No mundo da computação os conceitos nunca morrem, veem e vão de acordo com a necessidade, sempre quando o processamento é vertical, este aposenta os conceitos dedicados a processamento horizontal e vice-versa.
Nunca retornam com a mesma roupagem, sempre são renovados com melhores algoritmos ou conceitos, portanto considerar “Computação nas Nuvens” como retorno do terminal burro de Mainframes é totalmente errado.
A “Computação nas Nuvens” tem suas raízes na “Computação na Rede” idealizado pela SUN Microsystems, baseado no conceito de tornar o processamento uma commodity como é o caso da energia, a idéia da SUN era elevar o serviço de processamento a um status de serviço como a tv a cabo ou o fornecimento de gás apenas contratando um operador que vai com o cabo e pluga.
Claro que processamento computacional é algo bem mais complexo do que uma ligação de energia elétrica ou telefone, mas o conceito evoluiu naturalmente por meio da Internet para “Computação nas Nuvens” ou “Cloud Computing“.
A computação nas nuvens apresenta uma característica Peer-to-peer que não estava presente no terminal burro, o processamento não é ignorado em cada ponta, existem tecnologias de rich client além de softwares standalones para nos beneficiarmos no poder de processamento local. A grande diferença é que cada ponta representa uma parcela de processamento, seja na criação de conteúdo, administração remota ou armazenagem de dados.
Quando o Google ou outro grande Player fala sobre deixar seus dados nas nuvens, eles estão afirmando que você terá seus dados acessíveis a partir de qualquer terminal (como celular ou Thin Client) e poderá processá-los por meio de outras pontas na grande rede.
Um fator importante é que os serviços se baseam no menor processamento e menor rede, o nivelamento é por baixo, mas nada impedem das melhores máquinas usarem todo seu processamento na contribuição do processamento e isso é até estimulado. Daí a computação nas nuvens tenta solucionar o problema de alto processamento sem a infraestrutura adequada.
Um das febres da WEB 2.0 é o Mashup, conceito que se beneficia dessas características distribuídas. Você não precisa ter uma grande base de dados, um bom servidor de aplicações ou sequer uma hospedagem. Juntando pedaços de serviços e usando a infraestrutura dos gandes Players conseguimos criar um novo serviço totalmente distribuído.
Pensem na Computação nas Nuvens como compartilhamento de processamento e não centralização desse processamento. Se o Google ou outro Player tenta centralizar fornecendo uma gama enorme de serviços está mais ligado ao seu plano de negócios do que propriamente ao modelamento do conceito distribuído.
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May 28th, 2008 at 5:25 am
Cloud Computing - CMilfont Tech…
Cloud Computing não é terminal burro…
May 29th, 2008 at 5:36 am
O povo aqui no “Estado” ainda teima em não querer usar os serviços(2.0) online que têm por ai… tcs, tsc.
June 10th, 2008 at 8:21 pm
Em se tratando de cloud computing, acho que esses caras vieram antes da Sun:
http://en.wikipedia.org/wiki/General_Electric_Information_Services
October 20th, 2008 at 1:02 am
[...] Porém o ‘Cloud Computing’ é um pouco mais que tudo isso. Pensem na Computação nas Nuvens como compartilhamento de processamento e não centralização desse processamento. (CMILFONT, 2008) [...]
November 20th, 2008 at 8:12 pm
[...] Porém o ‘Cloud Computing’ é um pouco mais que tudo isso. Pensem na Computação nas Nuvens como compartilhamento de processamento e não centralização desse processamento. (CMILFONT, 2008) [...]