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	<title>CMilfont &#187; Filosofia</title>
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	<description>Ultrapassando os limites da web!</description>
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		<title>Quando me tornei cristão e como enxergo o cristianismo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 23:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Religiao]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[cristo]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando me tornei Cristão Antes de tudo, não quero converter ninguém, apenas relatar a história de como virei um anarcocristão. Se sua fé se abala com qualquer coisa, feche essa aba já! Esse texto vai ser grande porque vou relatar todas as causas e consequências que imagino terem me influenciado. Infância e como dei Unfollow [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>Quando me tornei Cristão</h1>
<p>
Antes de tudo, não quero converter ninguém, apenas relatar a história de como virei um anarcocristão. Se sua fé se abala com qualquer coisa, feche essa aba já!<br />
Esse texto vai ser grande porque vou relatar todas as causas e consequências que imagino terem me influenciado.</p>
<h2>Infância e como dei Unfollow em @javé</h2>
<p>Começando pelo começo, eu nasci e fui criado numa família católica tradicional no sertão central do Nordeste brasileiro, entre fé cega e idolatria a santos [não reconhecidos] católicos. Desde criança eu notava que não era uma criança normal para o lugar que nasci, eu &#8211; ao contrário de todas as crianças sadias &#8211; gostava de ler e me interessava por história, por exemplo.</p>
<p>Desde minha tenra idade eu notava que aquele comportamento iria me prejudicar, imagina ser amiguinho dos professores, pois era muito natural vide a facilidade de tirar notas altas. Notei que era massacre na certa quando um coleguinha certa vez falou para o outro: &#8221; &#8211; Cola no lado do Christiano que ele passa a pesca [como chamamos 'cola' no NE] ou quebramos a cara dele&#8221;. Desde então eu passei a tirar no máximo 8.</p>
<p>Certa vez uma professora me interpelou porque eu parei de tirar 10 se ela sabia que eu sabia de toda a matéria. Respondi que era perigoso meus colegas saberem que eu tinha idéia do que era Bourbon na 3º série. Contrariada, só restou concordar comigo.</p>
<p>Mombaça, aonde fui criado, é a Sparta do Ceará, a criação de um mombacense é uma espécie de Klingon Education, se é que me entendem. Viver em um local assim e ser nerd requer um certo grau de jogo de cintura, principalmente se você se torna um ateu, consequência natural de quase todas as pessoas curiosas.</p>
<p>Pois bem, eu comecei a estudar e pesquisar teologia desde que me entendo por gente, além de confrontar com ciência. Esse espírito curioso me preparou para o ceticismo puro, se eu estava duvidando daquilo que regia toda minha cultura, eu tinha por obrigação duvidar e investigar todos os aspectos dos fenômenos que eu tentava entender.</p>
<p>Uma coisa que me *emputecia* muito era &#8220;descobrir&#8221; as inconsistências políticas na religião. Quando eu descobri que Eva não tinha sido a primeira mulher; que o livro de Enoch [que é o que explica a guerra entre os anjos e demons e o mais bacana de toda a mitologia judaica] era apócrifo na nossa bíblia, mas reconhecido na igreja Etíope; que Papas tinham comprado o cargo e toda sorte de sacrilégios, então, eu realmente perdi toda a crença em um ser criador. <a href="http://duvido.haaan.com/?p=395" id="oyjp" title="Até hoje é assim">Até hoje é assim que funcionam grandes decepções</a>.</p>
<p>Para completar, por falta de experiência, eu erroneamente considerava que Religião era o &#8220;ópio do povo&#8221; e pus a culpa no mensageiro como a maioria dessas digressões.</p>
<p>Não deu outra, dei block e unfollow em @javé.</p>
<h2>Militância</h2>
<p>Assim que virei ateu, eu estudei religião como um louco. Todo esse objetivo era para humilhar e massacrar o crente, aquele que acredita em <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/01/15/pessoas_que_acreditam_em_coisas/" id="d.p_" title="elefantes roxos que flutuam">elefantes roxos que flutuam</a>. Como <a href="http://deusfm.com/colunas-ler/1339/" id="h:zk" title="nem os pastores leem">nem os pastores leem</a>, imagina um pobre fiel atormentado com a vida pós-morte. Por conta da minha infância de leituras eu odiava toda cultura de massas [multidões] e religião era a essência disso.</p>
<p>Durante esse período eu notei que as pessoas que não creem em D&#8217;us acabam substituindo a crença metafísica cristã por outra, como cientistas que acreditam que <a href="http://www.milfont.org/tech/2008/12/09/tornar-se-um-mito/" id="tcsh" title="Einstein não só foi cientista como o maior de todos">Einstein não só foi cientista como o maior de todos</a>, católicos não praticantes <a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/04/justica-manda-prender-o-dr-fritz-do.html" id="alkd" title="que se consultavam com mediuns">que se consultavam com mediuns</a>, etc.</p>
<p>Meus colegas que se tornaram ateus viraram marxistas [uma religião mais nociva ainda], eu como já tinha negado um deus maior não iria acreditar em charlatões como Marx. Pior, eu realmente lia os escritos marxistas e via que aquilo não passava de uma crença sem fundamentação lógica, quanto mais científica. Como meus colegas não liam, eles exerciam uma crença com base na fé, fé essa de que comunismo funcionaria, não precisava de explicação lógica, bastava palavras de ordem e alguns chavões. Eu realmente tentei dialogar com meus professores que marxievangelizavam seus alunos, mas quando eles não entendiam algo me chamavam de reacionário, eu, um anarquista ateu.</p>
<p>A culpa não é da religião em si, é consequência do infortúnio da dúvida. Vida após a morte explica grande parte desse infortúnio, mas a capacidade natural de raciocinar do ser humano causa uma inquietude em encontrar padrões e respostas a tudo. Ignorância é uma benção para muita gente e religião em grande parte tem que fornecer essa burocracia sacramental para aplacar essa ignorância como resposta daquilo que não compreendemos.</p>
<p>Schopenhauer me ajudou a entrar no eixo, Nietzsche só confundia. O anarquismo libertário de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Tucker" id="eg9p" title="Benjamin Tucker">Benjamin Tucker</a> / <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lysander_Spooner" id="flxj" title="Lysander Spooner">Lysander Spooner</a>, individualista de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Stirner" id="owsy" title="Stirner">Stirner</a> e mutualista de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pierre-Joseph_Proudhon" id="f5jx" title="Proudhon">Proudhon</a> formaram meu caráter e amansaram minha alma. Por mais que todos esses filósofos de marca maior criticassem a religião &#8211; que deve ser criticada sempre &#8211; suas concepções de liberdade nunca se chocaram com o cristianismo, pelo contrário, evoca o primordial Livre Arbítrio.</p>
