24 Horas: Invasão Cearense (7 ° temporada)

A sétima temporada da série 24 horas contará a incrível trajetória do agente Jack Bauer contra a dominação cearense que ameaçará a soberania norte-americana e sua hegemonia imperialista!
Não sei se perceberam, mas existe uma organização cearense que já implantou células em todos os cantos desse planeta, quiça no universo (mais aí já é outra história, essa vai entrar na série Star Trek em um futuro próximo), você encontra cearense desde os confins do Alaska até no centro do Gabão! Onde você for andar encontra um cearense perdido (ou melhor, implantado em uma célula dessa organização), é fácil encontrar um, assim como um árabe é distinguível de um americano típico, o que facilita aos agentes Yankees a sua captura, o cearense típico é aquele baixinho, com a cabeça imensa atolada em um pescoço quase inexistente, geralmente um pouco calvo, parece uma naja se preparando para dar um golpe. Na verdade existem dois tipos de cearenses, o que facilita sua distinção, o recém chegado na localização de sua célula, ele é magro e até raquítico e o gordinho, que já escapou da fome apresentando aquela barriguinha parecida com menino ruim cheio de lombriga.
O problema é que o cearense fala uma lingua que se confunde com o árabe, daí a dificuldade de traçar um plano de contra-ataque contra um ataque terrorista cearense, note que você ouve certas palavras oriundas de um cearense: “rahmo-la máh!”; “sei se roh naum”; “noirramo tudim”; “rahmu-lácúlá”; etc.
Mas na mesma medida pode se camuflar em um inglês confuso e esconder a mensagem verdadeira: “don’t thu reim”;”don´t thu ray”;etc.
Essa linguagem própria no dialeto cearensês na verdade esconde uma fantástica criptografia fonética que ludibria os agentes espiões, porque hora significa uma coisa, hora outra totalmente diferente para as mesmas combinações de sílabas, somente alguem nascido no Ceará consegue distinguir de imediato o que significa o balbucio dessas palavras, o que ajuda na camuflagem da guerra santa travada contra o imperialismo yankee.
Implantamos (ops.. assim dá a impressão que faço parte dessa guerra santa, mas nem todos os cearense são fanáticos :d) cearenses em posições estratégicas no globo, desde o faxineiro da rainha da inglaterra ao chefe de cozinha no Bronx em NY, passando pela arrumadeira na casa branca até o limpador de fossa no pentágono, todos estão em posições estratégicas espera do alerta para o ataque.
As células não tem conhecimento de suas operações entre si, cada ataque será organizado de forma assíncrona, pode ser um veneno na buchada de bode oferecida ao chefe do conselho de segurança americano por exemplo.
O cearense é um perigo, ele pode passar escondido com uma rapadura na bolsa em qualquer aeroporto, aquilo é uma arma mortal, pense nela como uma arma a ser lançada sobre o inimigo indefeso com suas HK infames.
Enquanto a CIA está caçando o Bin Laden esquecem do Zé de Croatá (Cidade incrustada no interior cearense como Falluja no Iraque), famoso terrorista disfarçado de cozinheiro especialista em farinha com torresmo, esquecem tambem do Manel de Novo Oriente (uma espécie de Tikrit cearense), esses famigerados terroristas darão inicio ao ataque inicial.
O ataque final é dominar a capital amaricana e para isso mandaremos nosso agente Uóchinton, junto com Gisgilene, Eliaci e Roberval o auxiliando.
O pobre Jack Bauer não tem chance alguma, como prender homens acostumados a comer calango com palma, não consegue nem distinguir “tingui” de “mandacaru”, quanto mais prender essa gente, olhe que todos são treinados em São Paulo, fazem todo tipo de treinamento, clonar cartão, sequestro, roubo a banco, transporte de caça-niquel, etc. Os que não são bem sucedidos para serem espiões cearense em nome da causa são mandados de volta a sua cidade natal com um sotaque elegantíssimo aprendido em Capão Redondo (Bairro chique que abriga Nordestinos) chiando mais que rádio a pilha com bombril enrolado na antena.
Mas não contarei o final da temporada, aguarde para assistir na globo, isso se como de praxe não cancelarem o contrato e reprisarem a primeira temporada por 3 anos seguidos.

Como formar um PhD analfabeto!

