Todo mundo nesse planeta já resenhou o filme 300 , para mim todos tem razão, desde os que torcem o nariz pelos " desvios "
históricos, aos que acharam o filme delicioso, mesmo com Rodrigo Santoro retratado como uma "Drag" no papel de
um dos maiores imperadores
que esse planeta já viu reinar.

Mas não quero falar sobre o filme que particularmente adoro, apenas sobre um ponto que me causa insônia desde a primeira ves que assisti, entre as 47 vezes.
Porque diabos inventaram aquela cena onde a Rainha Gorgo (estrelado pela deliciosa Lena Headey ) se oferece em troca do apoio quando discussasse na Gerúsia a favor que Sparta apoiasse o marido na batalha das termópilas? pior ainda foi ser acusada de traição ao marido por um dos membros, o que a comeu.

O problema para mim não é ela ter se oferecido, apesar que isso não existiu ou se existiu nenhum historiador deu atenção, mas sim o aspecto como a coisa foi feito, pelo que me consta era comum as mulheres espartanas trocarem favores sexuais com outros homens que não seus maridos, aliás eram iniciadas com escravos para ir esquentando os motores para um casamento feliz.

Porque esse puritanismo cristão inserido em um enredo grego (por mais que sofresse distorção histórica em nome do entretenimento)?

Como se as mulheres espartanas precisassem pedir autorização sequer a seus maridos para copularem com outros homens.

Esse sim era um povo livre por mais que pertencessem ao estado.

Os liberais nunca se recuperaram da crise de 29. Deixando teorias da conspiração de lado, se os conservadores tivessem a planejado (apesar de forte influência do FED sobre a crise) eles teriam se surpreendido, porque o golpe foi certeiro, mortal. Até hoje o liberalismo está grogue, cambaleante, nada mais alienígena que um liberal discursando, parece que ele fala de outro mundo, de outro planeta, ficou vendo estrelas literalmente.

Quando me refiro a conservadores, não espero que todos sejam um Edmund Burke, assim como ninguém espera que todos liberais sejam um Mises e sim àqueles que compartilham de uma visão de mundo com essa ideologia.

Aliado Inoportuno

Após a crise de 29 o mundo deu uma guinada ao totalitarismo e intervenção estatal, países antes liberais como USA viraram uma social-democracia keynesiana e metade da Europa (na mais otimista avaliação) se tornou fascista ou ditaduras semelhantes, quando não pior como foi o caso do nazismo. Isso é natural na história, todos os regimes para se sustentarem no poder renegam o passado e fazem de tudo para associá-lo com o atraso.

A fragilidade do liberalismo romântico baseado no "Laissez-faire" afetou uma resposta adequada à crise, como explicar a quem perdeu tudo que o mercado se regula? Como pedir paciência para quem está com fome? Até hoje esse discurso ainda vigora no liberalismo e principalmente em países subdesenvolvidos como é o nosso caso, um liberal acredita realmente que consegue transmitir seja lá o que for a quem não tem o que perder?

O liberalismo, jogado a escanteio no início do século 20, se contentou em ser capacho dos conservadores, aqueles que adoram um estado pujante onde podem viver confortadamente no seu capitalismo abençoado que explora os menos abastados. Os liberais que se destacaram como Roberto Campos nada mais foram que executadores de agenda conservadora.

Assumimos uma agenda que não era nossa, nos desvirtuamos quanto aos aspectos sociais das relações humanas e ficamos em um lugar perdido entre o saudosismo do liberalismo clássico e a utopia de um mundo perfeito onde o mercado seria totalmente livre e coordenaria todos os desajustes com sua mão invisível.

Essa é a nossa tática, a tática do avestruz, enfiamos a cabeça no buraco utópico do liberalismo e esperamos que apenas o mercado livre resolva todas as relações humanas, como se um magnata com poder de decidir quem vive ou quem morre fosse sempre perfeito no seu juízo e só encontrássemos altruístas.

