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	<title>Milfont Consulting &#187; crowds</title>
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	<description>Além dos limites da WEB!</description>
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		<title>Desconferência Unifor foi muito boa</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 19:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A desconferência que tentávamos realizar há tempos foi um sucesso, só terminou porque os funcionários da Unifor queriam ir embora e tinham que fechar o auditório  
Cometemos alguns erros, aqui vale até justificar por ter sido o primeiro evento e não sabíamos  muito bem qual o formato a escolher e como seria recepcionado, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Momento EMO na Desconferência UNIFOR on Twitpic" href="http://twitpic.com/17d74l"><img class="alignleft" style="margin: 10px;" src="http://twitpic.com/show/thumb/17d74l.jpg" alt="Momento EMO na Desconferência UNIFOR on Twitpic" width="150" height="150" /></a>A <a href="http://www.milfont.org/tech/2010/03/01/i-desconferencia-unifor/">desconferência</a> que tentávamos realizar há tempos foi um sucesso, só terminou porque os funcionários da Unifor queriam ir embora e tinham que fechar o auditório <img src='http://www.milfont.org/tech/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Cometemos alguns erros, aqui vale até justificar por ter sido o primeiro evento e não sabíamos  muito bem qual o formato a escolher e como seria recepcionado, mas corrigiremos ou pelo menos tentaremos para as próximas edições. Mesmo com os erros a coisa foi se ajustando no melhor espírito livre que deve mover esse tipo de evento, até algumas desconferências eram formadas fora do auditório.</p>
<div>
<div><a href="http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/1DesconferenciaUnifor06Marco2010#5445682541730701794"><img class="alignright" style="margin: 10px;" src="http://lh5.ggpht.com/_ixVOzmHRw-A/S5Lza1NnoeI/AAAAAAAAdVo/uNDH_i2h-Rk/s128/DSC05740.JPG" alt="" width="128" height="96" /></a></div>
</div>
<p>Na próxima vamos evitar demorar mais de meia hora em um mesmo tempo, a discussão mercado vs academia, que é muito importante, excedeu e comecou a dar voltas. Não era para ninguem ter se melindrado e ter puxado logo a mudança. Na próxima sem apresentação de slides, apenas Open Space [só que todo mundo sentado mesmo] e com microfone que consiga chegar a todos.</p>
<div>
<div><a href="http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/1DesconferenciaUnifor06Marco2010#5445682823101482962"><img class="alignleft" style="margin: 10px;" src="http://lh4.ggpht.com/_ixVOzmHRw-A/S5LzrNZpB9I/AAAAAAAAdYs/fnWYK0ovc38/s128/DSC05750.JPG" alt="" width="128" height="96" /></a></div>
</div>
<div>
<div><a href="http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/1DesconferenciaUnifor06Marco2010#5445682841178379154"><br />
</a></div>
</div>
<p><a href="http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/1DesconferenciaUnifor06Marco2010#5445682862541164034"><img class="alignright" style="margin: 10px;" src="http://lh3.ggpht.com/_ixVOzmHRw-A/S5LztgUyzgI/AAAAAAAAdZI/D7o-Fj06VqM/s128/DSC05752.JPG" alt="" width="128" height="96" /></a></p>
<p>Enfim, confira <a href="http://www.natanaelpantoja.com/tech/2010/03/i-desconferencia-unifor-mais-informacoes/">aonde realizamos</a> e <a href="http://www.ricardoaccioly.com.br/i-desconferencia-da-unifor/">como</a> foi na <a href="http://wgabriel.net/2010/03/06/desconferencia-unifor-redes-sociais-e-midias-digitais/">opinião</a> de quem <a href="http://www.natanaelpantoja.com/tech/2010/03/i-desconferencia-unifor-sucesso/">participou</a>. Destaque para o <a href="http://twitcam.com/he01">video</a> que o <a href="http://www.ricardoaccioly.com.br">Ricardo</a> gravou ao transmitir o evento ao vivo pela rede, nem tinhamos pensado nisso, além das fotos que o <a href="http://picasaweb.google.com.br/handersonbf/1DesconferenciaUnifor06Marco2010">Handerson tirou</a>. Se não fosse o <a href="http://twitter.com/wgabriel1" target="_blank">@wgabriel1</a> não teríamos conseguido, sua participação foi crucial.</p>
<p>Vamos discutir no <a href="http://webceara.ning.com/group/desconferencia">grupo que foi criado</a> sobre como serão os próximos eventos.</p>
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		<title>Transparência inédita na saúde pública</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 11:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com satisfação que vejo o trabalho da Milfont Consulting participando diretamente na transparência da saúde pública no estado do Ceará.
