Linux puro ou relativizado!

O momento atual do linux é um grande hiato, é o principal software do movimento de Softwares Livres, alias, principal plataforma!

O linux não deixou de ser exclusividade de geeks apesar de uma pequena participação no mundo de TI, mas de forma tímida, por meio de contenções de custo (talves o principal motivo), insistência por parte da bravas e combativas equipes de linuxistas e algumas distros mais “amigáveis”!

Mas a participação do linux na vida digital de quem não tem a TI como fim, ou seja, não trabalha diretamente para a tecnologia e sim “USA” a tecnologia como um meio, não mudou.

Temos uma campanha governamental denominada PC Popular para incentivar a inclusão digital mas que o modelo de adotar o linux como SO repercutiu negativamente em determinados setores e acendeu discussões sobre o incentivo da pirataria com essa abordagem.

A revista VEJA recentemente no afã de atacar o governo (por questões meramente políticas) acabou atacando o movimento de Software Livre porque o modelo adotado pelo governo foi um fiasco (não sei se realmente foi). Tenho defendido em listas de discussões que adotar um software, seja ele livre ou proprietário, tem um custo e um ROI agregado, que o software por ser livre não o isenta de um projeto de investimento para sua adoção com treinamento, customização e suporte necessário. Tente implantar um ERP proprietário, o maior custo não é o valor do software ou o aluguel (forma mais comum) e sim o treinamento (que geralmente há retreinamento por mudança de pessoal) e customizações (adaptar o sistema aos processos de negócios da empresa). Provavelmente o governo não considerou os custos na implantação do software livre, mas não conheço os detalhes não posso formar opinião nesse momento.

Outros num tom de brincadeira falam que o linux deveria ter virus e não ser tão eficiente em segurança, mas esquecem que se o linux fosse o mais utilizado todo pseudo-hacker, script kiddie, bobocas e meliantes digitais estavam se voltando a atacar as brechas e falhas humanas no sistema do Pinguim. O Problema não é esse.

Eric Raymond fala que ou o linux deslancha agora ou só daqui a 30 anos. Ele abriu uma discussão séria e que muitos não querem parar para pensar nos argumentos que ele usa. A principal bandeira levantada por ele é que o linux tem que interagir com software proprietário, abrindo videos e formatos digitais de empresas que não estão nem aí ou pr questão estratégica não podem abrir seus formatos.

Isso se contrapõe com a principal prática a meu ver do software livre, que é não aceitar binários de terceiros que eu não tenha acesso ao fonte.

FILOSOFIA

Mas vamos pensar um pouco, quantos softwares rodam na sua distro que são compiladas por você? Eu uso debian que tem essa postura de ser mais tradicional e só aceitar software maduros e com fonte aberta, mas em casa tenho muita coisa não compilada por mim (apesar de dar preferencia a baixar os fontes e makear).

Não defendo relativizar os conceitos de liberdade que estamos acostumados a defender apesar de que até quem deveria dar exemplo acabou relativizando, nessa estou com o Richard Stallman, não é porque existe uma possível boa causa ou politicamente correta que podemos brandar nossos conceitos, assim eu que detesto cebola de alguma forma tentarei sempre impor uma licença para restringir o uso da cebola nas cozinhas do Brasil (eu até já disse que se me transformar num político a minha primeira lei será banir as cebolas).

Princípios são puros, não podem ser maculados, eles são o guia e servem para limitarmos as ações.

Mas então como faremos para que o linux seja adotado em massa e não se restrinja ao mundinho nerd?

Até nós somos prejudicados por isso, não me dá tesão algum vasculhar a internet atrás de conseguir fazer minha placa de video funcionar e ter que mexer em código toda ves que troco um hardware, pra mim que tenho um conhecimento acima do público comum é chato imagina para um leigo total. E não funciona os argumentos de que o cara contrate um “técnico” ou que se vire, porque no windows ele simplesmente plugará a placa e pronto. Sendo racional, se um contador ou médico que comprou um pc para usar seus programas especificos da sua especialidades passa por uma situação dessas o que ele fará? Sem dó nem piedade ele usa windows, simples assim.

A única alternativa que encontro é na hora de comprar um hardware procurar marcas que sei que existem drivers para minha distro e que já venha pelo menos com menção ao linux. Só que aí esbarra nos dispositivos mais especificos, para um Palm voce praticamente só terá a comunicação simples com o PC (esqueça aqueles trocentos aplicativos bacanas que todo mundo usa na lista de discussões, alguns não funcionarão nem no emulador) que dependendo da Distro é um parto, para cameras digitais voce só poderá baixar as imagens para trabalhar no PC que para um usuário que gosta de todos aqueles softwares que vem com elas é limitante, enfim, por aí vai.