<p>Agora, o que me deixou intrigado foi quando conheci o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquismo_crist%C3%A3o" id="spq5" title="anarquismo cristão que influenciou Gandhi">anarquismo cristão que influenciou Gandhi</a>. Passei a investigar a religião na visão do indivíduo e não no coletivo, como tinha feito até então e como todos erroneamente fazem.</p>
<h2>Revelação</h2>
<p>Nunca vou esquecer quando fui tocado pelo dedo de D&#8217;us [Epa!] numa certa noite, assistindo Alien &#8211; O 8º Passageiro &#8211; no corujão da Globo depois de chegar de uma bebedeira, eu devia ter uns 17 ou 18 anos. Eu tive a necessidade incontrolável de ler a bíblia e abri na seguinte passagem: &#8220;Porque o <b>salário do pecado é a morte</b>, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.&#8221; [<a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/6" id="ppcg" title="Romanos 6:23">Romanos 6:23</a>].</p>
<p>Essa passagem é a versão cristã da frase: &#8220;Não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque; é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias. (Ludwig Von Mises)&#8221;.</p>
<p>Nesse momento, devido as trombetas dos anjos [alguns dizem que foi na verdade culpa da Antarctica], eu entendi toda a metafísica de Cristo. Tudo que eu lia e enxergava na Bíblia [que é uma coleção de livros que tratam de mitologia, costumes, histórias, fé, dedução, indução, conselhos e ensinamentos] era sob uma lupa frágil de esperança em redenção alheia. A verdade deveria ser buscada na salvação pessoal.</p>
<p>A verdade existe e é o fim em si da busca científica, o problema é conhecer a verdade. O que temos e disconfio que sempre teremos é apenas uma sombra da verdade.</p>
<p>Depois de ler esse texto voce pode pensar que sou daqueles tipos de gnósticos que consideram Deus uma força maior da natureza ou do universo, não, eu creio no Deus judaico-cristão-islâmico por mais que a verdade não seja conhecida por nenhuma facção. Aquele Deus que é hermafrodita [Genesis 1:27], criador de tudo. Acredito no sacrifício de Cristo na cruz e o poder de sua palavra.</p>
<p>A palavra de cristo é tão foda que seu simbolismo de fazer guerra quando necessário em um momento [Marcos 11:15-17; João 2:13-17] e oferecer a face [mateus 5:39] ou baixar a espada noutro [mateus 26:47] para o fim maior é desconhecido e mal interpretado até hoje.</p>
<h2>Minha visão cristã</h2>
<p>A verdade seguindo o caminho cristão passa sobretudo na palavra transmitida e contida nos evangelhos, eles devem ser o guia do cristão. Não no deuteronomio, não em romanos ou qualquer que seja o livro. Os outros livros são guias descartáveis quando se chocam com a verdade, sobretudo cristã.</p>
<p>Peguemos o Antigo testamento, Cristo meteu a tag de @deprecated na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_mosaica" id="y1wa" title="Lei Mosaica">Lei Mosaica</a> quando se chocou com sua palavra. Um exemplo clássico de como o cristão se afasta de Deus e do próprio Cristo é o homosexualismo, não consta o &#8220;Não darás o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/06/21/cu/" id="ypag" title="cú">cú</a>&#8221; nos 10 mandamentos que é a constituição cristã, mesmo assim uma energia considerável da cristandade é gasta justamente para combater essa prática com base em uma ou duas passagens jogados no meio de toda a bíblia, que relembro, é constituída por dezenas de livros sendo os principais os evangelhos. Se o cara que dá a bunda [e nisso não prejudica a vida nem salvação de ninguem que não dele próprio] vai para o inferno, nada que fizermos vai salvá-lo, principalmente no apedrejamento público condenado pelo próprio cristo.</p>
<p>O crente que se importa com a vida alheia está fugindo de sua própria salvação como ensinou cristo, está afastando um prospect cristão e se passando por um chato descontrolado. Voce tem todo o direito de achar que alguem vai se fuder no inferno, mas voce não tem o poder nem a permissão de julgar, isso não foi te dado, no máximo voce vai evitar de conviver com o pecador e se quiser.</p>
<p>Um crente de verdade não julga, dá a mão para quem quer ser salvo [mateus 9:10]. Aquele que grita e reza tão alto que incomoda as pessoas não passa de exibido materialista, não me xingue, fale com o hômi [Mateus 6:5-6].</p>
<p>Ciência não confronta a fé, imaginar a criação em 7 dias no calendário juliano é um absurdo lógico de alguém que se considero sábio. Convido a ler gênesis e investigar a sequencia da criação com as descobertas cientificas, isso impressiona, desde o &#8220;Faça-se a luz&#8221; [Big Bang], ao aparecimento dos répteis anterior ao primeiro homem [que pode até ter sido adão] e a primeira mulher [que pode ter sido Lilith, mas comprovadamente pela mitologia judaica não foi Eva].</p>
<p>Fora que 2k anos antes de Kent Beck, Cristo já aconselhava Pair Programming como eficiente na condução do desenvolvimento da palavra (source code) cristã [Lucas 10:1].</p>
<p>Ter trazido lázaro de volta não significa nada para você, só significou para Lázaro, a salvação é que é o importante. Tenho uma amiga que foi diagnosticada com câncer no cérebro, os médicos a mandaram para Mombaça para morrer com a família, de tanto rezar ela se curou. Não precisou de pastor, só na sua propria convicção e na fé em Deus. Se voce acredita ou não que foi Deus que curou ou a própria reação do organismo dela influenciado pela forte fé, não importa, o milagre é que importou. </p>
<p>Claro que essa mesma fé pode e vai provocar guerras e chagas na sociedade, mas se não for a religião vai ser o marxismo ou qualquer crença que as ovelhas abraçarão. Para isso eu não tenho resposta e desafio a alguém demonstrar como substituir a religião em toda a sociedade pelo ceticismo puro.</p>
<p>Vamos nos concentrar na palavra.</p>
<p>Se voce é ateu convicto, esse texto não passa de bobagem, mas eu tinha que falar para quem quer ler. </p>
<h2>Hora da verdade</h2>
<p>Agora irmãos, vamos passar recolhendo aquela contribuição voluntário que nos ajuda a espalhar a vontade de Deus, nossa conta é &#8230;</p>
<p>- ei, o que é aquilo!<br />
- Quem é aquele louco descontrolado que invadiu o templo e está quebrando tudo?<br />
&#8230;<br />
- Como assim nós estamos comerciando em nome de deus? O rei nos deu permissão pra&#8230;</p>
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		<title>Mete a mão na cara da vagabunda</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi com essa frase que DiLurdes [minha vizinha] recomendou a seu marido, Leomário, o tratamento carinhoso que este aplicou na filha do casal quando Rosicleide [minha outra vizinha] fuxicou para eles que Juciemaria [a filha] foi flagrada sem roupas com o marido de Deucinéia [outra vizinha]&#8230; Eu ia chegando em casa quando presenciei aquele bofetão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi com essa frase que DiLurdes [minha vizinha] recomendou a seu marido, Leomário, o tratamento carinhoso que este aplicou na filha do casal quando Rosicleide [minha outra vizinha] fuxicou para eles que Juciemaria [a filha] foi flagrada sem roupas com o marido de Deucinéia [outra vizinha]&#8230;<br />