O governo do estado inaugurou essa semana &#8220;A Conta do Paciente&#8220;, um projeto inédito no Brasil que vai informar ao paciente quanto foi sua despesa desde a entrada no hospital até sua alta. Esse tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com satisfação que vejo o trabalho da Milfont Consulting participando diretamente na transparência da saúde pública no estado do Ceará.</p>
<p>O governo do estado <a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=745869">inaugurou essa semana</a> &#8220;<a href="http://www.ceara.gov.br/noticias/pacientes-poderao-saber-custos-dos-tratamentos">A Conta do Paciente</a>&#8220;, um projeto inédito no Brasil que vai informar ao paciente quanto foi sua despesa desde a entrada no hospital até sua alta. Esse tipo de atuação aproxima o governo da agilidade que a sociedade cobra em relação à transparência nas contas públicas, antes era quase impossível saber o custo real por paciente. Fora que a secretaria vai saber precisamente e em tempo real os custos por unidade, além de facilitar a tomada de decisões que podem salvar vidas.</p>
<p>Esse formulário detalhado com a conta do paciente é possível graças ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Erp">ERP</a> especialista em gestão hospitalar pública da empresa Insystem, nosso cliente e parceiro. A Insytem acreditou em nosso trabalho e é um dos maiores Cases, senão o melhor.</p>
<p>O ERP foi construído 100% com base em <a href="http://www.milfont.org/tech/tag/tdd/">TDD</a> em Java usando DWR, Hibernate e  Spring basicamente. Alguns requisitos necessários de usabilidade utilizam Reverse Ajax com DWR. O sistema é totalmente ajax e utiliza o <a href="http://www.milfont.org/tech/2009/06/29/introducao-ao-ext/">Extjs</a> seguindo a filosofia <a href="http://www.milfont.org/tech/2008/09/08/mvc-model-3-e-camadas/">model 3</a>. Fizemos <a href="http://www.milfont.org/tech/2009/07/02/extjs-e-dwr/">algumas customizações</a> no Extjs para se integrar ao DWR de forma transparente.</p>
<p>Fomos ágeis desde o primeiro momento, mas nunca nos preocupamos em implantação de processo, metodologia ou qualquer coisa que o foco não fosse software saudável. XP foi algo natural, valores e princípios foram assimilados desde o primeiro dia, mas foi e é o software funcionando e livre de erros [o mais livre possível] que nos moveu.</p>
<p>Destaque para o <a href="http://javaneses.wordpress.com/">Felipe Andrade</a>, funcionário da Insystem que se tornou especialista em Extjs com DWR e hoje domina e é talvez o maior conhecedor da união desses Frameworks no estado.</p>
<p>Agradecimentos especiais aos diretores Evando Chaves e Marcelo Meirelles que investiram nessa solução e tiveram a sagacidade de sair na frente da concorrência entendendo que software funcionando é mais importante do que processos bonitos e pomposos, afinal o barco não chega na frente por causa do tambor e sim dos remadores. A Insystem está de parabéns por ter enfrentado todas as correntes contrárias e ter chegado a essa vitória investindo e apostando no fator humano como responsável para a vitória.</p>
<p>Esse é um Case que entrou para a história, estamos procurando outra solução semelhante na saúde pública do Brasil e até agora não encontramos nada.</p>
<p>Orgulhoso por participar dessa conquista.</p>
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		<title>I Desconferência Unifor</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<description><![CDATA[INSCRIÇÕES ENCERRADAS
No próximo sábado [06/03/2010] vamos participar da I Desconferência sobre o tema &#8220;Redes Sociais e Mídias Digitais&#8221; na Unifor. Faça já sua inscrição.