Não adianta a desculpinha nerd de que: – dane-se! Linux é para quem sabe! Isso é tão infantil como idiota. É fuga por falta de argumentos, precisamos da popularização do linux para que as fabricantes facilitem nossa vida e de quem usa o software livre, precisamos de um linux maduro mas tambem usável para quem não tem a TI como um fim e sim como meio.

Existem distros como o Ubuntu que vem para contornar esse problema, mas ainda falta a popularização do linux para facilitar o combate ao preconceito e a discriminação.

Ainda existem os que criticam distros como Ubuntu mas essas pessoas são contra qualquer coisa que não seja do gosto delas, são pequenos totalitários que não defendem a liberdade dos outros e só encontram uma forma de serem livres, sendo o opressor!

É dificil chegarmos num consenso como tudo na vida, mas o linux e as distros tem que se prepararem para o compartilhamento total com softwares proprietários, conseguimos abrir documentos criados no MSOffice usando o OpenOffice, abrir arquivos PDF (formato proprietário), windows media player, etc. Mas o suporte a alguns tipos ainda é trabalhoso (requer n-passos para isso) e o suporte a drivers barra em questões politicas e filosóficas.

Por fim creio que as distros devem se preocupar mais na usabilidade dos usuários e facilitarem o acesso a formatos não livres, façamos como a Rossi: “Fornecemos a arma, não somos culpados pelo crime”! Sim, é uma frase tosca mas fazer o que?

30 thoughts on “Linux puro ou relativizado!”

  1. agora sim no certo 😀

    Boa gostei desse, foi direto na ferida hauhauhaua queria que os xiitas mongois do slackCe podessem ler isso 😀 hauhauhauq queria ver o papoco…pede para o rafael enviar para a lista pq eu sai da lista 😀

  2. Calma, não citei ninguem nem a postura de determinado grupo, cada um tem a liberdade de discutir e achar o melhor pra si, o que não pode é querer coibir a liberdade alheia se os interesses não coincidem com os seus…
    O linux precisa nesse momento de maturidade para entrar no desktop de forma sadia, sem reinvidicações estúpidas por parte de usuários insatisfeitos ou bairrismos infantis por membros da nossa comunidade!

  3. Ta se superando, hem?!
    Nota 10! Concordo com 110% do que disse 😀

    E eu continuo tendo meu sonho de um dia usar Linux sem me estressar!

  4. Opa!
    Maravilha ler isso!

    A uns anos venho namorando software livre e linux. Mas a prática do namoro, que seria usar linux mesmo, não dá! Simplesmente ou o sistema tem um desempenho péssimo no meu hardware (Ou nem roda né, que é o caso da falta de drivers USER-FRIENDLI.
    Sim… Driver tem que ser User-friendli também! Alias, toda e qualquer interação até de nível intermediário tem que ser simples pro usuário. Motivo? Permitir a evolução do usuário.
    (Vale lembrar que “documentação” não serve pra nada pra usuario. Nem forum, ou lista. Mesmo desconhecendo o sistema, ou qualquer patavina de informática, o usuario prefere ele mesmo resolver os problemas. Se não consegue, já vem a frustração.)

    Bom, provavelmente o linux só deslancha daqui 30 anos mesmo, depois da morte do Stallman e Torvalds. Enquanto tiver essa pedância “ridícula” de TER QUE ter apenas código aberto no sistema, ele vai conter apenas softwars de nerds… e nerd que faz algo amigavel pra usuário tá em falta.
    Sinceramente alguem acha que tem algum usuário preocupado com “liberdade” de mecher no código ou algo assim? (Falo aqui na Terra, entre os seres humanos 😛 🙂

