Acontecerá no próximo final de semana, dias 10 e 11 (sábado e domingo respectivamente), o BlogCamp-CE, com sede na FANOR. O primeiro dia está marcado para a formação de "oficinas" sobre essa cultura digital dos blogs; no segundo dia, apelidado pitorescamente de "desconferência", acontecerão "BoF Sessions" entre os bloggers, mas sem temas previamente definidos. Acompanhe as notícias vinculadas no jornal OPOVO aqui e na versão impressa (que o OPOVO iluminadamente evoluído, permite visualização via WEB).

logo blogcamp

Lista de quem tem presença confirmada:

Não perca a oportunidade de conferir a blogosfera nativa e trocar experiência sobre esse fascinante mundo dos blogs.

Ps. Assim como o Mário, eu tive a cara de pau de "chupar" o logo direto do endereço fortaleza.blogcamp.com.br e economizar largura de banda, uma prática mesquinha e portanto digna de ser copiada :)

Leio hoje críticas de baluartes da esquerda, como Plínio de Arruda Sampaio, desfavoráveis ao bolsa-família. Segundo os cafetões da pobreza, esses programas teriam um lado perverso (sic), que seria tirar a combatividade dos sem-terra.
Eu sempre achei que o movimento Sem-terra era um embuste, ora, conheço agricultura, sou formado no segundo grau como técnico agrícola, se identificar um agricultor a léguas de distância e o pessoal do MST não são agricultores.
Eu, chamado de reacionário pelos amigos marxistas, sempre fui favorável a esses programas assistenciais. Claro que meu lado reaça sabe que esses programas com o decorrer do tempo viciam os trabalhadores, mas só quem já viu a fome de perto (só vi, nunca passei) sabe como é a vida sofrida do agricultor nordestino.
O agricultor sai de casa por volta das 4 da manhã, a maioria não toma sequer café e só vai ter alguma refeição lá por volta do meio dia. Trabalham sob um sol escaldante com a possibilidade quase certa de perder tudo na seca. Bote um presidiário para realizar a mesma jornada e tenha no encalço um bando de defensores dos direitos humanos. Dos agricultores, só “padim páde cícero”.
Esses programas tem um lado perverso, mas esse é o da corrupção. Quando eu trabalhei fazendo pagamento nas fazendas, vi muita mãe chorar por não ter seu nome incluído na lista dos beneficiados. Nessas horas meu coração de pedra soltava uma lágrima. A única coisa que podíamos fazer era citar o nome de todos os incluídos com toda a força da garganta, nomes como a mulher do prefeito, da mulher do presidente da câmara de vereadores e a diretora da maior escola municipal.
Na minha infãncia eu presenciei um movimento que não existe mais, dos “cassacos”. Cassacos eram chamados os agricultores que na seca iam para a cidade para saquear os armazéns. Isso era comum na região centro-sul do Ceará, a mais castigada pela estiagem. Na minha inocência eu achava aquilo tudo errado, certa vez falei em alto som para meterem a “sola” neles quando estavam saqueando a escola que eu estudava, minha diretora muito sábia me fez calar e falou: “- Tente passar fome por 2 dias e depois venha me dizer o que é certo”.
Sempre contam aquela anedota do ensinar a pescar e não dar o peixe, isso porque não passam fome, com fome ninguém conseguirá pescar, come a minhoca ali mesmo.
Os reaças mesmo acreditam que se o homem trabalhar “di cum força”, um dia vencerão na vida. Essa é uma visão simplista dos próprios problemas da vida, como se apenas o trabalho resolvesse tudo, ignorando todos os espectos sociais, castas, preconceito, racismo, infância fudida.
O mais engraçado de tudo isso é ver que tanto a esquerda como a direita não estou preocupados com as pessoas e sim com suas ideologias. Uma bandeira política é resgada assim que entra em choque com o que acreditam.

O meu problema com o politicamente correto é que, sempre em nome de boas causas, nossas liberdades individuais são restringidas e por fim o genocídio dita a política.
Foi assim nos regimes de esquerda e nos de direita em menor ou maior grau dependendo da sua predileção nessa bússola política.

É claro que a influência do homem na natureza pode contribuir para o aquecimento global, mas, em nome do politicamente correto que já se transformou em uma paraideologia, os ecochatos saem em caça às bruxas munidos de falácias e sofismos que acabam municiando aos que se beneficiam com a poluição.

Mesma coisa com as armas, é evidente que nem todos estão preparados para portar uma arma na cintura, ainda mais malucos de carteirinha com um sistema judicial tão ruim como o nosso, mas querer proibir que o seu Zé que mora lá na fronteira de Tauá com Mombaça (onde se leva quase o tempo para se chegar na capital) de se defender contra onças e ladrões de motor com faca, é pedir demais, é claro que ele vai continuar com sua 12, mesmo que ilegal. Peguei dois extremos, entre eles ainda existem milhões de situações. Mas a partir do ponto que leis não se sustentam no sentido prático, por imposição de uma idealização de “sociedade perfeita”, todo o resto se confunde e acaba virando uma anomia perversa. Onde se elege a lei que queira seguir por conveniência, seja de poder ou de momento.

Hoje eu vejo uma campanha massiva contra os fumantes, há uma perseguição implacável, e olhe que eu nem fumo e detesto fumaça de cigarros.
Sempre que é eleito uma bandeira, os politicamente corretos se agarram com unhas e dentes e lutam para “ajudar” a todos se livrarem dessa chaga, mesmo que seja contra sua vontade.

campanha nazista contra o tabagismo

Os bacanas do partido socialista dos trabalhadores alemães na década de 30, que eram bastante politicamente corretos, em 39 invadiram a polônia e deu no que deu. Fizeram campanha grossa contra o tabagismo, assim como os politicamente corretos atuais, era tudo em nome da família, coisa para o nosso bem.