Formato
Utilizaremos um misto de Open Space e Lightning Talk que são formatos conhecidos em desconferência, basicamente  sessões curtas de 15 minutos abertas por um mestre de cerimônias e com  convidados especiais que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">INSCRIÇÕES ENCERRADAS</h1>
<p>No próximo sábado [06/03/2010] vamos participar da I <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Desconfer%C3%AAncia">Desconferência</a> sobre o tema &#8220;Redes Sociais e Mídias Digitais&#8221; na Unifor. Faça já sua <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_BR&amp;formkey=dC12UEdCbUdZZUQyZ2x0T3FxbDcwdVE6MA">inscrição</a>.</p>
<h2>Formato</h2>
<p>Utilizaremos um misto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_Space_Technology">Open Space</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lightning_Talk">Lightning Talk</a> que são formatos conhecidos em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Desconfer%C3%AAncia">desconferência</a>, basicamente  sessões curtas de 15 minutos abertas por um mestre de cerimônias e com  convidados especiais que iniciarão as discussões sobre um determinado assunto.</p>
<p>Falaremos sobre Crowdsourcing, sabedoria das multidões, economia na terceira onda, Mashups, redes sociais de propósito geral e de nichos, blogosfera, novas mídias, Gov2.0 e muito mais.</p>
<h2>Onde e quando será?</h2>
<p>Tema: <strong>Redes sociais e Mídia Digital</strong><br />
Local do Evento: <strong>Auditório A3 &#8211; Unifor</strong><br />
Horário: <strong>08:00 às 12:00 h</strong><br />
Data: <strong>06/03/2010 – Sábado</strong></p>
<p>O evento terá Coffee Break patrocinado pelas empresas <a href="http://www.triadworks.com.br/">Triadworks</a> e <a href="http://www.milfont.org">Milfont Consulting</a> [até o momento] e Wifi Liberada para os participantes.</p>
<p>Evento organizado por: <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" href="http://twitter.com/natanaelpantoja" target="_blank">Natanael Pantoja</a>, <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" href="http://twitter.com/helcio">Helcio Brasileiro”</a>, <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" href="http://twitter.com/emiliomoreno" target="_blank">Emílio Moreno</a> e <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" href="http://twitter.com/cmilfont" target="_blank">Christiano Milfont</a></p>
<p>Natanael <a href="http://www.natanaelpantoja.com/tech/?p=421">já Blogou</a> sobre o evento</p>
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		<title>Uma previsão infelizmente acertada</title>
		<link>http://www.milfont.org/tech/2010/01/16/uma-previsao-infelizmente-acertada/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 14:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando eu escrevi sobre o aumento do pior tipo de conservadorismo no mundo conversei com muita gente que disse ser exagero meu, não era bem assim.
Esse conflito na Itália reforça que o aumento do fascismo e de conflitos étnicos só tende a aumentar.
Segundo o Tiago Thuin, no blog &#8220;Samba do Avião&#8220;, o norte da Itália [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu escrevi <a href="http://www.milfont.org/tech/2009/11/02/aumento-do-conservadorismo/">sobre o aumento do pior tipo de conservadorismo</a> no mundo conversei com muita gente que disse ser exagero meu, não era bem assim.<br />
Esse <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/01/11/violencia-deixa-cidade-italiana-sem-imigrantes-915506017.asp">conflito na Itália</a> reforça que o aumento do fascismo e de conflitos étnicos só tende a aumentar.<br />
Segundo o Tiago Thuin, no blog &#8220;<a href="http://sambadoaviao.blogspot.com/">Samba do Avião</a>&#8220;, o <a href="http://sambadoaviao.blogspot.com/2010/01/um-dia-sem-africanos.html">norte da Itália que era considerado mais preconceituoso</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Wikipedia braziliana e sua censura</title>
		<link>http://www.milfont.org/tech/2009/11/27/wikipedia-braziliana-e-sua-censura/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crowdsourcing]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse artigo é um ensaio para meu projeto de pesquisa Crowds.
Alguns esclarecimentos iniciais, chamo a pt.wikipedia* de braziliana por uma simples razão: de &#8220;relevante&#8221; no mundo que fala português só existe o Brazil, o resto é uma porção de ilhota loser desconhecida até por nós que falamos o português.
