: quando se aponta uma sucessão de eventos que na verdade é implausível. Não há nada que indique que as campanhas antitabagistas levarão a gulags (!) ou a um holocausto (!!).

    Eu sou a favor do livre comércio e uso, não só do cigarro mas de todas as drogas, mas não acho nada demais impor algumas restrições, como a proibição de fumo em alguns recintos fechados, e o banimento da propaganda.

    Isso não afeta a liberdade individual de nenhum fumante, que sempre terá a sua casa e a via pública como locais adequados para fumar o seu cigarro.

  3. Marcus, evidenciei que o politicamente correto já era comum no início do século 20 e os nazistas eram mestres em usá-lo para cumprir sua agenda, em nenhum momento eu falei que só porque os nazistas apoiaram isso é nocivo, claro que não penso assim, mas sim identifiquei passos de como se inicia uma perseguição.
    Fazer campanha é diferente de perseguir, não sou contra campanhas antitabaco, sou contra a perseguição dessas campanhas, uma coisa é esclarecer e outra é perseguir como leprosos.

    “mas não acho nada demais impor algumas restrições, como a proibição de fumo em alguns recintos fechados, e o banimento da propaganda.”

    Eu sou contra proibir a propaganda, não acho correto simplesmente banir o marketing do fumo como se isso fosse surtir algum efeito prático. Se é legal, tem o total direito de promover. Lugares fechados pode muito bem avisar aos frequentadores que o fumo é liberado, daí frequenta quem quer e não proibir o uso.

    “Isso não afeta a liberdade individual de nenhum fumante, que sempre terá a sua casa e a via pública como locais adequados para fumar o seu cigarro. ”

    O problema é que hoje permitimos banir o fumo por imposição, amanhã estão perseguindo uma minoria, depois será tarde demais…
    Os americanos e Europeus não acreditavam que os nazistas iam tão longe, esse era o mesmo discurso no inicio do século passado, até descobrirem as “brincadeiras” que faziam com os judeus, ciganos,…

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