Eu ia chegando em casa quando presenciei aquele bofetão lindo, digno de novela das oito, quando Leomário, queimando óleo 30, o aplicou.<br />
Pensei de imediato, se o pai daquela senhora que foi flagrada em uma praia na Espanha tivesse dado um bofetão por ela ter mostrado as &#8220;vergonhas&#8221; em público em ato carnal obsceno, tinha economizado muitos posts na Blogosfera.</p>
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		<title>Rapariga tem carteira assinada por quem?</title>
		<link>http://www.milfont.org/blog/archives/174</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 17:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém que tenha conhecimentos jurídicos me explique uma coisa: Se a rapariga tem CBO, alguém vai contratá-la para assinar a carteira, mas se a profissão de rufião é proibida por lei segundo o código penal, artigos 229 e 230, como ela terá o carimbo? Alguém já viu uma quenga contribuindo com o INSS? Alguém já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém que tenha conhecimentos jurídicos me explique uma coisa:<br />
Se a rapariga tem <a href="http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=5198">CBO</a>, alguém vai contratá-la para assinar a carteira, mas se a profissão de rufião é <a href="http://www.dji.com.br/codigos/1940_dl_002848_cp/cp227a232.htm">proibida por lei segundo o código penal</a>, artigos 229 e 230, como ela terá o carimbo?<br />
Alguém já viu uma quenga contribuindo com o INSS?<br />
Alguém já contratou uma &#8220;dama da noite&#8221; e pediu para dar uma conferida se o patrão assinou a carteira devidamente e paga tudo conforme a CLT?<br />
Esse Brasil me surpreende, estava até empolgado para abrir um cabaré, mas lembrei desses detalhes.<!--6a7ba0caa704d5e68c1c7cfc1e3b671b--></p>
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		<title>Minhas desconfianças com o politicamente correto</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 13:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu problema com o politicamente correto é que, sempre em nome de boas causas, nossas liberdades individuais são restringidas e por fim o genocídio dita a política. Foi assim nos regimes de esquerda e nos de direita em menor ou maior grau dependendo da sua predileção nessa bússola política. É claro que a influência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu problema com o politicamente correto é que, sempre em nome de boas causas, nossas liberdades individuais são restringidas e por fim o genocídio dita a política.<br />
  Foi assim nos regimes de esquerda e nos de direita em menor ou maior grau dependendo da sua predileção nessa bússola política. </p>
<p> É claro que a influência do homem na natureza pode contribuir para o aquecimento global, mas, em nome do politicamente correto que já se transformou em uma paraideologia, os ecochatos saem em caça às bruxas munidos de falácias e sofismos que acabam municiando aos que se beneficiam com a poluição.</p>
<p> Mesma coisa com as armas, é evidente que nem todos estão preparados para portar uma arma na cintura, ainda mais malucos de carteirinha com um sistema judicial tão ruim como o nosso, mas querer proibir que o seu Zé que mora lá na fronteira de Tauá com Mombaça (onde se leva quase o tempo para se chegar na capital) de se defender contra onças e ladrões de motor com faca, é pedir demais, é claro que ele vai continuar com sua 12, mesmo que ilegal. Peguei dois extremos, entre eles ainda existem milhões de situações. Mas a partir do ponto que leis não se sustentam no sentido prático, por imposição de uma idealização de &#8220;sociedade perfeita&#8221;, todo o resto se confunde e acaba virando uma anomia perversa. Onde se elege a lei que queira  seguir por conveniência, seja de poder ou de momento.  </p>
<p>Hoje eu vejo uma campanha massiva contra os fumantes, há uma perseguição implacável, e olhe que eu nem fumo e detesto fumaça de cigarros.<br />
  Sempre que é eleito uma bandeira, os politicamente corretos se agarram com unhas e dentes e lutam para &#8220;ajudar&#8221; a todos se livrarem dessa chaga, mesmo que seja contra sua vontade.  </p>
<p> <img src="http://farm3.static.flickr.com/2018/1628568775_a850894162.jpg?v=0" alt="campanha nazista contra o tabagismo" /> </p>
<p>Os bacanas do partido socialista dos trabalhadores alemães na década de 30, que eram bastante politicamente corretos, em 39 invadiram a polônia e deu no que deu. Fizeram <a href="http://www.flickr.com/photos/8220098@N04/1628568775/in/set-72157602519385293/">campanha grossa contra o tabagismo</a>, assim como os politicamente corretos atuais, era tudo em nome da fam&iacute;lia, coisa para o nosso bem. </p>
<p>Entre outras medidas que eles pregavam era a eugenia, t&atilde;o em moda nas <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL155710-5601,00-CABRAL+DEFENDE+ABORTO+CONTRA+VIOLENCIA+NO+RIO+DE+JANEIRO.html">autoridades cariocas</a>. Isso tudo para o holocausto foi um pulo, voc&ecirc; pode achar que essas coisas n&atilde;o tem efeito e causa, mas s&atilde;o respons&aacute;veis sim. Hoje eles tiram nossa liberdade em nome do nosso bem estar, todo mundo consente porque isso &eacute; bom para n&oacute;s, amanh&atilde; eles nos mandar&atilde;o,  na melhor das hip&oacute;teses, para um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_concentra%C3%A7%C3%A3o">campo de concentra&ccedil;&atilde;o</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> qualquer. J&aacute; ser&aacute; sem volta!</p>
<p>Mas tudo isso por causa de um cigarro? </p>
<p>Eles sempre começam assim, é tudo para o nosso bem. Primeiro elegem algo danoso à sociedade perfeita, passam a perseguir e humilhar aos incautos que ainda resistem em n&atilde;o seguir as &quot;cartilhas do bem&quot;, depois disso tomam de assalto a sociedade e o mal n&atilde;o tem como ser revertido, ou voc&ecirc; acha que tem como aplacar os traumas em uma sociedade que passou por um genoc&iacute;dio?</p>
<p>Imagine o dano que uma crian&ccedil;a iraquiana passar&aacute; provavelmente pelo resto da vida, meio a fan&aacute;ticos religiosos, escombros, corpos mutilados, terrorismo di&aacute;rio e subdesenvlvimento at&eacute; o pa&iacute;s se recuperar. Tudo por causa de uma vingan&ccedil;a pessoal. Segundo as &uacute;ltimas den&uacute;ncias, Saddan teria tentado matar o Bush pai, e o filhote da cobra quis se vingar e levou a na&ccedil;&atilde;o mais poderosa para uma guerra insana contra uma ditadura apaziguada. A direita raivosa ainda vibra de alegria por esse ato inconsequente. Mas a guerra do Iraque foi causada diretamente por uma campanha em massa de patriotismo com todo o poder que a m&iacute;dia pode provocar. </p>