Passando do parágrafo anterior que perco os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Esse artigo é um ensaio para meu projeto de pesquisa <a href="http://www.milfont.org/tech/research/crowds/">Crowds</a>.</p></blockquote>
<p>Alguns esclarecimentos iniciais, chamo a pt.wikipedia* de braziliana por uma simples razão: de &#8220;relevante&#8221; no mundo que fala português só existe o Brazil, o resto é uma porção de ilhota loser desconhecida até por nós que falamos o português.</p>
<p>Passando do parágrafo anterior que perco os amigos patrícios mas não perco a piada, deixo os leitores de título e primeiro parágrafo correrem para os comentários e prossigamos.</p>
<p>A Wikipedia pt-BR tem vários sérios problemas já conhecidos, mas os principais em minha opinião são artigos imprecisos e muito pequenos em relação a seu consorte en-US, ideologia dos moderadores falando mais alto do que a precisão histórica do verbete e principalmente o que considero o pior de todos, imprecisão sobre o que é relevante dentro do contexto limitador da Wikipedia.</p>
<p>Sobre competência dos verbetes entre as duas wikis, visite o artigo sobre Proudhon em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Proudhon">inglês</a> e compare com o mesmo artigo em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Proudhon">português</a>. Não é um caso isolado, é uma regra, você encontrará em quase todos os artigos. Esse fenômeno é até fácil de entender e tem muito a ver com nossa realidade antropológica, sobre nossa cultura como civilização. Reflete muito bem nossa academia, de fazer trabalhos pela metade e como cópia de coisas que já existem, sem o esmero de pesquisa e objetivos claros.</p>
<p>Sobre o problema ideológica, bem isso explica também porque somos BRIC e não desenvolvidos, marxismo por exemplo, até aqui no Brasil é uma coisa mais ridícula do que já é per si.</p>
<h2>Projeto autoritário sem querer querendo</h2>
<p>A Wikipedia é exemplo de sabedoria das multidões, citado como ator coadjuvante da Wikinomics e presente em todos os slides conhecidos sobre webdoispontozero. Wikipedia ultrapassou enciclopédias tradicionais em número de verbetes e até em precisão. Tudo dentro do espírito colaborativo.</p>
<p>O problema é que a Wikipedia é limitante e tem um caráter autoritário por conta disso na sua versão braziliana, no que eles chamam de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WP:BSRE">BSRE</a>. Esqueçamos por enquanto que existem outros critérios e também vamos nos concentrar na pt-BR. Pelo que percebi o critério-mor usado pelos censores é a tal BSRE.</p>
<p>Antes de discutir o que tem a ver essa BSRE com ser autoritário e limitante, vamos entender alguns problemas.</p>
<h2>Luta contra os escrotos</h2>
<p>Quando eu criei um artigo sobre a <a href="http://www.milfont.org/gladiatorium/2008/a-verdadeira-historia-do-jiujitsu/">história do Jiujitsu</a> e incluí no verbete da wiki pt-BR como fonte externa, tive esse link excluído no mesmo dia. Bem, como sou péssimo para citar fontes no que escrevo [eu tenho preguiça mesmo de abrir o livro e anotar autor e tal] talvez ficaram putos comigo e removeram. Fui lá novamente coloquei uma descrição melhor no link e não removeram mais, não sei se é critério remover toda contribuição de autores em sua primeira iniciativa e nem fui atrás de descobrir, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jiujitsu#Liga.C3.A7.C3.B5es_externas">está lá até hoje</a>.</p>
<p>Um detalhe que notei ao revirar o histórico das páginas para descobrir porque excluíram minha contribuição é que tem muita &#8220;escrotização&#8221; na wikipedia, muitos idiotas flagelam os verbetes só pelo prazer da coisa, pelo que aparenta. Não há nem má-vontade ou má-interpretação, é sacanagem mesmo, o cara taca um &#8220;viado&#8221; ou &#8220;blablesrags&#8221; no meu do artigo só para sacanear mesmo. Isso é um saco em um sistema aberto e gigante como a wikipedia e ajuda a entender porque o pessoal é tão caxias em relação a moderação, se eu fosse um censor que tivesse que consertar essa merda o dia todo, todo dia, eu também entrava de sola.</p>
<p>Ok, isso acontece em qualquer coisa e sempre vai acontecer, idiotas tem o direito de viverem e é o lado dark da coisa. Pelo prazer de termos liberdade nós temos que suportar a responsabilidade das consequências. Melhor com isso do que sem liberdade. Todo mecanismo contra vilania acaba privando a liberdade em alguma esfera e os justos pagam pelos criminosos que são sempre a minoria absoluta em qualquer medição.</p>
<h2>Liberdade não combina com minha vontade</h2>
<p>Muita gente confunde colaboração com liberdade e vamos deixar bem claro, até na escravidão há colaboração, mesmo que involuntária. Não é porque o sujeito colabora com algo que ele é um libertário, ditadores colaboram com ditadores também.</p>
