Fui selecionado para ministrar uma palestra no próximo "Café com Tapioca", evento realizado pelo CEJUG (Grupo de Discussões Java do Ceará) .

O anúncio foi divulgado nesse endereço do CEJUG, portanto voce tem mais informações sobre o evento. A palestra será sobre Ajax e como implementar um modelo MVC nessa tecnologia.

Voces estão todos convocados para irem na Fortes no dia 12, não aceitarei a ausência em hipótese alguma.

Semana passada postei um desafio em javascript para testar o conhecimento teórico dos meus amigos, somente o Coutinho respondeu:

ou mais bonitinho:

E acertou. Consertou o problema que propositadamente fabriquei e deu uma solução que é a mais simples e portanto a melhor: usar um objeto literal.

Vejamos:

Objetos literais são a definição de objetos na especificação ECMA-262, a especificação do JAVASCRIPT.

"An object is a member of the type Object. It is an unordered collection of properties each of which contains a primitive value, object, or function. A function stored in a property of an object is called a method."

Ela define que um objeto é uma coleção não-ordenada de propriedades onde cada propriedade contém um valor primitivo, um outro objeto ou uma function e uma function armazenada em uma propriedade dessa coleção é denominada de método. Segundo a especificação as propriedades (properties) são campos (Fields) que representam o estado e métodos (methods) que representam o comportamento.

Então a estrutura primordial de um objeto, também chamado de objeto literal é da forma que ele respondeu, que seria assim:

Outra forma muito usual pela NEW SCHOOL é instanciar uma function (lembrando que toda Function é um objeto) utilizando o paradigma de construtor com parêntesis após a construção, e utilizar a KEYWORD return para exportar o contexto e isolar o conteúdo interno de códigos maliciosos, já que os métodos apply e call não funcionam nesse tipo de estrutura, criando variáveis privadas (já que só existe o escopo público na ECMAScript).

Portanto se você tentar usar a estrutura abaixo, vai falhar porque o objeto "obj" não é uma função, já que foi transformado em objeto literal artificialmente:

Dando uma folheada no livro "Wikinomics : How Mass Collaboration Changes Everything, encontrei a história da Gold Corp, uma mineradora que aboliu os manuais administrativos do senso comum e divulgou informações sigilosas e minuciosas sobre suas minas para que o mundo todo encontrasse ouro.

Após uma crise financeira e quase entrar em falência, a Gold Corp, insatisfeita com seus próprios géologos por não conseguirem estimar confiavelmente a localização de ouro em suas propriedades, lançou um desafio aos geólogos do mundo todo para que utilizassem os melhores métodos e dessem as melhores estimativas de onde encontrar ouro. Em pouco tempo, enxurradas de informações fizeram a empresa identificar 110 pontos com uma precisão de 80% de quantidades substanciais de ouro num total de 224 toneladas, avaliadas em mais de US$ 3 bilhões de dólares. Ofereceram meio milhão de dólares como prêmio.

Material Humano

É comum as empresas imaginarem que os melhores profissionais para tratarem as informações internas sempre estarão na sua própria equipe, algumas preferem montar uma equipe com o que há de melhor em busca desse modelo, a Gold Corp foi na contramão dessa tendência, abriu suas informações ao mundo e colheu os frutos pagando um preço justo aos melhores. A empresa focou no material humano como principal capacitador do crescimento e recuperação, não da forma tradicional contratando os melhores, mas compartilhando suas informações.

Tendência Global

Esse modelo de gerência baseado no compartilhamento tem surtido melhores resultados e empresas que encabeçam a lista das maiores estão adotando em escala globa, o foco em comunidades como Flickr, Second Life, Youtube tem cada vês mais atraido as corporações e essa tendência parece não ter volta em curto e médio prazo.

Uma empresa que compartilha suas informações, age de forma global mesmo estando localizada nos confins do interior mais remoto do Brasil ou de Botswana, essa empresa se igualha aos concorrentes de grande peso financeiro porque conseguem estratégia de tratar suas informações e otimizar os resultados na busca do conhecimento.

Quem tem informações privilegiadas sobre seu negócio tem sempre um diferencial importante na luta pela sobrevivência em um mercado livre, e como o mundo preferiu o mercado livre mesmo com grandes interferências governamentais (onde até uma China comunista se comporta como uma nação capitalista abrindo seu mercado) , essa luta será sempre mais acirrada.