Essa bobagem de defender a democracia matou liberal, como se fosse uma maravilha perfeita, acima dos ideais humanos, onde se permite que qualquer atrocidade contra a liberdade individual em prol da "coletividade", esse apego ao suposto estado de direito é uma doença, veja onde vai parar o estado de direito com uma crisezinha na bolsa, deixe a massa ignara passar fome para ver quantas bastilhas são necessárias. Adotar a tática do avestruz é o que nos restou.

No final os conservadores ainda nos esculhambam por defendermos os direitos humanos e com vergonha assumimos a antipatia de medidas que nos afetarão na restrição de nossas liberdades.

Ao tentar responder a um social-democrata que acredita que o mercado livre não existe e que deve ser regulado com mão forte do governo para proteção de si próprio, o liberal não consegue responder em uma frase curta. Aliás, não menos do que citar 3 escolas, 10 autores diferentes, umas 15 obras e no final nem saber mais do que está se falando. Perdemos, temos que assumir a derrota e nos prepararmos para o admirável mundo novo.

Agenda socialista

Por mais inegável que o socialismo clássico bebeu da fonte humanista do liberalismo, os liberais ojerizam seu passado contestador e (r) evolucionário. Entregamos aos marxistas a luta pelo "social" e ficamos com o discurso alienígena de livre mercado, sequer teorizando como esse livre mercado resolveria os problemas clássicos das péssimas condições de vida que ainda passam um grande contigente em pleno século 21.

Lutamos contra a escravidão, a favor das liberdades humanas, teorizamos os direitos irrevogáveis dos homens mas hoje nos contentamos em discutir a taxa bancária, no máximo quanto seria o salário mímino para não onerar as contas públicas. Criamos o capitalismo que foi uma evolução ao modelo feudal obscurantista dominado por gente que se achava no direito divino de exercer sua intolerância e opressão e hoje defendemos um modelo caquético que protege os pilantras.

O discurso liberal anda tão fraco que ao ser questionado porque o capitalismo não resolveu os problemas da África, o liberal gagueja e adota a clássica estratégia do avestruz, nem se dar ao trabalho de evidenciar que o capitalismo passou longe daquele continente, que várias guerras civis foram entre "conservadores" e "socialistas", que liberal não faz guerra, ou pelo menos não devia.

Liberal defendendo o belicismo? Esse é o tipo de liberal de hoje.

Liberal defendendo o homofobismo? Esse é o liberal de hoje.

Liberal defendendo o combate ao tráfico de drogas? Esse é o liberal de hoje.

Liberal defendendo intervenção estatal? Esse é o liberal de hoje.

Liberal criticando movimentos sociais? Esse é o liberal de hoje.

Liberal criticando direitos trabalhistas? Esse é o liberal de hoje. (Não confundir direito com privilégio)

Os socialistas em geral se apegam a qualquer agenda que lhes favoreça, não é atoa que voce encontra um estado homofóbico em uma republiqueta de fachada dessas e defensores aguerridos contra a homofobia nas outras republiquetas que ainda não são socialistas.

Voce encontra fácil um grupo de socialistas defendendo a discriminação contra as drogas nos estados que são prospects socialistas e é punido com pena de morte nos que já o são.

Já o liberal moderno não, ele prefere se apegar ao livre mercado capitalista como se vivêssemos no século 19 ainda e adota o lema dos conservadores que se trabalhar forte e com garra voce consegue vencer na vida, simples assim.

Os Excluídos

Quer ver um liberal fazer análise é admitir que existem excluídos, é pecado discutir ou até aceitar que existem políticas públicas como saúde ou educação, como simplesmente uma massa de acostumados com o Wellfare State, mesmo que torto no nosso caso, fosse simplesmente abandonar a escola e a saúde pública onde sequer explicamos como eles se beneficiariam.

Não conseguimos criar um modelo que permita os excluídos se beneficiarem sem que os malandros oportunistas (que não são sequer excluídos) se apropriem e os políticos desviem os recursos destinados. Então o modelo continua apesar que achamos e creio que voces concordam que há algo de errado.

Existe um sentimento que algo está errado, um Bad Smell como dizem os estadunidenses (como os socialistas adoram chamá-los), mas não sabemos resolver esse estado errado.