<p>Voltando sobre aquela historinha do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/WP:BSRE">BSRE</a>, esse princípio que adotaram não combina com terceira onda que a Wikipedia faz ou deveria fazer jus. Nós vivemos num mundo cauda longa onde o nicho e suas minorias se libertaram do julgo opressor dos hits que são tradicionais em um mundo afunilado e escolhido pela ditadura da média aritmética simples.</p>
<p>O &#8220;EU&#8221; da história atual tanto alarmado em capa de Times e nos livros modernos não combina com essa definição:</p>
<p><cite>Nada contra o Sr. Zé, mas essa página não descreve nenhum trabalho notável e simplesmente não se enquadra no tipo de informação útil à Wikipédia. Além disso, mesmo aspirações não realizadas, pensamentos, e hobbies de pessoas decididamente “famosas” não são consideradas enciclopédicas o suficiente para inclusão, a não ser que elas sejam diretamente importantes para a vida pública da pessoa e, de preferência, verificáveis.</cite></p>
<p>Ora, quem define o que é útil para mim, senão eu mesmo?</p>
<p>Se você ler os outros titulos nesse artigo, verá que um anula o outro e cria o pior julgamento ditatorial que existe: <em><strong>A Minha Vontade</strong></em>!</p>
<p>Quando você não tem regras claras sobre como julgar algo e deixa a decisão a critério de subjeção, você chega a casos ridículos como essa discussão sobre a eliminação ou não de um verbete sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Páginas_para_eliminar/Daniel_Pádua">Daniel Pádua</a>.</p>
<p>Daniel Pádua é um quase &#8220;Who?&#8221; para mim, sua vida, morte e o trabalho não me interessam em nada, pelo menos não tinham me interessado até cair nessa página sobre a eliminação de seu verbete.</p>
<p>De um lado os defensores da manutenção do verbete, que são maioria diga-se de passagem, tentam provar para outros censores que ele tem relevância, evocam até uma cláusula do BSRE que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:P%C3%A1ginas_para_eliminar/Daniel_P%C3%A1dua#Respeito_ao_BSRE">impede que músicos fiquem de fora</a> da censura estatutária dessa norma&#8230;. para, para, para tudo.</p>
<p>Você deve está se perguntando: Coméquié?</p>
<p>É, é isso mesmo, se o sujeito for Zé músico tem mais relevância do que ele for Zé agricultor, com base em quê eles definiram esse peso nem a astrologia consegue explicar.</p>
<p>Prosseguindo, o outro lado em sua maioria evoca a BSRE e suas cláusulas lógicas entre si para reprovar o verbete e manter a exclusão.</p>
<p>Quem ganha com isso? Ninguém. Quem perde? Todos nós.</p>
<p>Temos uma ferramenta revolucionária que se encaixa como uma luva no conceito moderno de colaboracionismo e podemos unir isso com a liberdade que é mola mestra da internet e ficamos discutindo quem tem peso para estar na wikipedia que é algo totalmente subjetivo segundo os critérios de nicho.</p>
<p>Poderíamos então liberar geral? Sinceramente eu não sei, mas com certeza absoluta que censura baseada em &#8220;<strong>A Minha Vontade</strong>&#8221; não funciona.</p>
<p>Eu poderia escrever um tratado maior do que esse artigo sobre isso mas dou um exemplo de um filme que não lembro o nome em português e estou com preguiça de googlar, onde a mulher de Hitler pede para ele não executar um cara que acho que era primo dela ou algo assim e ele se nega, ela pergunta porque e ele resume magistralmente tudo que se precisa entender sobre ditadura: &#8220;<strong>Porque eu quero!</strong>&#8220;</p>
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		<title>Aumento do conservadorismo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 04:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse artigo é um ensaio para meu projeto de pesquisa Crowds.
Eu tenho vários drafts, alguns com meses até, sobre meu projeto de pesquisa e nenhum está pronto, aliás, eu digo até que nem &#8220;rascunho&#8221; ainda são. Li algumas dezenas de artigos, uma pilha de livros e reli outros que tinha lido há mais de 15 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Esse artigo é um ensaio para meu projeto de pesquisa <a href="http://www.milfont.org/tech/research/crowds/">Crowds</a>.</p></blockquote>
<p>Eu tenho vários drafts, alguns com meses até, sobre meu projeto de pesquisa e nenhum está pronto, aliás, eu digo até que nem &#8220;rascunho&#8221; ainda são. Li algumas dezenas de artigos, uma pilha de livros e reli outros que tinha lido há mais de 15 anos. Tudo para ter uma boa base sobre o que estou escrevendo, mas vou parar um pouco de escrever drafts e soltar o primeiro artigo que basicamente nasce da improvisação.</p>
<p>Esse post aqui está sendo escrito sem consultar essa fonte bibliográfica e simplesmente está saindo [ou saiu quando eu clicar em "Publish"]. Não tinha pensando em escrever sobre isso [no título do artigo] até o momento.</p>