Fim de uma era?

O modelo fechado parece perecer nesses dias atuais e o modelo de compartilhamento ganha mais adeptos a cada manifestação de sucesso daqueles que o adotam, as empresas sempre buscam a sobrevivência e parte dessa sobrevivência se deve a adotar "fórmulas de sucesso" comprovadas. Deixando ideologias de lado, o mercado livre não dá espaço para lucros desproporcionais e práticas predatórias.

O capitalismo selvagem que ainda vigora em parte no mundo pode ser diluído ou até exterminado se o mundo encarar que o compartilhamento é mais importante do que a ganância. Utopias podem ser realizadas sem banhos de sangue ou eugenias em busca de um "Novo Homem", luta de classes podem ser aposentadas e revoluções populistas que terminam em decadência e muros caídos podem ser evitadas.

O mercado livre não necessariamente é capitalista, o capitalista não é sinônimo de Tycoon e convenhamos, o muro caiu e maio de 68 envelheceu.

Desde semana passada eu perguntei a alguns amigos qual é a diferença entre:

e

Poucos souberam responder, o que é um problema, já que tem muita gente programando em javascript e não conhece os fundamentos básicos da linguagem.

Essa semana eu deixo um novo desafio, verifiquem abaixo esse código e me digam se há algo de errado ou não, tente justificar nos comentários

Agradeço aos coordenadores do FLISOL 2007, menção honrosa a Erlon e FZ (David) pelo evento de alto nível que foi realizado aqui em Fortaleza no último fim de semana.

Esclarecimentos

Quando vamos avaliar um objeto específico, temos que avaliar o contexto onde esse objeto está inserido, foi construído e a que se propunha.

O FLISOL foi organizado por pessoas sem tempo, sem recursos, pouca ajuda efetiva e muitas críticas como é de praxe pelo menos aqui em Fortaleza. Ouvi e li comentários desnecessários sobre a desorganização do evento, mas me pergunto e pergunto aos críticos:

- voces que acharam  o evento desorganizado, ajudaram em que? Se ofereceram pelo menos a conduzir o pessoal até as salas de palestras?

Não podemos permitir que um evento destinado à comunidade, feito por ela, seja criticado por quem não participou de sua organização.

Eu não participo de nenhuma organização, meu tempo é muito corrido por causa dos inúmeros projetos, freelas e eventos que participo, mas nunca critico ou sugiro sem me perguntarem e só faço isso para a organização, em particular. Aceito todos os procedimentos já que não participei de suas fabricações e legislações. Pelo simples fato de ser um evento gratuito e sem interesse comercial final, sempre vai deixar a desejar em termos de atendimento, já que os recursos evidentemente são escassos.

Um evento realizado por um BigPlayer de mercado para promover um serviço ou produto, um evento realizado por um governo com recurso destinado, um evento realizado por uma associação com fins de promoção podem ser criticados porque prometem intrínssicamente um destino de organização, um evento da comunidade não.

Em evento da comunidade, "as arveres somo nozes". Se as árvores não tiverem galhos, como darão frutos? é muito bom criticar e reclamar, mas trabalho efetivo mais uma ves eu vi de quem foi, sempre os mesmo, leval as críticas mas fazem… já quem critica, não vi em nenhum momento tentando ajudar!

A verdade dói mas é necessária. 

Agradecimentos

Agradeço ao público presente nas minhas duas palestras pela receptividade, participação e empolgação.

Imaginei que não ia ninguém nas minhas palestras (sábado em um final de tarde), que se alguem fosse iam ser NOOBs, e que os assuntos não conseguissem surtir empolgação na platéia (A.K.A bocejos).

Quebrei a cara positivamente, o pessoal estava antenado com o assunto tratado, perguntaram bastante, se interessaram e fizeram contato em off depois do evento.

Sem sombra de dúvidas que em termos de satisfação pessoal, foram minhas melhores palestras até o momento, espero repetir o mesmo clima que ocorreu nesse evento.

Fico entusiasmado quando o clima fica bastante técnico e parte para um nível altamente especializado, dificilmente voce consegue passar a essência de um assunto em apenas 1h com slides, ainda mais quando o assunto requer compreensão de códigos que ficam impossibilitados de serem demonstrados.

Nos vemos nos próximos eventos, e espero um nível tão alto como esse.

 

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