Obituário 2.0

{ September 22nd, 2008 }


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Autor: cmilfont

Footnote é uma rede social originalmente para perfis “históricos”, você cria o perfil de alguém do passado e funciona como um… Facebook para mortos!

Footnote

Apesar dos propósitos do projeto serem:

“Footnote.com is a place where original historical documents are combined with social networking in order to create a truly unique experience involving the stories of our past.”

O pessoal que usa Familysearch, WorldVitalRecords, Ancestry, entre outros, estão usando o Footnote como um Obituário 2.0, onde as pessoas criam perfis de seus antepassados e contam suas histórias.

Mais um daqueles projetos: “Porque não pensei nisso?”.

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O “Efeito Pioneiro” na Web

{ September 19th, 2008 }


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Autor: cmilfont

O “Efeito Pioneiro” pode ser encontrado em muitas áreas, mas na Web é muito mais brutal. Esse efeito estagnou as redes sociais, mas por culpa de quem as faz. No post sobre como monetizar uma rede social eu falei que dificilmente uma rede social nova consiga competir com as Mainstream do mercado como Orkut, Facebook e MySpace.

Parece que o pessoal não aprende, de que adianta criar uma rede social genérica hoje? Tá aí uma novinha em folha, a PeopleJar, agora de 2008. Consegue ver algo nela que faça um usuário médio de internet se cadastrar?

Segundo os criadores tem lá seu diferencial, eu não consegui enxergar. Ninguém aguenta mais um formulário de cadastro, esqueçam criar novas redes sociais, você tem que rebolar muito para conseguir convencer alguém a se cadastrar em um novo serviço que faz a mesma coisa de 15 diferentes e antigos.

Quando o “Efeito Pioneiro” acontece?

Quem conhece as cidadezinhas do interior já viu muito esse efeito, o cidadão abre uma sorveteria num lugar fudido, faz o maior sucesso, na outra semana pipocam 15 semelhantes, quase todo mundo quebra, menos o primeiro.

Na tecnologia em geral acontece algo parecido, olhem o MP3, é um formato antigo, proprietário, com perdas de qualidade mas domina o mercado, praticamente é sinônimo de música digital. Porque diabos então não se usa um formato livre como o Ogg ou sem perdas de qualidade como o Monkey?

Porque todo player de carro, de gaveta, de computador, pen drive xing-ling e o escambau “toca” MP3, ninguém vai converter tubos de cds e dvds para outro formato por ideologia. Nem eu! Daí que o formato teima em matar os concorrentes comercialmente.

Os microblogs que o digam, Twitter é sinônimo de microblog, mesmo com Jaiku, Pownce, Gozub, Tumblr, Beemood, Feecle, Meemi, Adocu, Frazr, Fanfou, Twoorl, NumpaGospelr e Yappd, ninguém se interessa de sair do Twitter ou mesmo usar frequentemente os outros. Efeito pioneiro nele, mesmo não escalando :) [brincadeira]

Como evitar o “Efeito Pioneiro” nas redes sociais?

Bem, se eu soubesse realmente, estava rico vendendo auto-ajuda e engan… palestrando nesses eventos da Info, mas podemos identificar alguns caminhos interessantes.

Primeiro é acabar com a idéia de centralização e controle sobre os visitantes, aliás, prosumidores. OpenID, OAuth e OpenSocial são specs interessantes e caminhos naturais disso para construção de aplicações como Gadgets Web para serem disponibilizados nas redes existentes, que pena que a OpenSocial ainda está tão “Not Implemented” na principal rede no Brasil. Alie isso com API Rest, aplicações sem API pública não vingam.

Cada vez mais aproveitar do ecossistema já existente com aplicaçoes Mashups ou inves de criar uma Rede Social. Principalmente, criar serviços pontuais específicos.

Não se iludam, o efeito pioneiro já fechou a porta da Web 2.0, ninguém aguenta mais um cadastro. Há espaço para rede social? só se for em nichos muito específicos.

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Cloud Computing: Não compre gato por lebre

{ September 14th, 2008 }


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Autor: cmilfont

O que é Cloud Computing

Cloud Computing é um conceito que representa uma infraestrutura computacional baseada em rede (”nuvem”) descentralizada (notadamente na internet mas sem se limitar a isso) onde a principal característica é a elasticidades da disponibilização dos recursos computacionais, como memória e processamento, sob demanda de acordo com a utilização. Essa é uma definição curta e imprecisa, enquanto se discute a definição correta do termo a terminologia vai crescendo.

Os atributos que permitem a CC são muitos mas considero a elasticidade e disponibilidade recursos as peças chaves do quebra-cabeça.

Entendendo

Quando precisamos aumentar os recursos computacionais por causa do aumento de demanda (mais usuários ou mais funcionalidades), a abordagem tradicional é aumentar o poder de processamento da arquitetura interna da organização aumentando o número de máquinas e centralizando o controle dessa utilização.

Um sonho dos Players sempre foi aproveitar a capacidade ociosa dos recursos computacionais, principalmente de grandes computadores, cobrando pelo uso sob demanda. Conceitos como “The Network is the Compute” ou “Grid Computing” são tentativas disso e podem ser considerados ancestrais da Cloud, mas faltavam algumas características chaves para decolarem trazidos pela Web 2.0.

Hoje essa infraestrutura é disponível com serviços como Google Apps, Amazon EC2 ou Salesforce.

Não compre gato por lebre

Alguns Vendors estão ofertando um Virtual Private Server, que existe há muito tempo, como uma Virtual Private Cloud, mas não se enganem!

Não há nada de Cloud nesses planos, a diferença é substancial. Quando um Google fornece uma infraestrutura, ele não especifica como você aumentará seus recursos, isso é transparente. Olhando o esqueleto da infraestrutura do Google, você não tem contato com BigTable, MapReduce, Sawzall, GFS e WorkQueue. O armazenamento na nuvem é transparente, há camadas entre a aplicação que provê a funcionalidade adequada e as suas aplicações.

Se seu “provedor” quiser vender para você uma VPN dizendo que isso é uma Cloud, desconfie. Infelizmente sempre tem um esperto atrás de um otário, desconfie dessas picaretagens que se aproveitam de um Hype.

Nosa obrigação moral é denunciar esses charlatões.

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