Software Livre 2.0? Beta, Stable…?
Categories: Tecnologia
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Não sei o que querem dizer com software livre 2.0, sei que pegaram uma filosofia que incomodou o mercado convencional pregando a liberdade irrestrita para todos e quaisquer softwares no mundo e deram uma idiossincrasia comercial, tudo bem que alguns sincretizaram com filosofias socialistas e criaram verdadeiros marxismos com essa filosofia, com liçencas que ao invés de dar liberdade irrestrita acabou por restrigir o direito de uso e até vender para não “manchar” a honra do software livre.
Mas o que vem a ser o 2.0? não sou nenhum fanático religioso, muito menos seria de algo materialista como o software livre, mas admiro a proposta de produzir algo dentro de uma comunidade com liberdade para fazer o que quiser com esse produto, isso fez o linux, um sistema nascido já com conceitos desafados (por ser monolítico por exemplo), sem nada de especial que não já tivesse sido feito antes arrebatar uma legião de fans. Esse modelo abriu uma ferida enorme no mercado, como algo que é de graça pode ser mais robusto e performático que um que custa um equivalente a ter que vender um fígado ou rim? Inventaram que “pegassemos os fatos” de que o custo de manutenção e treinamento era superior ou de um modelo comercial, disseram que não tinha suporte, que não tem garantia, mesmo assim foi lá e fez acontecer.
Mas eis a sacada, porque enfrentar um inimigo que a cada batalha se fortalece? porque não contratá-lo para comandar meu exército então? já que não tenho ética e quero é o vil metal mesmo, porque me apegar em vaidade de querer vencer uma guerra sem retorno algum?
Solução: Software Livre 2.0!
Agora querem vender esse rótulo, como uma marca de refrigerante, mas vejam bem, numa análise mais apurada eu observo o seguinte: eu entro com meu trabalho na criação de uma ferramenta livre, contribuo com as melhorias, com o kernel desse sistema, aí um BigPlayer do mercado entra e já toma a direção do projeto (parafraseando o Romário, é o mesmo jeito do sujeito que entrou no onibus e já quer ir sentar na janela), incrementa esse software com mecanismo de segurança, etc e vende muito caro, só que eu só tenho acesso ao que foi desenvolvido pela comunidade, esses incrementos eu tenho que pagar, me esforcei para desenvolver uma base sólida que sustenta o coração do sistema e não posso ter as melhorias feita pelo Big(seria algo como eu plantar um jardim no meu quintal e na hora que vou cheirar a rosa desse jardim eu tenha que pagar), isso é ridículo, isso é escravidão disfarçada, não estou nem entrando em questões filosóficas em termos de relação de trabalho, é simples e pura extorsão de meu trabalho.
Me desculpem mas se for pra participar de algo assim eu prefiro fazer software logo proprietário feito só por mim ou minha empresa e ganhar o dinheiro que tenho direito daquilo que desenvolvi.
Muitos alertam para os bois no meio dos GNUs, mas isso para mim é aproveitamento puro da situação, não podemos vencê-los? façamos que trabalhem para nós e melhor… de graça!
Os Big Players Oracle, IBM, HP, entre outros propagam aos quatro cantos que investem no software livre, que impulsionam, mas me digam um produto livre da Oracle, só um. Não estou falando de graça, estou falando livre. Ibm recentemente noticiou a contribuição para a comunidade de uma ferramenta sua, veja só, pegaram um produto livre, deram um nome comercial e “deram” de presente para a comunidade, assim até eu, vou fazer o mesmo, vou baixar o apache, dar o nome de MilfontWebServer Community Edition 4.1.8.9_05 e direi que é um presente meu para a comunidade.
Engraçado que já perdeu até a grça de falar da MS, ou melhor, da M$, afinal pelo menos são os únicos éticos que existem, dizem que não gostam do open source e não abrem, não fazem como os outros que dizem que gostam e não abrem. Agora fale mal da IBM, vários pastores, Xeiques e bispos do SL te crucificarão, e olhe lá se um Guru não o excumungar no caminho.
Fantástico, sensacional, só me tirem dessa… se a tendencia do software livre for ser essa comecou a morrer.



December 9th, 2005 at 9:38 am
Bem por um lado vc tem ate razão, mais se vc for olhar bem e analizar não eh bem assim que as coisas funfan..