<p>Esse &eacute; o lado perverso da m&iacute;dia, quando ela &eacute; chapa-branca perde totalmente a r&eacute;dea da verdade, e sim, existe uma verdade universal, quem faz ci&ecirc;ncia, sabe que ao conhecer o maior n&uacute;mero de vari&aacute;veis poss&iacute;veis, o mais pr&oacute;ximo da verdade (ou solu&ccedil;&atilde;o) chegamos. &Eacute; como somar 2 + 2, conhecemos a resposta porque temos um modelo e conhecemos todas as vari&aacute;veis aplicadas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca conhecemos todas as vari&aacute;veis nas a&ccedil;&otilde;es humanas, mas a hist&oacute;ria est&aacute; rica em exemplos.</p>
<p>Disconfio de tudo e todos, em todas as a&ccedil;&otilde;es existe uma agenda. </p>
<p>Seja ela de direita ou de esquerda, eu estou pouco me lixando para ideologia, s&oacute; n&atilde;o quero perder o direito de fumar mesmo que eu deteste o fumo. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><!--96bb183a81feeb37e2ffe6efcb204ca4--><!--695138a9fc9f26de8d8c2b76cbf83b34--></p>
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		<title>Rapidinha intolerância</title>
		<link>http://www.milfont.org/blog/archives/146</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 19:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um cargo muito visado era de acendedor de lampião, com o surgimento da iluminação por energia elétrica esse cargo desapareceu. O acessorista de elevador era outro cargo requintado, os elevadores mecânicos foram extintos na década de 50, o cargo desapareceu. Eu sou tolerante com as minorias, quase todas elas, menos os retrógrados que insistem em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um cargo muito visado era de acendedor de lampião, com o surgimento da iluminação por energia elétrica esse cargo desapareceu.</p>
<p>O acessorista de elevador era outro cargo requintado, os elevadores mecânicos foram extintos na década de 50, o cargo desapareceu.</p>
<p>Eu sou tolerante com as minorias, quase todas elas, menos os retrógrados que insistem em viver em um mundo que não tolera mais o acomodado, mas não é somente com o acomodado, sou partidário de genocídio com os preguiçosos, aqueles que não querem pensar um pouco que seja ou pelo menos ter a decência de procurar aprender.</p>
<p>Eu, super ocupado agora a tarde, fui chamado aqui do lado para resolver um problema, outro setor, teoricamente aqueles que se acham bonitos, bacanas e importantes. Como não tinha ninguém do suporte, fui lá.</p>
<p>O problema era o seguinte, a pessoa não conseguia salvar um documento, só isso. Ela abria os documentos direto na rede por um drive compartilhado, por algum problema no setor a rede estava fora, ao mandar salvar o MSWord abre uma caixinha de diálogo para salvar em outro diretório já que evidentemente não poderá ser em uma pasta que não está mais acessível. Como mudou a rotina que essa Homo Sapiens estava acostumada, ficou perdida, entrou em desespero.</p>
<p>Esse tipo de pessoa não tem mais lugar no mundo e eu não quero viver mais no mesmo ambiente que esse pessoal. Tolero diferença cultural, preguiça de pensar não!<!--ec6432a5be47c28926f2dbf358dda59d--><!--656aa73a73ddc29d12a994590900930a--><!--e4864b2539f82bc62d616347bcebc844--><!--006565650b56323fb4e565ca82bf7757--><!--cf89b92ce5dc77cd364098b731cbb5df--><!--656aa73a73ddc29d12a994590900930a--></p>
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		<title>Falta de tempo&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 12:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse blog nunca foi um exemplo de assiduidade, mas ultimamente estou me superando no nível de publicações. Ou melhor, na falta de publicações. Mas é por várias boas causas, uma delas é a empresa que estamos botando para sair do plano das idéias, já estamos totalmente legalizados, site no ar, escritório para essa semana já, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse blog nunca foi um exemplo de assiduidade, mas ultimamente estou me superando no nível de publicações. Ou melhor, na falta de publicações.<br />
Mas é por várias boas causas, uma delas é a empresa que estamos botando para sair do plano das idéias, já estamos totalmente legalizados, <a href="http://www.triadworks.com.br/">site no ar</a>, escritório para essa semana já, materiais em prospecção e sistemas em sincronia. Como é difícil ser empresário em um país mercantilista e ainda no capitalismo selvagem corporativista. Você tem que subornar muita gente para provar que é honesto ou arcar com a burocracia e ser extirpado vivo. Como queremos começar com o pé direito desde o ínicio, as coisas são lentas.</p>
<p>Visitem <a href="http://www.triadworks.com.br/">lá</a>, xinguem se não gostaram, dêem palpites, o próximo google pode sair de <a href="http://www.triadworks.com.br/">lá</a>.</p>
<p>Voltei para a faculdade como citei antes, estou preparando um outro blog apenas para desenvolvimento de software, poder separar os assuntos.<br />
Estudando para certificações, procurando curso de inglês (sugestões?) para melhorar o verbo tchubí, mudança de emprego, de cargo e de atividades&#8230;. ufa!<br />
Fora que ainda ser pai de filho pequeno! Ontem enquando digitava e respondia alguns emails, ele ficava pulando em cima chamando a atenção, é gostoso, mas gostaria de passar mais tempo somente para ele&#8230; férias como te quiero!</p>
<p>Esse momento é de bastante ousadia na minha vida, vou apostar todas as fichas na empresa, correr todos os riscos, se afundar pelo menos eu poderei bater no peito e dizer que lutei, estive na guerra e voltei para casa em cima do escudo.<!--8e6ca51af79c4556d72a3091d041ebf3--><!--b73ee15b6b07c7a8e205a9bd304d9b6a--><!--a235dcb5407e02cdce05b5da4034c828--></p>
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		<title>Liberalismo morreu!</title>
		<link>http://www.milfont.org/blog/archives/127</link>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2007 12:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>
		<category><![CDATA[Politica]]></category>

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		<description><![CDATA[Os liberais nunca se recuperaram da crise de 29. Deixando teorias da conspira&#231;&#227;o de lado, se os conservadores tivessem a planejado (apesar de forte influ&#234;ncia do FED sobre a crise) eles teriam se surpreendido, porque o golpe foi certeiro, mortal. At&#233; hoje o liberalismo est&#225; grogue, cambaleante, nada mais alien&#237;gena que um liberal discursando, parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os liberais nunca se recuperaram da crise de 29. Deixando teorias da conspira&ccedil;&atilde;o de lado, se os conservadores tivessem a planejado (apesar de forte influ&ecirc;ncia do FED sobre a crise) eles teriam se surpreendido, porque o golpe foi certeiro, mortal. At&eacute; hoje o liberalismo est&aacute; grogue, cambaleante, nada mais alien&iacute;gena que um liberal discursando, parece que ele fala de outro mundo, de outro planeta, ficou vendo estrelas literalmente.</p>
