Sempre quando o debate cai em Israel e os conflitos com árabes, palestinos, persas e todo tipo de coisa acerca disso, perguntam por quem eu sou favorável.

Agora o que não entendo é porque a esquerda resolveu comprar a briga palestina. Isso é um pouco difícil de entender, vamos lá:

Moses Hess foi o mentor intelectual de Marx e Engels, um dos pais do socialismo e o criador do que se convencionou chamar de Sionismo.

Tirando toda a parte chata da história, indo direto ao ponto, a resolução 181 das Nações Unidas criou o plano de particionamento da palestina. Resumindo a história, criaria dois estados, um árabe e outro judeu. Os judeus aceitaram e os árabes não. USA e URSS eram a favor, Inglaterra contra. O estado de Israel acabou sendo criado e sobre forte influência sionista, os Kibbutz são idéias socialistas que deram certo [talvez o único empreendimento socialista que realmente deu certo].

Em 1948 assim que foi criado o estado de Israel os árabes decidiram invadir e recriar o que outrora foi o império Otomano ou parte dele, deu tanto certo que chamaram a coisa de “A catástrofe”. Entraram queimando óleo trinta e saíram com um pé-na-bunda clássico.

Os árabes lutaram pelo lado errado da segunda grande guerra, apoiáram o nazismo. Mohammad Amin al-Husayni foi o nazistinha aliado de Hitler do lado árabe, mentor intelectual do terrorista Yasser Arafat que já ganhou “prêmio nobel da paz” [é assim que a civilização premia terroristas que abdicam de matar inocentes]. O ódio que eles nutrem contra os israelenses é ódio nazista.

O estado de Israel é o único laico e democrático da região.

Sinceramente não entendo um esquerdista não apoiar Israel.

O meu problema com o politicamente correto é que, sempre em nome de boas causas, nossas liberdades individuais são restringidas e por fim o genocídio dita a política.
Foi assim nos regimes de esquerda e nos de direita em menor ou maior grau dependendo da sua predileção nessa bússola política.

É claro que a influência do homem na natureza pode contribuir para o aquecimento global, mas, em nome do politicamente correto que já se transformou em uma paraideologia, os ecochatos saem em caça às bruxas munidos de falácias e sofismos que acabam municiando aos que se beneficiam com a poluição.

Mesma coisa com as armas, é evidente que nem todos estão preparados para portar uma arma na cintura, ainda mais malucos de carteirinha com um sistema judicial tão ruim como o nosso, mas querer proibir que o seu Zé que mora lá na fronteira de Tauá com Mombaça (onde se leva quase o tempo para se chegar na capital) de se defender contra onças e ladrões de motor com faca, é pedir demais, é claro que ele vai continuar com sua 12, mesmo que ilegal. Peguei dois extremos, entre eles ainda existem milhões de situações. Mas a partir do ponto que leis não se sustentam no sentido prático, por imposição de uma idealização de “sociedade perfeita”, todo o resto se confunde e acaba virando uma anomia perversa. Onde se elege a lei que queira seguir por conveniência, seja de poder ou de momento.

Hoje eu vejo uma campanha massiva contra os fumantes, há uma perseguição implacável, e olhe que eu nem fumo e detesto fumaça de cigarros.
Sempre que é eleito uma bandeira, os politicamente corretos se agarram com unhas e dentes e lutam para “ajudar” a todos se livrarem dessa chaga, mesmo que seja contra sua vontade.

campanha nazista contra o tabagismo

Os bacanas do partido socialista dos trabalhadores alemães na década de 30, que eram bastante politicamente corretos, em 39 invadiram a polônia e deu no que deu. Fizeram campanha grossa contra o tabagismo, assim como os politicamente corretos atuais, era tudo em nome da família, coisa para o nosso bem.

Entre outras medidas que eles pregavam era a eugenia, tão em moda nas autoridades cariocas. Isso tudo para o holocausto foi um pulo, você pode achar que essas coisas não tem efeito e causa, mas são responsáveis sim. Hoje eles tiram nossa liberdade em nome do nosso bem estar, todo mundo consente porque isso é bom para nós, amanhã eles nos mandarão, na melhor das hipóteses, para um campo de concentração ou gulag qualquer. Já será sem volta!

Mas tudo isso por causa de um cigarro?

Eles sempre começam assim, é tudo para o nosso bem. Primeiro elegem algo danoso à sociedade perfeita, passam a perseguir e humilhar aos incautos que ainda resistem em não seguir as "cartilhas do bem", depois disso tomam de assalto a sociedade e o mal não tem como ser revertido, ou você acha que tem como aplacar os traumas em uma sociedade que passou por um genocídio?