Ao receber a notícia alegre que um familiar muito próximo conseguiu finalmente terminar o supletivo, eis que me deparo com a situação peculiar que fortuitamente assumiu com apetite egaz minhas idéias.
Podemos transformar um analfabeto em PhD com pouco esforço no nosso país, não é uma maravilha? Que avanços conseguimos! Somos sem sombra de dúvidas o país mais eficiente na educação, porque nenhuma potência consegue esse feito, seja ela qual for.
O Brasil era o 63° na última ves que olhei o Indice de desenvolvimento humano (IDH), nada mal se considerar que existiam 177 países piores, nos resta o consolo de pelo menos tripudiar sobre os demais. Os países que estão encabeçando a fila do indice são os que controlam a tecnologia e produzem o conhecimento absorvido do primeiro até o último colocado no índice. Dificilmente algum país que está lá na traseira é possuidor de patentes ou descobertas importantes, o Brasil até tem uma comunidade relativamente médio na pesquisa científica, mas nos últimos anos não conseguiu segurar os bons nomes e corre o sério risco de jogar fora algumas gerações e quebrar o ritmo de desenvolvimento.
Mas voltando ao assunto do tópico, o Brasil está nos últimos anos se tornando o campeão no combate ao analfabetismo, sabe quais as medidas adotadas?
Bem, nada nesse país é serio, tudo acaba em carnaval mesmo, primeiro decretou que os alunos das séries iniciais não podem sair reprovados, todos que não atingirem a média serão automaticamente presentiados com uma espécie de recuperação, mas nem se preocupe, fazem quantas avaliações forem necessárias para que acompanhem os coleguinhas no próximo ano. Dessa forma o governo por humanismo nunca visto antes elimina o analfabetismo dessa geração por diante, é uma maravilha!
E para as gerações já prejudicadas por falta de visão estratégica de seus governantes?
Ora! adotamos o sup(er)letivo, onde o feliz analfabeto pode estudar todo o segundo grau em fantásticos 10 meses tirando os feriados (se não tiver greve claro!).
Eis que meu parente (que não posso denunciar) formado no fantástico supletivo agora pode participar da cota para adentrar na faculdade pública, já que ele com uma praiazinha de nada pode alegar negritude em último grau!
Fico imaginando então esse meu parente, com notícia tão aprazível, cursando uma faculdade “publica” em torno de 12 anos (somando as cadeiras perdidas mais greves) e pedindo uma vaga no Mestrado após a conclusão.
Tá bom, hoje é impossível ele conseguir entrar no mestrado dessa forma, e quiça num PhD, mas se tudo caminhar nesse ritmo poderemos supor que será impossível no futuro?

ps. Não me refiro quando digo analfabeto a um ser Neanderthal que não sabe ler nem escrever, me refiro a analfabetos funcionais como nosso presidente atual (estamos em 2006) ou aquele meu parente, que sabem assinar seus nomes, até gaguejam diante de um texto, mas são incapacitados de raciocínio profícuo sobre uma questão trivial!

Porque o pobre paga educação do rico?

Um fato curioso no brasil que sempre me chamou a atenção é o fato de estudantes manifestantes ao invés de estudarem sempre estão vadiando e mantando aula atrás de privilégios.

Não de direitos e sim de privilégios.

Centros acadêmicos só existem para seus membros fumarem maconha e pedirem pela meia-grátis. Fui de um, sei muito bem o que falo, única coisa que ainda se prestam a fazer que tem algum objetivo é formar um time para o racha na quadra de salão e só, mais que isso é puro desperdício de tempo.

Agora o que me incomoda é o porquê da universidade pública, os países mais desenvolvidos tem educação básica pública e superior privada, todos saem do mesmo ponto de largada, se o sujeito se destaca e tem o dom para uma arte ele consegue entrar em uma universidade de prestígio com uma bolsa (que chamam por lá de voucher) ou então se esforça para ser um atleta bom e entrar pela janela.

A meritocracia é o que determina o sucesso, se um sujeito não tem dom algum e ainda por cima um preguiçoso de marca maior esses países ainda mantém projetos assistenciais para sustentar a vagabundagem e o parasitismo desses indivíduos. Tudo bem é o humanismo, sentimos pena e não deixamos a própria sorte, mesmo sendo um peso morto.

Agora no Brasil o caminhoneiro José e o taxista João pagam impostos abusivos, proporcionalmente maiores que um banqueiro, para sustentar a universidade do advogado de família abastada que estuda na federal ou da contadora que estuda na estadual.

Vejam que, quando o caminhoneiro ou o taxista precisarem de apoio juridico ou quiserem um apoio contábil, terão que pagar pelos serviços desses dois profissionais que ele ajudou a formar.

A educação básica no Brasil é sofrível, com raríssimas exceções um filho do taxista ou do caminhoneiro conseguirá passar em um vestibular na universidade federal ou na estadual. Ele terá então que pagar um cursinho e além disso pagar a faculdade desse filho devido a fraca base escolar, com isso o tempo de estudo do filho do taxista ou do caminhoneiro demora mais, com menos eficiência e mais caro do que o filho de um advogado que pode cursar uma boa educação básica e passa de primeira na universidade, que é paga pelo caminhoneiro, pelo taxista e pelo advogado pai (que proporcionalmente paga menos impostos do que os outros dois mais pobres).

Extranho isso não? Mesmo assim vemos todos os dias os políticos populistas pedindo mais impostos para a faculdade pública, para livrá-la do sucateamento, será que se esse dinheiro fosse investido em vouchers nas universidades privadas não seriam melhor aproveitados?

Como uma faculdade privada concorre com a faculdade pública se esta última não tem responsabilidade fiscal? como concorrer com algo que é de graça e quem pode pagar está lá?

Observe que quem pode pagar por uma faculdade teve uma educação básica melhor por ter sido paga em um colégio particular e com isso entrou na faculdade pública e quem teve uma educação básica pública não pode entrar na faculdade pública e tem que pagar uma privada.

O Brasil é o país dos inversos, aqui o pobre sustenta o rico e não o contrário, até quando o brasileiro vai deixar de dar murro em ponta de faca?

Nenhum país do mundo consegue dar educação pública em todos os graus com eficiência, não com tamanha extensão territorial e com cultura tão diversificada.

Proponho algo simples, educação básica pública, grátis e eficiente. Superior privada. Funciona em varios países, porque não funcionaria aqui?

Todos saem do mesmo ponto de partida e a chegada que cada um corra mais que o outro.