  5. ops…
    “Ou o sistema tem um desempenho pessimo no meu Hardware OU ele tem softwares péssimos pro meu gosto na distribuição”.
    (Não, não vou instalar nada na mão. Ou simplesmente executo um rpm ou deb, pra por exemplo, remover o KDE e colocar o ICEWM, remover o Opera e colocar o Firefox, tudo sem ocupar meu HD inteiro… assim por diante.)
    Acho que não ajuda nada o sistema se facil de usar depois de instalado, se toda essa montoeira de “técnicos” por aí (Que é quem faz a cabeça do usuario) não ser capaz de instalar, como instala em poucos minutos um Win.
    (Alias, a maioria convence os usuarios a remover linux dos “PC Popular”‘s da vida simplesmente porque não sabe dar suporte pra linux! Imagina o coitado que instala/formata/recupera/mantém windows a anos e anos (EU 😉 ), ver um PC com Linux, é 2 pulos pra convencer o dono que o melhor é tirar o linux e colocar windows!!! (Nunca o contrário! :P) Como há mais “técnico de esquina” no mundo que “linuxer”, dá pra prever por quanto tempo teremos pinguins só pra nerds! 😉

  6. Eu trabalho com Linux há algum tempo (iniciei com Rh2.0). Se pegarmos desde aquela época, muitas melhorias foram feitas, e hoje a usabilidade do Linux, em geral, é de boa para ótima. Creio que seja uma questão de tempo para isso crescer. Por outro lado, também acho que o Windows é muito bom para o usuário final, porquê “deu pau sério”, formata. O que sou contra é a pirataria … Eu acho injusto comparar o Linux free com o Windows … Muitas pessoas que comparam, certamente tem um pirata em casa !!!
    Eh isso ai
    Jean

  7. Meus parabéns pelo texto, muito bom.

    O Linux já caminha a passos largos em direção ao usuário final e diria que muitos já podem usá-lo sem percalços, mas é preciso avançar mais.

    Uso o Linux há 11 anos e desde que tive contato com o Ubuntu, foi a primeira vez que me senti confortável para deixar o Desktop (que minha esposa também usa) somente com o Linux.

    O que o Ubuntu fez de tão diferente?

    Pensar em quem só quer usar o computador.

    Nem todos gostam de ficar futucando, para nós que trabalhamos com isso, são ossos do ofício, mas a fonoaudióloga (no caso, minha esposa), só quer ler os e-mails, baixar as fotos da câmera digital, escrever seus textos no “word” e imprimir.

    Para esses usuários não é interessante, na verdade é uma perda de tempo, ter que lidar com o sistema operacional, cuja função é justamente nos livrar de ter que lidar direto com a máquina.

    Defendo o atendimento aos dois públicos, disponibilize a distribuição “pura” para os que assim se sentem felizes, mas dê uma opção fácil e rápida para que o usuário comum possa simplesmente ligar e usar.

    É sempre bom lembrar que o usuário médio não costuma instalar o windows, ele já vem no computador.

    Ao usar o Linux, ele já terá que fazer a instalação do sistema operacional.

    Abraço

  8. Eu uso linux desde que entrei na faculdade em 1999 (antes eu li em algum lugar que ele existia), senão me engano foi a versão 5.0 do red que comecei, mas a que me marcou mesmo foi a 6.2 a famosa zoot (até hoje guardo os cds)…
    O linux evoluiu muito, se pegarmos a diferença entre 2003 a 2006 por exemplo praticamente o sistema renasceu, enfrentou turbulências e surgiu de forma muito acessivel (fazendo as ressalvas de comparar com as versões antigas).
    Eu uso Debian hoje, a cdd-br por questão de praticidade (motivos que não vem ao caso mas que não é por bairrismo e achar que devemos sempre usar coisas nacionais), e depois de muita chateação com virus decidi acabar com o dual boot em casa (cheguei a ter 3 anti-virus, 4 antispy, +firewall no windows e não resolvia), deixei somente o linux, minha mulher, cunhada e cunhado (a familia é grande) não sentiram diferença.
    MSOffice eles abrem no OO, msn ficou no gaim, navegação não há diferença no Firefox, praticamente o que eles usam.
    Só que um belo dia de sol, como nem tudo é perfeito ao pedir a instalação do velox novamente, eis que a telemerda se nega a deixar a porra do velox funfando por dizer segundo seu técnico que não dá suporte a linux, extranho que na primeira ves que contratei o serviço o técnico não so deixou funcionando como configurou no windows e linux na epoca, então o serviço de instalação fica dependente do “técnico” se garantir ou não! Mas na licença está lá, sem suporte a linux.
    Tive que instalar a porcaria do windows quando cheguei do trabalho para que o “técnico” ao voltar no outro dia (depois de me humilhar que ele fosse logo) pudesse instalar, testar e deixar funcionando.
    Por essas e outras tenho continuado com o dual boot mas o pessoal lá de casa continua acessando o linux, no windows agora só com senha que só eu tenho para emergencias como essas.
    ps. tenho cópia original do XP, bem antiga, nem tem o SP1 pra se ter idéia, eu trabalhava com suporte na época!