A defesa das melhores condições de trabalho foi um ícone dos liberais nas disputas contra os conservadores, hoje se defende que o trabalhador deve estar a deriva de seus próprios extintos, como se a justiça sempre foi perfeita e um grande magnata será sempre punido caso esse descumpra o contrato de trabalho preestabelecido, convença a um trabalhador braçal de que é melhor para ele a possibilidade de ter que trabalhar 18 horas seguidas sem direito a férias. Quero só contar em quantas gargalhadas voce será escorraçado.

Livre Comércio

O discurso liberal do livre comércio é excelente para um camelô que vive à margem da sociedade, mas como ele vai entender que apesar das péssimas condições de atendimento no posto de saúde mais próximo ele vai ficar melhor com a saúde totalmente privada que não pode pagar?

Ele pergunta: "- Então é assim? Se por algum desastroso acaso do destino eu ficar um mês desempregado estou ferrado?" , eu respondo: É!

Não é atoa que não existam mais partidos liberais, não na defesa do liberalismo. Até mudar de nome estão mudando com vergonha dessa imagem.

Liberal não aceita sindicato, é por isso que os sindicatos no país viraram comitês de partidos marxistas das mais diversas classificações, eles pegam no pesado, eles "sujam" as mãos na lama das relações humanas apesar de que assim que chegam no poder, relegam esse passado, nós liberais relegamos antes sequer de ter um passado.

A defesa intransigente dos Tycoons modernos terem o direito de nos explorar é o calcanhar de aquiles do liberalismo, existe uma diferença enorme e perceptível que um vendedor de côcos na praia não é simplesmente um capitalista como um acionista do maior banco privado do Brasil, apesar de que semanticamente são. Os anarcos do início do século 20 já alertavam que apenas o livre mercado não conseguiriam conter a fúria desses magnatas, mas cadê um modelo alternativo?

Não é por menos que ser chamado de neoliberal virou palavrão pior que ter sua mãe esculhambada por prática daquela profissão tão antiga.

No século 18 Adam Smith escreveu:

"It is not from the benevolence of the butcher, the brewer, or the baker, that we expect our dinner, but from their regard to their own interest…"

Transcrito ao português:

"não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio interesse

No século 19 Mikhail Aleksandrovitch Bakunin escreveu:

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.

No século 20 Ludwig Von Mises escreveu:

"Não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque; é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias."

Isso é Brasil 

Em pleno século 21, na era da tecnologia, do desenvolvimento humano, no Brasil ainda acreditam que o governo (seja ela qual for) é o responsável pelo nosso desenvolvimento e por consequência um aumento no IDH.

Figuras como essa ainda pensam dessa forma:

"A revolução não pode parar"

Quantos ainda precisam morrer para afundar esse conceito de revolução?

Me citem uma única revolução que não tenha produzido mais catástrofe e/ou matança?

Quem me dera uma esquerda civilizada nesse país, seja lá o que significa esquerda ou direita depois da queda do muro. Como não voto nem nunca votei em ninguem da suposta direita me resta ficar com coluna do meio.

Brave New World (Admirável mundo novo) de Aldous Huxley é um daqueles livros distópicos que mostra uma sociedade totalitária onde o ser humano é condicionado conforme o bel-prazer de uma casta que domina politicamente os demais e tratado como um animal coletivo tal qual pertecente a colônia de cupins, formigas ou abelhas. Todas as caracteristicas individuais e humanas são substituidas pelas normas ditadas pelos representantes da colônia.

Huxley sempre teve esse caráter distópico em suas obras, na obra The Human Situation (A Situação Humana, ensaios), temos um farto material sobre educação com essa visão literária que lhe é peculiar tornando fonte excelente para analogias com a situação atual. Huxley afirma:

"Como todos sabemos, aprender pouco é algo perigoso. Mas o excesso de aprendizado altamente especializado também é uma coisa perigosa, e por vezes pode ser ainda mais perigoso do que aprender só um pouco. Um dos principais problemas da educação superior agora é conciliar as exigências da muita aprendizagem, que é essencialmente uma aprendizagem especializada, com as exigências da pouca aprendizagem, que é a abordagem mais ampla, mas menos profunda, dos problemas humanos em geral."