<p>Quando me refiro a conservadores, n&atilde;o espero que todos sejam um Edmund Burke, assim como ningu&eacute;m espera que todos liberais sejam um Mises e sim &agrave;queles que compartilham de uma vis&atilde;o de mundo com essa ideologia.</p>
<h2>Aliado Inoportuno</h2>
<p>Ap&oacute;s a crise de 29 o mundo deu uma guinada ao totalitarismo e interven&ccedil;&atilde;o estatal, pa&iacute;ses antes liberais como USA viraram uma social-democracia keynesiana e metade da Europa (na mais otimista avalia&ccedil;&atilde;o) se tornou fascista ou ditaduras semelhantes, quando n&atilde;o pior como foi o caso do nazismo. Isso &eacute; natural na hist&oacute;ria, todos os regimes para se sustentarem no poder renegam o passado e fazem de tudo para associ&aacute;-lo com o atraso.</p>
<p>A fragilidade do liberalismo rom&acirc;ntico baseado no &quot;<strong><em>Laissez-faire</em></strong>&quot; afetou uma resposta adequada &agrave; crise, como explicar a quem perdeu tudo que o mercado se regula? Como pedir paci&ecirc;ncia para quem est&aacute; com fome? At&eacute; hoje esse discurso ainda vigora no liberalismo e principalmente em pa&iacute;ses subdesenvolvidos como &eacute; o nosso caso, um liberal acredita realmente que consegue transmitir seja l&aacute; o que for a quem n&atilde;o tem o que perder? </p>
<p>O liberalismo, jogado a escanteio no in&iacute;cio do s&eacute;culo 20, se contentou em ser capacho dos conservadores, aqueles que adoram um estado pujante onde podem viver confortadamente no seu capitalismo aben&ccedil;oado que explora os menos abastados. Os liberais que se destacaram como Roberto Campos nada mais foram que executadores de agenda conservadora.</p>
<p>Assumimos uma agenda que n&atilde;o era nossa, nos desvirtuamos quanto aos aspectos sociais das rela&ccedil;&otilde;es humanas e ficamos em um lugar perdido entre o saudosismo do liberalismo cl&aacute;ssico e a utopia de um mundo perfeito onde o mercado seria totalmente livre e coordenaria todos os desajustes com sua m&atilde;o invis&iacute;vel. </p>
<p>Essa &eacute; a nossa t&aacute;tica, a t&aacute;tica do avestruz, enfiamos a cabe&ccedil;a no buraco ut&oacute;pico do liberalismo e esperamos que apenas o mercado livre resolva todas as rela&ccedil;&otilde;es humanas, como se um magnata com poder de decidir quem vive ou quem morre fosse sempre perfeito no seu ju&iacute;zo e s&oacute; encontr&aacute;ssemos altru&iacute;stas. </p>
<p>Essa bobagem de defender a democracia matou liberal, como se fosse uma maravilha perfeita, acima dos ideais humanos, onde se permite que qualquer atrocidade contra a liberdade individual em prol da &quot;coletividade&quot;, esse apego ao suposto estado de direito &eacute; uma doen&ccedil;a, veja onde vai parar o estado de direito com uma crisezinha na bolsa, deixe a massa ignara passar fome para ver quantas bastilhas s&atilde;o necess&aacute;rias. Adotar a t&aacute;tica do avestruz &eacute; o que nos restou. </p>
<p>No final os conservadores ainda nos esculhambam por defendermos os direitos humanos e com vergonha assumimos a antipatia de medidas que nos afetar&atilde;o na restri&ccedil;&atilde;o de nossas liberdades. </p>
<p>Ao tentar responder a um social-democrata que acredita que o mercado livre n&atilde;o existe e que deve ser regulado com m&atilde;o forte do governo para prote&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio, o liberal n&atilde;o consegue responder em uma frase curta. Ali&aacute;s, n&atilde;o menos do que citar 3 escolas, 10 autores diferentes, umas 15 obras e no final nem saber mais do que est&aacute; se falando. Perdemos, temos que assumir a derrota e nos prepararmos para o admir&aacute;vel mundo novo. </p>
<h2>Agenda socialista</h2>
<p>Por mais ineg&aacute;vel que o socialismo cl&aacute;ssico bebeu da fonte humanista do liberalismo, os liberais ojerizam seu passado contestador e (r)   evolucion&aacute;rio. Entregamos aos marxistas a luta pelo &quot;social&quot; e ficamos com o discurso alien&iacute;gena de livre mercado, sequer teorizando como esse livre mercado resolveria os problemas cl&aacute;ssicos das p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de vida que ainda passam um grande contigente em pleno s&eacute;culo 21.</p>
<p>Lutamos contra a escravid&atilde;o, a favor das liberdades humanas, teorizamos os direitos irrevog&aacute;veis dos homens mas hoje nos contentamos em discutir a taxa banc&aacute;ria, no m&aacute;ximo quanto seria o sal&aacute;rio m&iacute;mino para n&atilde;o onerar as contas p&uacute;blicas. Criamos o capitalismo que foi uma evolu&ccedil;&atilde;o ao modelo feudal obscurantista dominado por gente que se achava no direito divino de exercer sua intoler&acirc;ncia e opress&atilde;o e hoje defendemos um modelo caqu&eacute;tico que protege os pilantras. </p>
<p>O discurso liberal anda t&atilde;o fraco que ao ser questionado porque o capitalismo n&atilde;o resolveu os problemas da &Aacute;frica, o liberal gagueja e adota a cl&aacute;ssica estrat&eacute;gia do avestruz, nem se dar ao trabalho de evidenciar que o capitalismo passou longe daquele continente, que v&aacute;rias guerras civis foram entre &quot;conservadores&quot; e &quot;socialistas&quot;, que liberal n&atilde;o faz guerra, ou pelo menos n&atilde;o devia.</p>
<p>Liberal defendendo o belicismo? Esse &eacute; o tipo de liberal de hoje.  </p>
<p>Liberal defendendo o homofobismo? Esse &eacute; o liberal de hoje.</p>
<p>Liberal defendendo o combate ao tr&aacute;fico de drogas? Esse &eacute; o liberal de hoje.</p>
<p>Liberal defendendo interven&ccedil;&atilde;o estatal? Esse &eacute; o liberal de hoje.</p>
<p>Liberal criticando movimentos sociais? Esse &eacute; o liberal de hoje.  </p>
<p>Liberal criticando direitos trabalhistas? Esse &eacute; o liberal de hoje. (N&atilde;o confundir direito com privil&eacute;gio) </p>
<p>Os socialistas em geral se apegam a qualquer agenda que lhes favore&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; atoa que voce encontra um estado homof&oacute;bico em uma republiqueta de fachada dessas e defensores aguerridos contra a homofobia nas outras republiquetas que ainda n&atilde;o s&atilde;o socialistas. </p>
<p>Voce encontra f&aacute;cil um grupo de socialistas defendendo a discrimina&ccedil;&atilde;o contra as drogas nos estados que s&atilde;o prospects socialistas e &eacute; punido com pena de morte nos que j&aacute; o s&atilde;o.</p>
<p>J&aacute; o liberal moderno n&atilde;o, ele prefere se apegar ao livre mercado capitalista como se viv&ecirc;ssemos no s&eacute;culo 19 ainda e adota o lema dos conservadores que se trabalhar forte e com garra voce consegue vencer na vida, simples assim.</p>
<h2>Os Exclu&iacute;dos</h2>
<p>Quer ver um liberal fazer an&aacute;lise &eacute; admitir que existem exclu&iacute;dos, &eacute; pecado discutir ou at&eacute; aceitar que existem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas como sa&uacute;de ou educa&ccedil;&atilde;o, como simplesmente uma massa de acostumados com o Wellfare State, mesmo que torto no nosso caso, fosse simplesmente abandonar a escola e a sa&uacute;de p&uacute;blica onde sequer explicamos como eles se beneficiariam.</p>