Imagine o dano que uma criança iraquiana passará provavelmente pelo resto da vida, meio a fanáticos religiosos, escombros, corpos mutilados, terrorismo diário e subdesenvlvimento até o país se recuperar. Tudo por causa de uma vingança pessoal. Segundo as últimas denúncias, Saddan teria tentado matar o Bush pai, e o filhote da cobra quis se vingar e levou a nação mais poderosa para uma guerra insana contra uma ditadura apaziguada. A direita raivosa ainda vibra de alegria por esse ato inconsequente. Mas a guerra do Iraque foi causada diretamente por uma campanha em massa de patriotismo com todo o poder que a mídia pode provocar.

Esse é o lado perverso da mídia, quando ela é chapa-branca perde totalmente a rédea da verdade, e sim, existe uma verdade universal, quem faz ciência, sabe que ao conhecer o maior número de variáveis possíveis, o mais próximo da verdade (ou solução) chegamos. É como somar 2 + 2, conhecemos a resposta porque temos um modelo e conhecemos todas as variáveis aplicadas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca conhecemos todas as variáveis nas ações humanas, mas a história está rica em exemplos.

Disconfio de tudo e todos, em todas as ações existe uma agenda.

Seja ela de direita ou de esquerda, eu estou pouco me lixando para ideologia, só não quero perder o direito de fumar mesmo que eu deteste o fumo.

 

Eu ia fazer um daqueles Posts que consumiria a manha toda para falar sobre essa extranha campanha para eleger a estátua do Cristo no Rio de Janeiro em um concurso obscuro como uma das novas sete maravilhas.

O Janer Cristaldo escreveu tudo que se poderia dizer sobre isso. Vá lá e leia um artigo sóbrio sobre o assunto de alguém que conheceu meio mundo e pode opinar com sabedoria.

 

Diálogo com um amigo, cristão fervoroso, que trabalha aqui comigo:

Amigo: - Você assistiu Tróia? (perguntando sobre o filme com Brad Pitt em uma conversa sobre cultura helênica).

Eu: - Sim, achei muito bom como entretenimento.

Amigo: - Você não achou muito exagerado os fatos sobre Achilles?

Eu: - Não, aliás achei meio tímido, pela mitologia Achilles era mais macho, talves algo como um Arnold no papel.

Amigo: - Você acredita que ele foi assim mesmo como contaram?

Eu: - Claro, porque não?

Amigo: - Muito exagero.

Eu: Christo não andou sobre as águas e fez voltarem dos mortos?

Amigo: - Háaaaa, mas aí é religião, é outra história.

Eu: - e Achilles não fazia parte da religião dos gregos? para eles é a mesma coisa, se eu acredito em Christo, e acredito, acredito em tudo que os historiadores, como Homero, contaram sobre Achilles.

Amigo: - Háaaa, mas não dá para comparar.

Eu: - Why?

Amigo: - Porque não dá, é a fé.

Eu: - então tá, rodou o processo? gerou o arquivo já?

Amigo: Já, vamos já ver se a execução rodou sem warnings…

Segue a bela manhã de sol :)

Dizer que o brasileiro não lê pode parecer insolência de quem quer ser do contra, afinal todos os anos as editoras vendem milhares de livros… aos governos.

Bienais e feiras tentam mostrar que o brasileiro é um ser culto, comprador de livros por mais que os gringos dizem não vê ninguém com livros nos aeroportos brasileiros.

Hoje tive uma discussão com um amigo que afirmava que o americano é um povo inculto e imbecil. Imbecil de nada posso falar, mas inculto comparável com o brasileiro (já que é o único padrão que tenho de comparação) acho complicado tal afirmação. Digo isso porque o acervo na lingua inglesa de livros não encontrados em portugues é uma coisa estúpida, tamanha a diferença de disponibilização.

Agora a tarde tive o desprazer de procurar por obras de figuras clássicas como Plutarco e Xenofonte e vejo na prática como o brasileiro é um povo que não lê, o melhor índice que poderíamos obter para saber se um povo se instrui, é saber quantos livros diferentes tem em suas bibliotecas, já que a demanda provoca a oferta.

Quase nada se encontra fora do básico cobrado em vestibular, Aristóteles é fácil achar, mas Xenofonte é um tremendo vazio, tente encontrar a obra principal desse último, o ISBN no amazon é 1425000665, vi que não há tradução dessa versão. Não achei outra compilação em nenhuma livraria local, e em nenhum portal das grandes livrarias que possuem e-commerce. Talves ache no centro, naqueles sebos que bem conheço, o problema é encontrar um tempo para sair das rotas tradicionais.

O problema do Brasil é ainda maior no campo de pesquisa e inovação, o que encontramos é tradução, não obras originais. Precisamos de autores que chafurdam sobre um determinado assunto ou autor e produzem uma obra pelo menos legível sem cair no sono, estamos precisando de cultura, se as universidades públicas fizessem livros ao invés de greves seria melhor, das privadas nesse país não espero nada já que o modelo é de balcão de vendas de diplomas.

Como compro livros para disponibilizar para a família toda, estou pensando seriamente em pagar um curso de inglês aos entes queridos para que possam conseguir leitura de certas obras.

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