Aldous Huxley estava preocupado com os rumos que os cursos superiores tomaram, criando cursos altamente especializados e esquecendo o compartilhamento que as áreas tinham entre si e a importancia que esse compartilhamento provocava sobre sua própria evolução. Uma preocupação válida mas inócua se tivessemos controle sobre o que aprendemos, porque a educação é algo pessoal, estimulada não só pelos fatores externos mas filtrada pelas aptidões.

Huxley estava antecipando o que o academicismo de sua época provocaria na educação por querer moldar o ser humano sob sua vontade.

Se observarmos como o MEC e a sociedade em geral considera ser a "boa educação", aquela onde o aluno é obrigado a cursar um determinado números de cadeiras e uma determinada grade curricular, podemos ligar essa citação com a situação atual. A universidade brasileira encara o aluno como um ser coletivo (ou um "Novo Homem" como queriam os nazistas), moldado sob sua vontade, onde suas aptidões seguem um ritual geral e suas características pessoais são irrelevantes. Temos uma educação superior que dita as normas necessárias sobre o que devemos ou não aprender.

Dentro desse cenário nunca teremos um DaVince (aquele que desenhava um circulo perfeito sem auxilio de ferramentas) ou sequer um Newton se não desobecerem a esse "Status Quo". Existe um academicismo imbecil que estigmatizaria um Faraday por ser autodidata e o consideraria inferior por não ter um diploma superior.

Um exemplo desse Ad Hominem institucionalizado é o caso do PhD em física pelo MIT que foi recusado na UFRJ porque não tinha o diploma de graduação.

Esse academicismo é o mesmo que tolera um analfabeto na presidência da república  (analfabeto por se orgulhar em ser iletrado) mas repudia quem não tem o curso superior.

Uma pergunta que deixo, tem sua resposta autocontida após a leitura desses livros: porque o número de abandono de cursos é alto e tantos trocam de curso no caminho?

Steve Jobs, em discurso durante formatura na universidade Stantford fala que nunca teria chegado aonde chegou se não tivesse largado a faculdade e continuado na universidade por mais 18 meses frequentando somente os cursos que o interessavam.

Voltando a Aldous Huxley ele afirma: 

(…) O que precisamos fazer é arranjar casamentos, ou melhor, trazer de volta ao seu estado original de casados os diversos departamentos do conhecimento e das emoções, que foram arbitrariamente separados e levados a viver em isolamento nas suas celas monásticas. Podemos parodiar a Bíblia e dizer: "Que o homem não separe o que a natureza juntou"; não permitamos que a arbitrária divisão académica em disciplinas rompa a teia densa da realidade, transformando-a em absurdo." 

Nesse trecho vamos a uma grande discussão: "Especialização Vs Generalização". Mas podemos ir além e propor porque um estudando deve obedecer a determinada diretriz sobre quais cadeiras ele deve cursar. Devo eu me especializar em determinado assunto ou adquirir uma formação mais ampla e genérica? Essa é uma pergunta onde a resposta somente o próprio estudante encontrará.

Mas cabe a alguém decidir que caminhos temos a seguir senão a nós mesmos?

Caráter Autoritário

O brasileiro se acostumou ao autoritarismo de tal modo que está entranhado ao seu  estilo de vida de forma imperceptível.

Em recente tópico numa lista de discussões voce pode observar como a reserva de mercado por meio de instituições como conselhos e afins é bem visto por uma parcela que se ortoga no direito de dizer quem pode ou não desempenhar determinada função por possuir um diploma.

Se um curso superior em sua essência não garante a reserva de mercado a seus estudantes em determinada área, necessitando de uma instituição a parte como um conselho, então temos um problema sério.

Intellectuals

Charlatanismo

Temos uma profusão de doutores aparelhando o ensino superior que mal durariam na selva do mercado senão pela mão amiga do estado.

Temos o Emir Sader (Emir Sádico) que escreve "Getulho" sendo formado em filosofia e atualmente dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia, ironicamente um curso da área de humanas que teoricamente deveria ser exemplo de correção literária.