<p>N&atilde;o conseguimos criar um modelo que permita os exclu&iacute;dos se beneficiarem sem que os malandros oportunistas (que n&atilde;o s&atilde;o sequer exclu&iacute;dos) se apropriem e os pol&iacute;ticos desviem os recursos destinados. Ent&atilde;o o modelo continua apesar que achamos e creio que voces concordam que h&aacute; algo de errado.</p>
<p>Existe um sentimento que algo est&aacute; errado, um Bad Smell como dizem os estadunidenses (como os socialistas adoram cham&aacute;-los), mas n&atilde;o sabemos resolver esse estado errado.</p>
<p>A defesa das melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho foi um &iacute;cone dos liberais nas disputas contra os conservadores, hoje se defende que o trabalhador deve estar a deriva de seus pr&oacute;prios extintos, como se a justi&ccedil;a sempre foi perfeita e um grande magnata ser&aacute; sempre punido caso esse descumpra o contrato de trabalho preestabelecido, conven&ccedil;a a um trabalhador  bra&ccedil;al de que &eacute; melhor para ele a possibilidade de ter que trabalhar 18 horas seguidas sem direito a f&eacute;rias. Quero s&oacute; contar em quantas gargalhadas voce ser&aacute; escorra&ccedil;ado. </p>
<h2>Livre Com&eacute;rcio</h2>
<p>O discurso liberal do livre com&eacute;rcio &eacute; excelente para um camel&ocirc; que vive &agrave; margem da sociedade, mas como ele vai entender que apesar das p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de atendimento no posto de sa&uacute;de mais pr&oacute;ximo ele vai ficar melhor com a sa&uacute;de totalmente privada que n&atilde;o pode pagar? </p>
<p>Ele pergunta: &quot;<em>- Ent&atilde;o &eacute; assim? Se por algum desastroso acaso do destino eu ficar um m&ecirc;s desempregado estou ferrado?</em>&quot; , eu respondo: &Eacute;!</p>
<p>N&atilde;o &eacute; atoa que n&atilde;o existam mais partidos liberais, n&atilde;o na defesa do liberalismo. At&eacute; mudar de nome est&atilde;o mudando com vergonha dessa imagem.  </p>
<p>Liberal n&atilde;o aceita sindicato, &eacute; por isso que os sindicatos no pa&iacute;s viraram comit&ecirc;s de partidos marxistas das mais diversas classifica&ccedil;&otilde;es, eles pegam no pesado, eles &quot;sujam&quot; as m&atilde;os na lama das rela&ccedil;&otilde;es humanas apesar de que assim que chegam no poder, relegam esse passado, n&oacute;s liberais relegamos antes sequer de ter um passado. </p>
<p>A defesa intransigente dos Tycoons modernos terem o direito de nos explorar &eacute; o calcanhar de aquiles do liberalismo, existe uma diferen&ccedil;a enorme e percept&iacute;vel que um vendedor de c&ocirc;cos na praia n&atilde;o &eacute; simplesmente um capitalista como um acionista do maior banco privado do Brasil, apesar de que semanticamente s&atilde;o. Os anarcos do in&iacute;cio do s&eacute;culo 20 j&aacute; alertavam que apenas o livre mercado n&atilde;o conseguiriam conter a f&uacute;ria desses magnatas, mas cad&ecirc; um  modelo alternativo?</p>
<p>N&atilde;o &eacute; por menos que ser chamado de neoliberal virou palavr&atilde;o pior que ter sua m&atilde;e esculhambada por pr&aacute;tica daquela profiss&atilde;o t&atilde;o antiga. </p>
<p><!--87b60d8d03972397be4c3deb4ca0792f--><!--23395ee3178ee50d284ae8a1b71990ac--><!--75e8683d802b8ea8b51572a9e232eadd--><!--c901b3ad748ff68133b3b6be19c51fd5--><!--536ff913be2c485a56ef38a97341739b--><!--19d3d89a219cca14c70a8c3cc625b9c9--><!--a0de4d13eccaf906df82849db7d76d60--></p>
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		<title>Mini tratado sobre aqueles que fazem e aqueles que falam</title>
		<link>http://www.milfont.org/blog/archives/124</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 17:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem basicamente 3 tipos de pessoas no que se refere a planejamento de a&#231;&#245;es em comunidade: Aqueles que fazem Esse &#233; o tipo especial de pessoas, s&#227;o em n&#250;mero restrito, minoria das minorias (por isso que s&#227;o t&#227;o especiais) . O sucesso de qualquer organiza&#231;&#227;o depende exclusivamente dessas pessoas, por serem t&#227;o especiais sua descoberta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem basicamente 3 tipos de pessoas no que se refere a planejamento de a&ccedil;&otilde;es em comunidade:</p>
<h1><strong>Aqueles que fazem</strong></h1>
<p>Esse &eacute; o tipo especial de pessoas, s&atilde;o em n&uacute;mero restrito, minoria das minorias (por isso que s&atilde;o t&atilde;o especiais)  .</p>
<p>O sucesso de qualquer organiza&ccedil;&atilde;o depende exclusivamente dessas pessoas, por serem t&atilde;o especiais sua descoberta &eacute; prejudicada pela inveja  das demais  e seu resultado &eacute; obfuscado pela inoper&acirc;ncia dos outros tipos.</p>
<p>Parece ser &oacute;bvio sua import&acirc;ncia, mas a realidade &eacute; cruel, elas as vezes at&eacute; ficam sem os devidos cr&eacute;ditos de suas a&ccedil;&otilde;es. </p>
<h2><strong>Aqueles que falam</strong></h2>
<p>Geralmente s&atilde;o pessoas ut&oacute;picas e sonhadoras, atrapalham mais que ajudam, mas s&atilde;o importantes para formar a base intelectual e compor o planejamento j&aacute; que <strong>as que fazem</strong> est&atilde;o trabalhando e <em>pegando no pesado</em> (e por muitas vezes acabam relegando cronogramas e burocracias).</p>
<h3><strong>Aqueles que atrapalham simplesmente</strong></h3>
<p>Antes de qualquer coisa: &quot;<em>ISOLE ESSA GENTE, ESCARRE, JOGUE PEDRA!</em>&quot; </p>
<p>Esse tipo de gente nem deixa os outros falarem nem fazerem, s&atilde;o atrapalhadores natos, burocracia &eacute; seu nome.</p>
<p>Sua t&aacute;tica geralmente &eacute; lan&ccedil;ar v&aacute;rias propostas beirando ao rid&iacute;culo de t&atilde;o imposs&iacute;veis logisticamente (pelos que fazem evidente), propor solu&ccedil;&otilde;es sem nexo, criticar todas as propostas que n&atilde;o s&atilde;o suas e nunca comparecer no trabalho efetivo.</p>
<p>Esse pessoal ainda por cima de tanto fazer ru&iacute;do fica com os cr&eacute;ditos da gl&oacute;ria ou no m&iacute;nimo com a pecha de &quot;organizadores&quot; porque seus nomes aparecem em tudo que &eacute; papel, email ou propaganda. </p>
<p>Se voce ver algu&eacute;m propondo assembl&eacute;ias, reuni&otilde;es em demasia, atas at&eacute; da compra de um pirulito, apoio pol&iacute;tico e CNPJ para listas de discuss&atilde;o, desconfie.</p>
<p>O primeiro passo para o sucesso de um evento &eacute; eliminar fisicamente esses indiv&iacute;duos (estou falando de isolar e n&atilde;o matar, apesar da vontade) . </p>
<h1><strong>No planejamento</strong></h1>
<p>Sempre quando for planejar um evento qualquer, me&ccedil;a o &iacute;ndice Milfont de produtividade dos participantes. </p>