<p>Durante um tempo eu venho observado que o mundo inteiro, e claro que isso reflete no Brasil, vem dando uma guinada perigosa ao conservadorismo. Pior, estamos nos entregando como cordeiros sem realmente sequer pensarmos no assunto.</p>
<p>Não, não falo em conservadorismo de um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edmund_Burke">Burke</a>, me refiro ao estilo raivoso e intolerante da pior espécie, basicamente nascido do pudor religioso.</p>
<p>Vamos dar um salto na década de 80 no Brasil, Chacrinha e suas chacretes hoje seriam rechaçadas e o pessoal da Uniban as chamariam de putas [referência da última semana aqui, não vou colar material, se você não sabe do que estou falando, melhor, nem vale a pena saber].</p>
<p>Olha para o Domingão do Faustão de 89, aliás, olhe para o corpo de balé [deve ser chamado assim],as meninas todas de fio-dental ou maiô bem cavado. Quando eu digo olhe, é porque sei que você vai resgatar da mente [se você nasceu depois, compreenda, não tínhamos Internet, corra pro tubo para entender]. Lembra das roupinhas da Xuxa e suas paquitas?</p>
<p>Vamos voltar um pouco mais, década de 60, era da tanguinha e nascimento do fio dental [sim a coisa é antiga], pessoal pregando paz e amor, pílula e amor livre. O quanto hoje você tolera dessas coisas e o quanto você acha que é tolerável pela sociedade?</p>
<p>Ok, até agora são apenas bobagens, coincidências, dirá um cético.</p>
<p>Vamos aprofundar, já devem ter visto essa foto antiga, não?</p>
<p><img class="alignnone" title="Bin laden family" src="http://img511.imageshack.us/img511/4314/binladenfamily.jpg" alt="" width="598" height="418" /></p>
<p>Quem diria que o procurado number one terrorista religioso andava tão parecido com um membro do Jethro Tull.</p>
<p>Você deve está se perguntando, ou deveria, aonde ele quer chegar com isso?  Ou então, o que tem a ver tecnologia [esse blog], com Crowds [minha pesquisa], com conservadorismo [esse artigo] e o Bin Laden?</p>
<h2>Entendendo o mundo que vivemos</h2>
<p>A sociologia moderna, sobretudo inspirada por Durkheim, acredita que o homem é um animal que só se tornou &#8220;ser-humano&#8221; por causa do coletivo e seu comportamento não é vontade individual e sim estabelecido e moldado pela sociedade. Basicamente isso [claro que com blablablas para se passar em prova de faculdade também].</p>
<p>Agora o que é melhor em Durkheim, e ele foi chamado de conservador por isso, é que os homens são guiados por normas estabelecidas e portanto uma anomia [ausência de leis, regras, convenções, normas ou como você queira chamá-las] causa a perda de identidade coletiva e os indivíduos com isso perderão a capacidade de manutenção da ordem e o caos reinaria.</p>
<p>Indo direto ao ponto, Durkheim disse que: mudanças sucks, ficar como está rocks. Ou seja, você tem uma sociedade moldada pela escola, familia, religião, governo e tantas outras instituições que uma mudança brusca e total afetaria a ordem reinante e o mundo piraria.</p>
<p>O ponto crucial aonde quero chegar nesse artigo é que as mudanças que estão em curso na humanidade não são apenas de ordem política, religiosa ou ideológica.</p>
<p>Há quem se engane que o mundo estava dando uma guinada para a esquerda [hemisfério ideológico que já não se sabe mais o que é] e que agora está dando uma guinada leve para a direita [outro hemisfério tão confuso quanto o outro].</p>
<p>Em vários momentos da história isso já aconteceu, tanto que Dom Pedro II passou bom tempo no poder sabiamente trocando um &#8220;Luzia&#8221; por um &#8220;Saquarema&#8221; a cada turmo e assim apaziguando as torcidas organizadas, ou mantendo-as ocupadas, o que não deixa de ser sábio também.</p>
<p>A política é algo que está se tornando irrelevante nas discussões mundiais e isso é perigoso também, já disseram que mesmo se você não gosta de política, não adianta, vai ser sempre comandado por quem gosta. Pense nisso, Hitler, Stalin e Polpot amavam a política.</p>
<p>As mudanças que ocorrem no mundo são mais brutais, é um choque de placas tectônicas da história, o que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvin_Toffler">Alvin Toffler</a> chamou de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/62618/terceira+onda,+a">Terceira Onda</a>. Não estamos falando apenas de política ou ideologia ou sequer religião, as mudanças são em todas as áreas do conhecimento e relacionamento humano.</p>