Marxista como Sader não é de se admirar que seja incoerência em pessoa, seu ídolo maior, Marx, foi o pai intelectual do charlatanismo. Karl Marx quando investigava os Blue Books ingleses atrás de dados que colaborassem com suas teorias descobriu que a situação dos trabalhadores ingleses tinha melhorado ao invês do que ele supôs, então disfarçadamente ele fez seus cálculos em dados de 30 anos antes daquele período. Essa história voce encontra na obra "Intellectuals" de Paul Jonhson.

Podemos ver em outras áreas como a exigência de certificados transformam o homem em um produto normatizado, em um artigo anterior eu falava sobre o desdém de algumas empresas sobre a experiência.

Salvação do mundo

Certa ocasião vi um depoimento de uma pessoa que alertava sobre o problema de analfabetos votarem, que somente aqueles que tem nível superior seriam capazes de discernimento sobre política e como escolher nossos representantes.

Vale ressaltar a quem pensa dessa forma que os maiores genocidas da história saíram da universidade, Pol Pot (elogiado por Sartre na Europa e por Noan Chomsky nos USA) antes de exterminar seus conterrâneos em tempo de paz foi formado na Sorbonne, Lenin teve a melhor educação que alguem poderia receber, Hitler fez parte do curso de artes da universidade de Viena. Enfim, nível superior não dá garantia de humanismo nem discernimento.

Alguns jornalistas (sic) propuseram a criação de um conselho para permitir que somente pessoas formadas no curso de jornalismo poderiam exercer a profissão, eles não conseguem entender que o mundo mudou, tão pouco admitem a idéia que a evolução do compartilhamento da informação desafia a guilda estabelecida.

O jornalista Janer Cristaldo até publicou um artigo bem interessante sobre o que é ser um jornalista. 

Meritocracia

Seria impossível um Amador Aguiar surgir hoje em dia e criar um Bradesco, primeiro porque ele sequer conseguiria uma vaga como contínuo por ter somente o primário completo. Não estou me referindo a empreendedores como o vice presidente da república que construio um império empresarial sem nível superior, mas àqueles que por determinação e aptidão são capazes da proeza de crescerem em uma profissão sem obrigatoriamente possuírem um curso superior. Exemplos seriam diversos.

Ou o Brasil acorda dessa cultura de imbecil-coletivo ou continuaremos ad infinitum com o Febeapá.

Guardem essa data, consultei minhas cartas (sim! Isso é cigano, eu sei, mas brasileiro acredita em tudo que dizem mesmo, ta bom…) ops, consultei meus búzios e me revelaram aqui que nosso ilustre Lord Tasso Jereissati em pouco tempo será o novo baluarte da esquerda cearense. 

Voce leu corretamente, eu disse da "esquerda"!

Quem aposta comigo que agora que o PSDB está morto e enterrado nosso "mandatarium perpetus" irá para uma legenda tipo PPS ou ao próprio PSB(se perder o pudor de ser desmascarado)?

Pode ser que ele vá para o PMDB já que veio de lá e daria menos na vista se isso ocorresse, teve até quem comemorasse a vitória de Cid Gomes como uma vitória das esquerdas e o fim do "coronelato" da familia Jereissati. Uma pessoa dessas está de má fé ou muito ingênua ou muito louca.

É só lembrar dos tempos de outrora quando Inácio Arruda (agora Senador e principal figura do PCdoB) exercendo seu marxismo vociferante chamava Ciro Gomes (neo-marxista-esotérico-cristão) de ladrão representante da elite burguesa a serviço do capital estrangeiro… blah blah blah pela-saco de bush (na época Clinton)… blah blah blah… E agora desfilando de braços dados com Cid e Ciro sem receios de ser feliz.

Mal saímos de uma ditadura tenentista de caráter fascista e cairemos numa ditadura tenentistas de caráter marxista, ou céus, parafraseando o Neno, "porque somos desse jeito"? 

Portanto guardem essa data, não me jactarei de oráculo de ipanema como outro acolá, mas jogarei na cara de voces minhas previsões. No máximo cobrarei ser chamado de oráculo da Porronca!

Assi.: Pai Christiano de Ogum!

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