<p>Divide o n&uacute;mero de a&ccedil;&otilde;es pelo n&uacute;mero de propostas, onde propostas seja um n&uacute;mero superior a 0. Se o resultado for um n&uacute;mero acima de 0, esse indiv&iacute;duo &eacute; ativo, no m&iacute;mino n&atilde;o compromete o sucesso do evento. Se o resultado for negativo, isole para os eventos futuros. Caso ele n&atilde;o prop&ocirc;s nada e executou a&ccedil;&otilde;es e ajudou o evento, trate-o com mimos e coloque na primeira fila da sua agenda para os pr&oacute;ximos eventos. </p>
<p>F&oacute;rmula: M = A / P &gt; 0 </p>
<p>M = indice Milfont,</p>
<p>A = A&ccedil;&otilde;es,</p>
<p>P = Propostas,</p>
<p>Exemplo, se o sujeito lan&ccedil;ou duas propostas  e cumpriu as duas, ele ficou com 1, ent&atilde;o est&aacute; bom, com 100% de execu&ccedil;&atilde;o, se tivesse cumprido apenas uma das propostas estaria com 50%, 0,5 &eacute; ainda um n&uacute;mero  bom. Como eu disse, o importante &eacute; ser acima de 0, nem que seja 0,001. </p>
<p>Voc&ecirc;s sabem quem fica com n&uacute;mero abaixo de zero, todo mundo conhece um participante do seu grupo nessa categoria, mas a plebe ignara n&atilde;o, ent&atilde;o trate de isol&aacute;-lo. </p>
<p><!--0c51abfaf7ec51bcc5cafcfafc6bb430--><!--9cb0957846b00bca1cb675b55113d6c2--><!--e20fd96c45f592db53037dec7e755806--></p>
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		<title>Quantas linguagens voce conhece?</title>
		<link>http://www.milfont.org/blog/archives/121</link>
		<comments>http://www.milfont.org/blog/archives/121#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 May 2007 17:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Engenharia de software]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Java]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos assuntos corriqueiros que volta e meia surgem em f&#243;runs ou listas de discuss&#245;es &#233; o surgimento de uma linguagem &#34;x&#34; ou s&#250;bito interesse sobre ela por parte da m&#237;dia especializada. Tomem como exemplo o Ruby, desde meados da d&#233;cada de 1990 que a linguagem existe, mas somente com o surgimento do &#34;Ruby on [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos assuntos corriqueiros que volta e meia surgem em f&oacute;runs ou listas de discuss&otilde;es &eacute; o surgimento de uma linguagem &quot;x&quot; ou s&uacute;bito interesse sobre ela por parte da m&iacute;dia especializada.</p>
<p>Tomem como exemplo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruby_%28linguagem_de_programa%C3%A7%C3%A3o%29" target="_blank">Ruby</a>, desde meados da d&eacute;cada de 1990 que a linguagem existe, mas somente com o surgimento do &quot;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruby_on_Rails" target="_blank">Ruby on Rails</a>&quot; que a linguagem al&ccedil;ou ao posto de &quot;destaque do ano&quot;, isso como algo por volta de 10 anos depois de sua cria&ccedil;&atilde;o. Subitamente os velhos Rubistas se viram lado a lado com centenas de joviais newbies insuflando a <a href="http://www.rubyonbr.org/articles/2007/01/19/comunidade-sarada-e-gordura-comunitria/" target="_blank">gordura normal</a> que toda tecnologia candidata a Hype provoca.</p>
<p>Mas a aten&ccedil;&atilde;o atraiu hackers que antes estavam apenas com Python, Perl, Lisp ou outra linguagem n&atilde;o &quot;<a href="http://blueballfixed.ytmnd.com/" target="_blank">Enterprisey</a>&quot;. Assim como tamb&eacute;m atraiu boa gente de Java e C#. </p>
<p>Brigas desnecess&aacute;rias j&aacute; foram travadas entre Java vs Perl, Java vs Python, Java vs C#, Java vs Lisp, etc. (Me refiro especificamente sobre Java porque acompanho mais de perto o Java, mas aconteceram e acontecem brigas entre as outras tamb&eacute;m). Ultimamente acompanhamos discuss&otilde;es entre Java vs Ruby.</p>
<p><strong>A bala de prata</strong>
</p>
<p>Sempre que uma tecnologia tem maior &quot;Market Share&quot;, ela ser&aacute; alvo das cr&iacute;ticas principais, assim foi com o Delphi e VB quando o Java pretendia ser a l&iacute;der de mercado, lembro que todas as cr&iacute;ticas eram destinados a essas duas plataformas, o pessoal de Perl e Java eram at&eacute; aliados na guerra contra VB nessas horas.</p>
<p>Mas linguagens s&atilde;o criadas e pensadas para resolverem problemas especificos ou voltadas a trabalhar em um contexto especifico, seja ele necessit&aacute;rio ou mercadol&oacute;gico.</p>
<p>Dificilmente voce conseguir&aacute; desenvolver toda e qualquer aplica&ccedil;&atilde;o em apenas uma linguagem ou plataforma, mas isso n&atilde;o quer dizer que uma aplica&ccedil;&atilde;o fica melhor com Java ou com C#, porque ambas praticamente s&atilde;o do mesmo contexto, n&atilde;o &eacute; essa diferen&ccedil;a que enfatizo, e sim se o contexto favorece a determinada linguagem. </p>
<p>Eu fui infelizmente um defensor dos monoglotas, at&eacute; o in&iacute;cio de 2005 eu praticava apenas Java e via com maus olhos toda e qualquer linguagem pelo simples preconceito, na verdade era mais&nbsp; uma discrimina&ccedil;&atilde;o por autodefesa. E olhe que conheci Clipper, C e Pascal na faculdade, trabalhei com Delphi um tempo e tinha um bom conhecimento com Javascript(pelo menos eu achava). N&atilde;o sou psic&oacute;logo mas imagino que eu me apavorava com a possibilidade de ter que reaprender toda a sintaxe de uma nova linguagem, novos frameworks, novas APIs e tudo mais. Olhe que est&aacute;vamos ainda no auge do <strong>Struts-like</strong>.</p>
<p><strong>Admir&aacute;vel mundo novo</strong></p>
<p>Com o surgimento do Ajax e consequentemente a populariza&ccedil;&atilde;o do Javascript como linguagem OO, me especializei a fundo na ECMA-262 como tinha feito com o Java mas nunca com outra linguagem.&nbsp;</p>
<p>Esse novo mundo que conheci me trouxe mais d&uacute;vidas do que certezas. Assim como voce s&oacute; aprende ingl&ecirc;s se submergir na cultura de Shakespeare, voce s&oacute; aprende uma linguagem de programa&ccedil;&atilde;o se penetrar no contexto ao qual ela foi pensada para sua concep&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Como entender Closures quem vinha de Java? </p>
<p>A tend&ecirc;ncia natural era achar que era a mesma coisa de &quot;Inner Classes&quot;. Quando voce realmente entra no contexto, as nuances antes n&atilde;o percebidas quase magicamente saltam aos olhos. </p>
<p>Como falei em um <a href="http://www.milfont.org/blog/archives/114" target="_blank">post anterior</a>, se voce que faz um curso regular em uma Faculdade de Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o e aprende a construir uma linguagem, aprender v&aacute;rias linguagens &eacute; algo singelo.</p>
<p><strong>Como soluciona isso?</strong></p>
<p>No estudo do Javascript como linguagem orientada a objetos (e n&atilde;o mais uma auxiliar para formata&ccedil;&atilde;o de data e valida&ccedil;&atilde;o de inputs HTML), me deparei com contexto in&eacute;ditos para mim, e problemas antes sequer diagnosticados.</p>
<p>Isso me provocou a natural curiosidade nerd de conhecer outras linguagens, pelo menos teoricamente.</p>