<p>Desde a mudança de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1644179/cauda+longa:+do+mercado+de+massa+para+o+mercado+de+nicho,+a">comportamento de Hit para nicho</a>, o <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1961147/mundo+e+plano:+uma+breve+historia+do+seculo+xxi,+o">achatamento do mundo</a>, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1955787/wikinomics:+como+a+colaboracao+em+massa+pode+mudar+o+seu+negocio">a colaboração entre empresas e pessoas</a>, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1313125">a sabedoria de centenas de pessoas</a> trabalhando para algo sem remuneração direta que não seja o proprio beneficio desse trabalho, do qual chamamos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing">Crowdsourcing</a>, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/32162">guerras cirúrgicas</a>, e tantos outros movimentos que combinados subvertem toda a ordem conhecida e principalmente a mais comum dessas ordens, o &#8220;<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/729019/freakonomics:+o+lado+oculto+e+inesperado+de+tudo+que+nos+afeta">senso comum</a>&#8220;.</p>
<p>Esqueça tudo que você conceituou como sendo o verdadeiro, o real, o certo, como aprendi, o que eu sou e aonde chegarei. Assim você consegue se aproximar de entender como um Facebook, que é apenas uma &#8220;página&#8221; na internet vale mais do que uma indústria da Coca-cola, com suas centenas de trabalhadores, concreto e máquinas que custam milhares de dólares.</p>
<h2>Aonde mora o perigo</h2>
<p>Quando ocorre a transição entre ondas na história, essa transição sempre é violenta e muito combatida, tanto a onda anterior tenta sufocar a nova onda como a nova onda tenta destruir todos os valores e crenças da onda anterior para prevalecer.</p>
<p>Voltando a Durkheim, quando tentamos subverter os valores conhecidos e &#8220;palpáveis&#8221; nós estamos tirando o chão das pessoas, aquilo que elas acreditam. A tendência natural das pessoas é se refugiarem naquilo que conhecem e podem explicar, como religião.</p>
<p>Não que religião explica alguma coisa, mas é algo conhecido. Desde adão e eva, aqueles dois macaquinhas africanos, que todo mundo sabe o que é. O que melhor para um charlatão do que advogar algo que a ciência não pode explicar e fica por isso?</p>
<p>Então, há movimentos curiosos de expansão da igreja católica em áreas tradicionalmente protestantes, islâmicas e protestantes em áreas tradicionalmente católicas e um recrudescimento global em relação à moral [principalmente no sentido sexual] e pudor. O que impressiona e causa espanto é que a tendência seria o oposto, vide a maturidade do feminismo, a expansão dos direitos homosexuais e outras minorias que conseguiram crescer e se fazerem ouvir nas últimas décadas.</p>
<p>Mas o que isso nos preocupa?</p>
<p>Preocupa-me em particular essa queda ao conservadorismo religioso como uma barreira perigosa a transição para a nova onda, nós que trabalhamos com tecnologia, basicamente ciência [pelo menos quando não estamos dando tapinhas na maquina], somos os mais privilegiados pela nova onda, dinheiro brota de fontes inesgotáveis e subverte a economia [ciência da escassez] e cria um <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/3924">admirável mundo novo</a>.</p>
<p>Mas o pior nem é isso, o pior são os direitos individuais, a nova onda é baseada na liberdade e na livre escolha. Digamos que religião não se dá bem com livre escolha, por mais que o &#8220;Free Will&#8221; esteja em sua porta de entrada.</p>
<p>Ora, se o mundo inteiro aceita ter sua liberdade tolhida em troca de um lugar comum que o abrace, a minha liberdade está seriamente ameaçada. Pense nisso com carinho.</p>
<p>Para evitar essa guinada perigosa as pessoas precisam entenderem o mundo que vivem. Sentirem-se seguras com essa nova ordem.  Os que nasceram e cresceram antes da internet vão morrer sem entender, os que nasceram antes e cresceram depois tem uma possibilidade de mudarem junto com o mundo.</p>
<p>Daí você me pergunta: Mas o que podemos fazer?</p>
<p>E eu respondo: não sei! Se soubesse já tinha escrito um paper&#8230; ou um livro de auto-ajuda e ficado rico.</p>
<p>O principal não é encontrar respostas nesse momento e sim formular as perguntas corretas, quando temos uma pergunta nós sabemos como trabalhar na resposta. Entender o mundo que vivemos e identificar mudanças que podem nos prejudicar é importantíssimo. Mais ainda é esclarecer a quem não consegue compreender.</p>
<p>E principalmente, quando xingar aquele crente maluco que fala que Kali Yuga cristão está próximo, igual ao pessoal fazia em 999, lembre-se que ele o legislará daqui a pouco.</p>
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		<title>Uma semana fora do ar</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 11:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crowd]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu vou fazer um experimento e depois compartilho com vocês, passar uma semana longe de toda tecnologia que puder.