  9. estava lendo os comentários e não pude resistir..rsrs
    eu não estou defendendo ninguém, comecei usar linux devido ao fato de achar uma distribuição que não me assustou, Ubuntu.
    mas tem toda essa história que tem muito software, mas a maioria coisa pra nerd e olha q tem cada coisa que vc fica assustado..rsr é só dar uma olhada na parte de instalação de programas do Ubuntu.
    mas enfim, eu comecei usar fazem uns 4 meses e estou gostando muito, nao tenho do que reclamar, consegui uns programas que preciso, simulação de circuitos, compilador C (acho que vou ate começar a me aventurar em Phyton..rsrs)editores de texto, enfim, td o que eu preciso tem open-source.

    só um recado, citando o nosso amigo Rubem Luiz:
    “Enquanto tiver essa pedância “ridícula” de TER QUE ter apenas código aberto no sistema, ele vai conter apenas softwars de nerds… e nerd que faz algo amigavel pra usuário tá em falta.”

    o último nerd que ouvi falar que fez algo amigável foi um tal de Bill Gates….rsrsr

  10. Estou extremamente feliz com o meu Kubuntu aqui. Só mantenho a maldita partição com o SO dominante porque as empresas de jogos se negam a lançar versões para Linux, mesmo que só precise de um instalador para pegar os dados do CD, como é o caso do UT, Quake e Neverwinter Nights. Aliás, a atitude dessas empresas é louvável, pois reconhecem que há gente que não quer se render ao SO dominante.

    Na minha opinião, os que têm mais resistência ao Linux são aqueles que já têm um certo conhecimento em informática, mas por preguiça ou outro motivo desconhecido não querem “reaprender” (como eles dizem) um novo sistema operacional. Eles têm preguiça de abrir uma partição para colocar um sistema “alternativo”. Estranhamente, eles não têm preguiça nenhuma em formatar a máquina uma vez por mês para se livrar das pragas digitais que sempre pegam, por mais que se tenha antivírus, antispy e outras cacas do gênero que só prestam para gastar preciosos recursos do computador.

    Para o usuário comum, aquele que mal sabe mexer no computador, tanto faz o sistema operacional, já que eles só precisam saber qual programa eles devem utilizar para digitar seus textos ou fazer suas planilhas, aonde ver os e-mails e como conectar à internet. Ao menor sinal de problema que eles não podem resolver, chamam um técnico. E este é um grande problema, já que os que se dizem “técnicos” (o sobrinho do primo da vizinha) fazem parte justamente do grupo anterior: os que têm um conhecimento razoável e têm preguiça de aprender um sistema novo. Se esses “técnicos” tivessem o mínimo de vontade de aprender um sistema “alternativo”, não recomendariam mais o sistema dominante ao povão. Aliás, nem seriam mais “técnicos”, arranjariam um emprego melhor ;-).

    No meu caso, tenho mais de 10 anos de experiência com PCs e já tentei utilizar GNU/Linux em outras oportunidades, mas por diversos motivos acabava deixando de lado. Quando peguei o Ubuntu pela primeira vez, vi um sistema feito justamente para aqueles usuários que não precisam saber de nada. Passei a fuçar o sistema para conseguir configurar tudo que eu achava necessário e em menos de uma semana já estava “enturmado” com o sistema. Eu posso ter aprendido relativamente rápido, mas o povo pode aprender em 2 ou 3 semanas.

    Quando saiu o 6.06, resolvi reinstalar o sistema todo (separando uma partição /home que não tinha feito antes) e coloquei o Kubuntu, já que prefiro KDE ao Gnome. A minha irmã que não manja nada de computadores prefere o visual do Kubuntu ao do SO dominante e ela não teve nenhum problema para fazer os trabalhos dela da escola. Está certo que a adaptação foi mais fácil, já que usava o Firefox e o BrOffice há algum tempo, mesmo no SO dominante.

    É questão de querer experimentar, insistir um pouco com ele e então curtir o GNU/Linux e o software livre em geral à vontade. É preciso largar os preconceitos bobos e a preguiça.

    Quanto aos fanáticos, aqueles que acham que o sistema tem de ter somente software livre, só lamento. Eu acho que o software livre e o proprietário podem conviver muito bem. Que mal faria a Adobe resolver lançar seus produtos para a comunidade GNU/Linux? Quando ela fizer isso, terá de correr atrás do prejuízo de não ter feito isso antes, já que surgiram SL de qualidade para tentar preencher a lacuna que eles deixaram.