<p>Conceitos como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Closure_%28computer_science%29" target="_blank">Closure</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Currying" target="_blank">Currying</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Continuation" target="_blank">Continuation</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Design_by_contract" target="_blank">Design By Contract</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Actor_model" target="_blank">Actor model</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lazy_evaluation" target="_blank">Lazy evaluation</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tail_recursion" target="_blank">Tail recursion</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Quine_%28computing%29" target="_blank">Quine</a> e tantos outros (s&oacute; para citar algumas features de algumas&nbsp; boas linguagens) voce n&atilde;o conhecer&aacute; na faculdade, e imagino que nem na p&oacute;s e nos mestrados da vida. Devo admitir que nem haveria espa&ccedil;o para tanto, a faculdade (como sempre enfatizei) &eacute; apenas um local para socializa&ccedil;&atilde;o, algo como: &quot;entre um networking e um f&oacute;rum&quot;.</p>
<p>Solucionar um problema n&atilde;o &eacute; conhecer sua resposta e sim as perguntas necess&aacute;rias, conhecer antes de tudo a pergunta certa. Eu posso criar uma aplica&ccedil;&atilde;o qualquer em java, isso vai me custar uma quantidade &quot;y&quot; de recursos, com a plataforma/linguagem &quot;z&quot; eu construiria em &quot;y/2&quot; dos recursos.</p>
<p><strong>Quantas linguagens voce est&aacute; disposto a aprender?</strong></p>
<p>Conhecer outras linguagens &eacute; conhecer outras culturas, &eacute; abrir mais uma janela para o conhecimento.</p>
<p><em>&quot;Infoma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; conhecimento, conhecimento n&atilde;o &eacute; sabedoria&#8230;&quot;</em> [Frank Zappa]</p>
<p>Concordo com o Zappa, a sabedoria est&aacute; mais ligada &agrave; capacidade de responder a um determinado questionamento do que simplesmente a ter mais informa&ccedil;&otilde;es. Mas uma informa&ccedil;&atilde;o &eacute; crucial para determinar o rumo de uma investiga&ccedil;&atilde;o, quando voce est&aacute; planejando a resolu&ccedil;&atilde;o de determinado problema, quanto mais subs&iacute;dios puderem embasar sua avalia&ccedil;&atilde;o, melhor.</p>
<p>Em outras palavras, se voce conhece mais culturas, voce tem a chance de encontrar n&atilde;o somente uma resposta ao problema, mas sim a melhor resposta. Vou mais al&eacute;m, poder&aacute; at&eacute; diagnosticar o problema, antes de sequer ser sabido.</p>
<p>Selecionei as linguagens que pretendo aprender por contexto, como prototype-based (IO, Self, Lua e Javascript) , Funcionais (Erlang, Scheme, Haskell) e assim por diante, n&atilde;o me preocupo com sintaxe ou decorar APIs, mas como e porque elas foram desenvolvidas. Pode ser que eu nunca as use em algo, quem sabe, mas no m&iacute;mino me abrir&aacute; a mente para enfrentar os problemas do cotidiano com mais tranquilidade.  </p>
<p>Hoje li esse <a href="http://nullability.org/?p=92" target="_blank">post</a> do Daniel Q. Oliveira no meu reader sobre essa <a href="http://www.guj.com.br/posts/list/58616.java" target="_blank">discuss&atilde;o</a> no GUJ. Interessante porque me faz refletir esse momento que estou vivendo, acompanhem porque pode se traduzir em novos posts de gente que tem sempre muito a compartilhar, s&oacute; feras na discuss&atilde;o. </p>
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		<title>Será que estamos regredindo?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2007 14:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Historia]]></category>
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		<description><![CDATA[No s&#233;culo 18 Adam Smith escreveu: &#34;It is not from the benevolence of the butcher, the brewer, or the baker, that we expect our dinner, but from their regard to their own interest&#8230;&#34; Transcrito ao portugu&#234;s: &#34;n&#227;o &#233; da benevol&#234;ncia do padeiro, do a&#231;ougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No s&eacute;culo 18 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith" target="_blank"><strong>Adam Smith</strong></a> escreveu:</p>
<p>&quot;<em>It is not from the benevolence of the butcher, the brewer, or the baker, that we expect our dinner, but from their regard to their own interest&#8230;</em>&quot;</p>
<p>Transcrito ao portugu&ecirc;s:</p>
<p>&quot;<em>n&atilde;o &eacute; da benevol&ecirc;ncia do padeiro, do a&ccedil;ougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu pr&oacute;prio interesse</em>&quot;&nbsp;</p>
<p>No s&eacute;culo 19 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bakunin" target="_blank"><strong>Mikhail Aleksandrovitch Bakunin</strong></a> escreveu: </p>
<p>&quot;<em>Assim, sob qualquer &acirc;ngulo que se esteja situado para considerar esta quest&atilde;o, chega-se ao mesmo resultado execr&aacute;vel: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, por&eacute;m, dizem os marxistas, compor-se-&aacute; de oper&aacute;rios. Sim, com certeza, de antigos oper&aacute;rios, mas que, t&atilde;o logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessar&atilde;o de ser oper&aacute;rios e por-se-&atilde;o a observar o mundo prolet&aacute;rio de cima do Estado; n&atilde;o mais representar&atilde;o o povo, mas a si mesmos e suas pretens&otilde;es de govern&aacute;-lo. Quem duvida disso n&atilde;o conhece a natureza humana.</em>&quot;&nbsp;</p>
<p>No s&eacute;culo 20 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mises" target="_blank"><strong>Ludwig Von Mises</strong></a> escreveu:</p>
<p>&quot;<em>N&atilde;o &eacute; porque existem destilarias que as pessoas bebem u&iacute;sque; &eacute; porque as pessoas bebem u&iacute;sque que existem destilarias</em>.&quot;</p>
<p><strong>Isso &eacute; Brasil</strong>&nbsp;</p>
<p>Em pleno s&eacute;culo 21, na era da tecnologia, do desenvolvimento humano, no Brasil ainda acreditam que o governo (seja ela qual for) &eacute; o respons&aacute;vel pelo nosso desenvolvimento e por consequ&ecirc;ncia um aumento no IDH.</p>
<p>Figuras como <a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=14743" target="_blank">essa</a> ainda pensam dessa forma:</p>
<p>&quot;<em><strong>A revolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode parar</strong></em>&quot;</p>
<p>Quantos ainda precisam morrer para afundar esse conceito de revolu&ccedil;&atilde;o? </p>
<p>Me citem uma &uacute;nica revolu&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o tenha produzido mais cat&aacute;strofe e/ou matan&ccedil;a?</p>
<p>Quem me dera uma esquerda civilizada nesse pa&iacute;s, seja l&aacute; o que significa esquerda ou direita depois da queda do muro. Como n&atilde;o voto nem nunca votei em ninguem da suposta direita me resta ficar com coluna do meio.
</p>
<p><!--dc975c2323e36fb5699421d065202b21--></p>
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