Entre outras medidas que eles pregavam era a eugenia, tão em moda nas autoridades cariocas. Isso tudo para o holocausto foi um pulo, você pode achar que essas coisas não tem efeito e causa, mas são responsáveis sim. Hoje eles tiram nossa liberdade em nome do nosso bem estar, todo mundo consente porque isso é bom para nós, amanhã eles nos mandarão, na melhor das hipóteses, para um campo de concentração ou gulag qualquer. Já será sem volta!

Mas tudo isso por causa de um cigarro?

Eles sempre começam assim, é tudo para o nosso bem. Primeiro elegem algo danoso à sociedade perfeita, passam a perseguir e humilhar aos incautos que ainda resistem em não seguir as "cartilhas do bem", depois disso tomam de assalto a sociedade e o mal não tem como ser revertido, ou você acha que tem como aplacar os traumas em uma sociedade que passou por um genocídio?

Imagine o dano que uma criança iraquiana passará provavelmente pelo resto da vida, meio a fanáticos religiosos, escombros, corpos mutilados, terrorismo diário e subdesenvlvimento até o país se recuperar. Tudo por causa de uma vingança pessoal. Segundo as últimas denúncias, Saddan teria tentado matar o Bush pai, e o filhote da cobra quis se vingar e levou a nação mais poderosa para uma guerra insana contra uma ditadura apaziguada. A direita raivosa ainda vibra de alegria por esse ato inconsequente. Mas a guerra do Iraque foi causada diretamente por uma campanha em massa de patriotismo com todo o poder que a mídia pode provocar.

Esse é o lado perverso da mídia, quando ela é chapa-branca perde totalmente a rédea da verdade, e sim, existe uma verdade universal, quem faz ciência, sabe que ao conhecer o maior número de variáveis possíveis, o mais próximo da verdade (ou solução) chegamos. É como somar 2 + 2, conhecemos a resposta porque temos um modelo e conhecemos todas as variáveis aplicadas. Nem sempre, ou melhor, quase nunca conhecemos todas as variáveis nas ações humanas, mas a história está rica em exemplos.

Disconfio de tudo e todos, em todas as ações existe uma agenda.

Seja ela de direita ou de esquerda, eu estou pouco me lixando para ideologia, só não quero perder o direito de fumar mesmo que eu deteste o fumo.

 

Por favor, alterem o link de rss no FeedReader de vocês, sei que é chato mas ajude esse pobre PobreBlogger a contar se já passou de 10 assinantes :)

Feed http://feeds.feedburner.com/CmilfontBlog

Como eu anunciei aqui antes, estamos iniciando um projeto pioneiro de Goverblog (nome bacana criado por mim para blogs que vão mudar a politica ou … como sonhar acordado), esse blog na verdade é um projeto piloto para a incursão da Secretaria do Turismo do Estado do Ceará, A.K.A SETUR-CE, nessa onda de WEB2.0, ou melhor, Governo2.0.

Idealizado pelo Secretário adjunto, Osterne Feitosa, e comandado pelo secretário Bismarck Maia, esse projeto tem o foco específico de cobrir a Feira das Américas 2007 da ABAV no Rio. Com os sentimentos dessa experiência, pretendemos criar um blog institucional e replicar esse projeto para a cobertura de todos os eventos que a SETUR-CE participa.

Nosso objetivo é criar mecanismos de comunicação direta com a população, além de auxiliar o objetivo maior da secretaria que é "vender" o Ceará como um pólo turístico. Informações em tempo real sobre as ações da secretaria e toda essa cultura bacana de mutualismo à lá Wikinomics.

Existe um projeto maior por trás, estamos implementando a cultura de compartilhamento na secretaria, que é difícil já que grande parte das pessoas está acostumada em consumir informações ou somente produzir, tranformar todo esse contingente em Prosumer é o desafio. Temos um projeto de wiki interno na intranet (que estamos criando com um CMS), com a integração com todas as ferramentas legais de mídia na internet, quase um mushup.

Voltando ao assunto do blog, foi um projeto relâmpago, surgiu a idéia semana passada, aproveitamos a presença do Luthiano (colunista do MeioBit) aqui, pedimos a ajuda dele e montamos a equipe que iria viajar e cobrir o blog. Nós, (eu e o Márcio Almeida, responsáveis pela parte técnica) não tivemos tempos de construir layout e aprimorar a ferramenta, criamos um dominio ce.gov.br e hospedamos na minha conta do Dreamhost, instalei o wordpress e, em cima do layout padrão dele, colocamos os plugins para youtube, twitter e flickr, já que o trabalho de cobertura do evento será focado em mídias, principalmente entrevistas.

Espero que o trabalho seja um sucesso, já que a experiência será o termômetro das nossas iniciativas, além do que a meta mais ambiciosa é espalhar essa cultura para as outras setoriais.

Você pode estar pensando: "- que bobagem, um blog é a coisa mais trivial do mundo", mas para órgãos públicos isso é uma revolução cultural tal qual o iluminismo foi para a civilização ocidental. Caso consigamos implantar essa cultura de abertura das informações e criarmos um canal direto para as manifestações populares, a transparência provocará uma evolução natural nas relações cidadão-governante.

[mode Bial on] Agora vão lá http://www.cearaabav2007.ce.gov.br/ dar uma espiadinha [mode Bial off]

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