  11. Parabens pelo texto, concordo com tudo, 100%. Aqui na empresa quando falo exatamente sobre o assunto quase sou linxado. Aqui é tabu, ninguem pode discordar que já é excluido. Sou fâ de software livre, mais que é um saco ter que correr atrás de driver pra fazer placa de som/vídeo/modem funcionar, isso é… alêm de ter que configurar muita coisa em arquivo texto, é fogo!
    Minha irmã comprou um PC desses populares com linux. Torrei ela para experimentar o linux e que me recusava a instalar o windows não oficial. Resultado… ela que não manja nada de computador, foi numa banquinha e comprou e instalou todo sozinha, só com dicas do “vendedor”. E tudo funcionando perfeitamente. Assim é fogo convencer alguem.

  12. Eu não consigo imaginar o quanto mais facil tem que ficar o linux para as pessoas pararem de reclamar. Eu sou usuário do Slackware, dita como a distribuição mais dificil de se usar(o que eu discordo totalmente), e eu adoro fazer tudo na linha de comando mesmo, acho muito mais produtivo, mas só para mostrar para os amigos e conhecidos como o linux é fácil, configurei para deixar o mais amigável possível. Exemplo: eu plugo meu pendrive, ja se abre uma janela me mostrando os arquivos que nele estão, plugo minha camera digital e acontece a mesma coisa, coloco um cd no drive e também acontece o mesmo, uso ipod, coloco um dvd no drive abro um player e pronto, gravo cd’s, abro arquivos do office (word, excel, power point) normalmente e nunca tive problemas, mas ai alguém vai dizer que a formatação as vezes estrapola tudo……. ué e isso não acontece no próprio office com versões diferentes, e porque não iria acontecer em outro soft, agora se o problema é não poder instalar aquele monte de inutilidade que vem em cds, ai voltem para o windows pois isso nunca vai acontecer, nem mesmo após a morte do stallman e do linus como foi mencionado. Concordo plenamente que um usuário comum não saberia configurar tudo isso e nem precisa, peça para um técnico (de verdade, que saiba mexer num computador independente de qual for o SO) ou guru do linux que instale e configure tudinho e deixe pronto para ser usado e pronto provavelmente você não precisará chamá-lo novamente por um bom tempo. Todo usuário “comum” que conheço paga um “técnico” para formatar e instalar o windows (e frequentemente), por que ele não pode pagar para alguém instalar e configurar o linux, e além do mais usuário comum não instala hardware (placa de som, video…) nenhum.

    Alguma coisa que usuário comum faça que eu esqueci de mencionar, fora acessar internet ler os emails, que eu não mencionei acima porque é rídiculo alguém dizer que não consegue fazer isso, salvo algumas raras situações em que alguns sites (mal feitos) não funcionam direito, mas ai é problema do “desenvolvedor” que fez o site e não do linux.

    Repito não quer ou não sabe fazer peça ou pague para alguém que saiba fazer, semana passada instalei o slack num notebook para um amigo meu, deixei tudo redondinho, e com o wirelles funcionando também, e se perguntar pra ele qual distribuição foi instalada ele não tem a mínima idéia, e ele está achando tudo muito bom e não está esperneando porque que não consegue isso ou aquilo, muito pelo contrário.

  13. Muito bom o texto,
    Ja esperimentei várias distribuicoes, atualmente uso o ja poular (k)ubunto, mas no geral a usabilidade esta crescendo e creio que em breve programas (e as emulacoes), farao com que usar linux ou outro tipo de SO seja opcao de cada um.
    Ja usei e uso Mac Win9x W2k XP, cada um tem seu momento e sua aplicacao, peca para um usuario comum instalar do zero qualquer uma que esta nao conseguira.
    nao e o linix que e dificil, simplesmente nao temos a cultura de um ambiente unix nas escolas e empresas, enquanto “tecnicos” de plantao, que apenas se bitolam e MS, continuarem a desinstalar o linux em um pc polular, realmente nao haverá futuro.
    O que eu mais quero e que a MS, realmente crie um sistema infalivel e que ninguem possa utilizar seus programas sem que tenha que pagar por eles, ai o os “opens” realmente mostraram se esta prontos ou nao pra o usuario comum. Tenho certeza que estarao.

  14. putz, foi seco no âmago da questão
    Deve ser livre no limite. Até o ponto de escolher alocar coisas proprietárias nele.