Tipo pegando os seus exemplos….a COMUNIDADE se une e desenvolve o kernel 2.6 certo , então eh LIVRE a galera que quiser mexer melhorar e etc blz…ai chega uma EMPRESA e desenvolve o BigPlayer para o linux….e ela investe auto para que os “amantes” do SL possam ter uma ferramente FREE que seja parecida ou do mesmo top ou ate semelhante ao do ambiente windows, so que ela não quer liberar o fonte…tudo bem vc esta certo…..mais se vc for ver isso vem de empresas que já trabalhavam com software proprietario e estão tendo que acompanhar o mercado indo para o SL, eh diferente da COMUNIDADE, que trabalham PARA o SL…..eu acho que a diferenca esta ai, a IBM so fazia e ainda faz software proprietario mais agora ela viu que a tendencia tbm eh SL então ela esta caminhando para esse lado….mais eh claro que como ela eh uma empresa capitalista ela não pode esquecer da base dela, então ela dá e não dá de graça como vc disse.
Bem eh o que eu acho…a principal diferenca eh COMUNIDADE de SL e EMPRESAS QUE ESTÃO INDO PARA SL
December 9th, 2005 at 10:32 am
Sim cara, mas veja o que falei, se eles pegam uma coisa já pronta e estavel porque não liberam as features novas para a comunidade? eles estão é explorando a comunidade mesmo, tudo bem eles venderem o que falo é porque mantem preso algo que na base é livre, entendeu? não tem logica. Vender tudo bem, voce pode vender e oferecer suporte como adicional, mas pegar e manter uma versão comercial aproveitando todo o esforço da comunidade?
assim eles não precisam nem investir em programadores, entre outras coisas.
Isso é demais, liberdade total e irrestrita, no mais é apenas uma prisão com amenidades.
December 9th, 2005 at 10:32 pm
e o caso do Eclipse?
December 10th, 2005 at 4:19 pm
Handerson, se essas Empresas usam código q é livre, elas cobram o q?
Se o preço q elas cobrassem fosse por o q fizeram, tvz saísse bem mais barato. Acontece q elas cobram como se tivessem desenvolvido tudo. Aí é q está o problema…
December 11th, 2005 at 10:50 am
O eclipse é um consorcio, quero saber um produto da propria, algo que eh comercial e se tornou livre, não era só da IBM, faziam parte outras empresas e pessoas fisicas, é diferente, mas saiu meio que se encaixando nisso que falei, a IBM usa o core do eclipse no seu websphere, nada contra, ela invesetiu pesado contratando papas da engenharia de software como Kent Beck(criador do XP) e Gamma(do GOF) colocando para trabalhar no eclipse mas o eclipse não era livre, não como convenhamos chamar livre, depois foi criada outra licença para ele como é agora.
O problema que vejo é, cobram para eu usar uma plataforma que ajudei a desenvolver, tudo bem se alguem quiser vender, proibir a venda seria restringir a liberdade, o problema é me obrigar a comprar, no sentido que se eu trabalhei para fazer isso funcionar eu tenho o direito de usá-lo sem pagar.
Ora mas existem alguem que cobra somente aquilo que fez de adicional, mesmo assim considero uma extorsão, porque o adicional não vira core? o adicional funciona sem o core? se funcionar então me obrigue a pagar para eu poder usar, mas se não funciona caimos numa questão ética que me dá o direito de cobrar tambem pelo core para voce poder vender seu adicional e voltamos a trabalhar dentro do modelo comercial com isonomia. Diferencio um plugin de um adicional, um plugin pode ser a integração de uma ferramenta a um sistema, tudo bem, voce me vende um plugin para executar construção de UML no eclipse(exemplo http://www.visual-paradigm.com/), voce pode me cobrar normalmente, seu produto funciona sem o eclipse, apenas voce me da a oportunidade de eu integrar com meu ambiente e para isso me cobra, está no seu direito. Agora voce pega um kernel do eclipse, adiciona umas funcionalidades e vem me cobrar? então me sinto no direito de cobrar pelo eclipse que voce usa na sua arquitetura e sem ele não funcionaria (exemplo http://www.ivis.com/).
Tem gente que está vendendo esse negocio de SL 2.0 como evolução, gente forte, no meio java mesmo é gente que domina revista especializada no assunto e portanto tem formação de opinião conceituada, mas isso pode se tornar num problema, quando as pessoas se tocarem que estão gnhando dinheiro fácil em cima de seu trabalho, vai restringir o apoio ao desenvolvimento de software livre, não prego fim do software comercial, pelo contrario, tenho nauseas de quem faz militancia desse tipo de coisa, só não gosto de ser enganado, tenho simpatia pelo software livre e quero participar tambem, mas estou alertando para os BOIS nesse meio de GNUs.