  15. Penso que os usuários do Linux, incluindo aí nerds e não nerds, tem que se fazer a seguinte pergunta: O que queremos do Linux afinal?

  16. LIBERDADE, acima de tudo!!!
    Ainda bem que existem estas pessoas, que lutam pela liberdade.
    Percebo que ainda existem (acredito que no futuro próximo deixarão) pessoas que acreditam ser mais importante determinado aspecto em detrimento da LIBERDADE.
    São os supostos “zealots” que tornam a sociedade melhor.
    As batalhas estão sendo vencidas, Linux continuamente está superando as barreiras (e preconceitos?)e sobressaindo-se.
    Abraços,
    Marcos Duque Cesar.

  17. Queria citar o “Sr.” Rubem Luiz Says. Poxa quanta ignorância, quanta arrogância!!! Por pensamentos assim: “Motivo? Permitir a evolução do usuário.
    (Vale lembrar que “documentação” não serve pra nada pra usuario. Nem forum, ou lista. Mesmo desconhecendo o sistema, ou qualquer patavina de informática, o usuario prefere ele mesmo resolver os problemas. Se não consegue, já vem a frustração.)”, é que as pessoas não se interessam por política e elegem maus candidatos, afinal para que saber politica se não sou eu que vou governar, não é mesmo!? Para que eu ler o manual do proprietario do carro se eu só quero dirigir (quando o motor fundir por falta de agua ou oleo, eu levo pro mecanico, não é esse o pensamento “Sr.” Rubem Luiz Says?), ensinar as pessoas a serem burras, amarradas a uma e somente uma solução! Analfabetismo faz bem não é verdade? Os pessimos politicos querem a gente dessa forma: “as pessoas não devem ler, porque seriam mais cultas, mais inteligentes, por consequência não seremos mais eleitos!”. Acho que já está mais do que na hora de nos libertarmos desse analfabetismo, dessa preguiça para a leitura e pelo estudo, ou então continuaremos reféns de multinacionais que não querem nada mais do que explorar nosso dinheiro. Se ensinarmos a pessoa a pescar ela nunca mais vai pedir o peixe ou passar fome, e isso se dá através do conhecimento, da liberdade e compartilhamento da informação, de se liberar manuais e “receitas de bolo”, vugo how-to, na internet para que se incentive as pessoas a fazer, fazerem sozinhas, compartilhar as experiências vividas por outro usuario, técnico, analista o que for!!! Chega de hipocrisia… a Europa, esse sim um verdadeiro primeiro mundo, usa Linux a muito tempo e promove em escolas, universidades e repartições públicas que as pessoas também usem, é uma forma de se tornarem livres e menos dependentes, é uma forma de aprendizado! Li seu comentário e confesso, fiquei triste: Uma pessoa como você que tem acesso a informação, diz algo tão absurdo. Deveria ler mais e rever seus conceitos! Grato.

  18. Belo post Milfont.

    Eh notorio que as distribuicoes linux evoluiram muito, principalmente as mais amigaveis para os usuarios comuns, Ubuntu e Kurumim, porem ainda falta muito para o linux realmente vingar nos desktops, os usuarios querem resolver todos seus problemas apenas com alguns clicks, instalar aplicativos com mais alguns clicks, soh isso, eles querem praticidade, simplicidade e comodidade. :))

    Eu sou usuario de linux de 1999, Slackware para ser mais exacto, e sei que ainda falta muito para o usuario final, evidente que com um KDE ou Gnome bem configurado pode se assemelhar muito ao Windows, no entanto nao eh como no windows, o usuario ver um aplicativo novo na casa do colega dae ele soh quer chegar na sua casa e instalar o mesmo com alguns clicks, sem misterios, sem necessidade de compilar ou executar algum comando no console, ele nao quer ter que pesquisar no google como instalar um aplicativo ou mesmod driver.

    Linux eh um excelente OS, sempre melhorando.. mas os usuarios soh vao migrar para o mesmo quando ele estiver tao simples e comodo como no Windows e melhor sem preocupacoes com virus ou spywares :))

    Abraços.

  19. Como dizer que, o usuário clicando em botões, links e outros afins SEM LER E PERCEBER O QUE REALMENTE ESTÁ FAZENDO E ACONTECENDO, é evolução???? Desde quando a evolução se dá sem necessidades, estudo e analise???? A muito evoluímos, mas sempre em momentos que se precise, e esse momento chegou! Não podemos continuar na ignorância! A preguiça dos usários do Windows em ler é que ajuda e aumenta em muito o número de contaminações por vírus, malwares e outras pragas nos seus computadores! É por isso que vira e mexe, sempre, tem alguém que perdeu o Sistma Operacional: “Deletei um arquivo essencial para o sistema. E agora o que faço???”. Chama um técnico e paga R$ 80,00 pra ele reinstalar tudo de novo, não é assim que funciona??? É mais fácil gastar 80,00 reais do q

  20. continuando….. ler o manual e aprender como funciona, ficar mais culto, pois é, ler manuais e rótulos de pasta de dente é cultura, evolução e desenvolvimento começa a partir dela!

  21. Gostei muito do artigo e li, inclusive, todos os comentários a respeito.
    Confesso que gosto do Linux mas ainda não migrei completamente para o mesmo. Pretendo fazer isso justamente quando tiver mais tempo para aprender sobre o mesmo, já que não é tão simples colocar um software para rodar no Linux como é no SO dominante.

    Vi alguns posts recrimando quem gosta de apenas ir clicando pra poder instalar ou desinstalar algum software deixando entender que isso é pra preguiçosos que não querem aprender. Concordo até certo ponto. Acredito que cada pessoa sabe o que precisa pra poder viver e busca conhecimento necessário para tal. Muitas pessoas estudam com afinco para serem bons em alguma profissão e, qualquer tempo disponível que tiverem, estudarão mais acerca daquela profissão e não sobre como fazer algum aplicativo funcionar no Linux, pois é aquilo que está garantindo uma vida digna pra ela. O fato de alguém preferir ir clicando na frente de um computador pra conseguir o que deseja não é sinônimo preguiça… isso pra mim é ser a favor da praticidade. Estamos num momento onde todos reclamam da “falta de tempo”, então toda alternativa que permite fazer qualquer coisa com menor tempo possível, com certeza será adotada.

    Deixo claro que, na minha opinião, isso não é motivo para permanecermos no SO dominante. Pois, como já foi dito, se pagamos um técnico para otimizar nossa máquina para um SO podemos perfeitamente fazer o mesmo para outro.

  22. Nem tudo é tão fácil no Windows. Dois exemplos que aconteceram comigo:

    – Eu troquei recentemente o computador por um 64 bits e resolvi instalar as versões 64 bits do Windows e do Ubuntu. O Ubuntu reconheceu todo o meu hardware, só precisei configurar manualmente o adaptador caseiro para ligar joystick na porta paralela e instalar via Synaptic o driver da NVidia. Já no Windows eu tive que ficar o resto da tarde caçando na Internet as versões 64bits dos drivers, e até agora não consegui fazer funcionar o botão do meio do meu mouse PS2 e o adaptador de joystick.

    – Semana passada eu tive que gravar um vídeo em DVD urgente. Eu não tinha nenhum software do gênero pré-instalado. Gastei entre 2 e 3 horas procurando e experimentando soluções no Windows, e não achei nada que funcionasse a contento. Aí resolvi entrar no Ubuntu e, em 30 minutos (e depois de uma rápida instalação via Synaptic), estava com o DVD pronto.

  23. Linux é a melhor opção. Sou músico profissional não sou expert apenas sei alguma coisa básica para instalar o sistema na máquina. Uso sistemas baseados no Debian para poder trabalhar com música sem ter que me preocupar quando o systema vai travar e eu ser obrigado a parar a gravação sem saber como corrigir o problema. Faz um ano que instlai o DEMUDI no meu 64bits processor e não tive problema que eu tivesse que reinstalar o systema enquanto no XP já o fiz mais 5 vezes. Só isso a dizer windows é ruin

  24. Não é o Linux que deve se rebaixar ao nível do usuário – pelo contrário, é o usuário que deve se elevar ao nível deste poderoso sistema operacional.

    A verdadeira dicotomia não é entre o Linux e o “outro”… e sim entre usuários interessados e usuários preguiçosos.

  25. Não compreendo como alguém pode dizer que Linux é para Nerds!! Meu pai, com 78 anos, usa Ubuntu 6.06 com Gnome, tendo sido utilizador do Ruindows por anos. Hoje escuto dele: Deveria ter experimentado o Linux antes, não trava, não dá tela azul, não preciso resetar a cada instalação de qualquer coisa, enfim um S.O. estável e seguro !!!!
    Imagine, 78 anos, usuário de Ruindows por anos e agora não quer saber de mais nada a não ser Gnome como desktop e já pensa em experimentar XFCE !
    No meu caso não tenho ruindows instalado, uso somente Ubuntu 6.06 e Super SuSE, gravo CD’s, gravo DVD’s, escuto música, passo minhas fotos digitais para o micro, imprimo-as, escuto Rádio FM e assisto TV no micro, além de trabalhar no mesmo. Daí, pergunto: Preciso do ruindows???? Ahh! quase me esqueço, jogo Medal of Honor, Quake, Doom3, Combat Flight Simulator e outros nativamente !

  26. Finalmente leio um texto (CMilfont) sincero, realista, humano e não soberbo, egocêntrico, xiita e opressor sobre tais questões: “todo extremismo é burro e, portanto falível”. Em minhas andanças pelos fóruns de Linux, inúmeros foram os trogloditas e superegos que “presenciei” se manifestando de forma opressora, senão bestial, a usuários que, iniciando, ou pensando em tal, faziam perguntas simples que, por incrível que possa parecer, não se encontram muitas respostas “claras” nos diversos fóruns.

    Eu adoro o Linux, sou iniciante no mesmo, mas pelo amor de Deus gente: ele não é simples e primário como o Windows; não basta apenas clicar em ícones, se somente assim desejar fazê-lo para tudo; ele não dá a opção (opção) ao usuário de, se assim desejar (se assim desejar) não necessitar conhecer, entender e trabalhar com inúmeros comandos e operações “feitas na mão” no modo texto. Isso tudo assusta sim, e muito, ainda mais quando se depara com personalidades vaidosas, egocêntricas e doentias que ao invés de ajudar e incentivar, “aterrorizam, tacam pedra, malham e cospem”.

    Há pessoas que não estão interessadas e irem a fundo quanto ao funcionamento de uma máquina; “não querem estar a par de cada bit ou byte manipulado, a todo o momento ou instante”. Elas apenas querem um sistema leve, ágil e seguro (o Linux é insuperável nesses três quesitos), para editar textos, salvar fotos de um aniversário, salvar e criar CDs MP3, ler e enviar e-mails e jogar um pouco nos fins de semana para relaxar. Isso é legítimo, pelo amor de Deus, é uma opção, as pessoas são livres. Por que não querer utilizar o Linux, mas não querer “ser um TI de carteirinha”?. Não pode? Tem que ser surrado e tachado de forma pejorativa?

    Eu conheço um administrador de rede que me diz o seguinte: “em casa eu não quero estresse com computador, quero apenas o feijão com arroz e sem farinha, quero me entreter com ele e não o contrário”. Fico revoltado com estes “senhores da sabedoria” que se acham melhores que tudo e todos. Esquecem que não nasceram andando, muito menos entendendo de programação, Unix, Linux e hardware a fundo. São pessoas intolerantes, grossas, egoístas e de visão estreita como estas é que fazem com que a comunidade Linux não cresça, atraindo mais usuários e mais suporte de fabricantes. Deveriam voltar para a era das cavernas, onde a compreensão, flexibilidade e intermediação eram tidas como “coisa para gente fraca ou burra”. “Caminho do meio gente, caminho do meio.”

    Obs. Na boa, chega dessa estória de “Runiwdows”; vamos viver em paz e com respeito. O que acham que um atual usuário do Windows, mas pretenso do Linux, iria sentir ou pensar em fazer (ou desistir de fazê-lo) lendo estas coisas pejorativas?

    Marcelo Augusto
    Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

  27. Pois é concordo em partes, tudo vai depender para oquê vc vai
    usar o PC.
    Se vai trabalhar com edição gráfica e video e MAC na cabeça, se
    vai jogar e passar o tempo Win e a opção mas se o caso for programação e serviços e linux.
    Quanto a facilidade que uma tradução dos manuais e suporte a unicode nativo ja ajudariam bastante, não esquecendo de centralizar
    e padronizar a forma de instalar os pacotes e reduzir as dependecias de arquitetura tambem seria uma boa.
    Como o colega falou e triste mas ainta temos no brasil analfabetos imagina quantos mais analfabetos digitais existem
    a melhor solução e desmistificar o linux como um bicho
    de sete cabeças e mostrar as pessoas que não tem coisa melhor
    do que ela depois de um certo trabalho clicar e ver uma
    magica que ela fez, acontecer é que ela teve participação
    ativa no processo isso sim vai mudar muita coisa.

    Quem questionar minha opção para jogos, porfavor envie-me uma source do directx para linux!

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