Não vou ver emails, longe das redes sociais [inclusive o twitter], não assistirei filmes, nem ouvirei música no computador, não lerei ebooks, nada!
Eu tenho uma pesquisa sobre comportamento das multidões e esse é um experimento que pretendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vou fazer um experimento e depois compartilho com vocês, passar uma semana longe de toda tecnologia que puder.</p>
<p>Não vou ver emails, longe das redes sociais [inclusive o twitter], não assistirei filmes, nem ouvirei música no computador, não lerei ebooks, nada!</p>
<p>Eu tenho uma <a href="http://www.milfont.org/tech/research/crowds/">pesquisa sobre comportamento das multidões</a> e esse é um experimento que pretendo tentar realizar, depois conto a vocês a motivação e se obtive sucesso, não vai ser fácil.</p>
<p>Quem quiser falar comigo só pelo email cmilfont@milfont.org que olharei uma vez por dia por motivos profissionais, afinal tenho que ganhar dinheiro.</p>
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		<title>Campanha contra buracos em Fortaleza iniciada no Twitter</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 14:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
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		<description><![CDATA[Sem compromisso político e desesperados com a situação crítica que se encontra Fortaleza com a administração petista  [pela segunda vez] de Luizianne Lins, iniciamos um debate no Twitter propondo utilizarmos o Crowdsourcing &#8211; inicialmente da blogosfera cearense &#8211; como protesto social já que não temos oposição real a essa gestão.
O resultado disso foi a catalogação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem compromisso político e desesperados com a situação crítica que se encontra Fortaleza com a administração petista  [pela segunda vez] de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luizianne_Lins">Luizianne Lins</a>, iniciamos um <a href="http://twitter.com/emiliomoreno/status/1639519105">debate no Twitter</a> propondo utilizarmos o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing">Crowdsourcing</a> &#8211; inicialmente da blogosfera cearense &#8211; como protesto social já que não temos oposição real a essa gestão.</p>
<p>O resultado disso foi a <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=114434432094326506356.000468b42e61d4606e18c&amp;z=12">catalogação de todos os buracos no Google Maps</a> [como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mashup">Mashup</a> da ação], um dos problemas e o mais sério que já causou até <a href="http://www.opovo.com.br/cidades/873433.html">capotamento de carro</a> e quebrou o <a href="http://liberdade.blogueisso.com/2009/04/27/fortaleza-carro-da-prefeita-cai-em-buraco-e-quebra/">próprio carro oficial da prefeita</a>. <a href="http://www.jangadeiroonline.com.br/?acao=noticias&amp;subacao=ler&amp;id=2326">Crateras</a> são algo comum em Fortaleza.</p>
<p><a href="http://tinyurl.com/buracosfortaleza"><img src="http://img515.imageshack.us/img515/9893/buracosfortaleza.png" alt="buracosfortaleza" width="500" /></a></p>
<p>Os problemas estão piorando com as <a href="http://tvverdesmares.com.br/cetv2aedicao/chuva-alaga-ruas-e-casas/">fortes chuvas</a> que <a href="http://liberdade.blogueisso.com/2009/04/27/chuva-fortaleza-tem-varios-pontos-alagados/">castigam Fortaleza</a>. Há uma cratera na avenida Leste-Oeste que a prefeitura já fechou várias vezes e vários carros já caírem nela, vide imagem abaixo que capturei na terça-feira quando um caminhão ficou com a roda presa e praticamente parou o trânsito.<br />
<a href="http://img208.imageshack.us/img208/9066/28042009x.jpg"><br />
<img class="alignnone" title="Buraco Leste-Oeste" src="http://img208.imageshack.us/img208/9066/28042009x.jpg" alt="buraco leste-oeste" width="500" height="380" /></a></p>
<p>Em poucas horas que iniciamos a campanha <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23buracosfortaleza">#buracosfortaleza</a> no twitter, os jornais locais deram a notícia da campanha em seus portais, como <a href="http://www.opovo.com.br/cidades/874302.html">OPOVO</a>, <a href="http://www.jangadeiroonline.com.br/?acao=noticias&amp;subacao=ler&amp;id=9759">Jangadeiro [1]</a>, <a href="http://www.jangadeiroonline.com.br/?acao=noticias&amp;subacao=ler&amp;id=9747">Jangadeiro [2]</a> e <a href="http://blogs.diariodonordeste.com.br/zonacyber/fortaleza/mapeando-os-buracos-de-fortaleza/">Diario do Nordeste</a>.</p>
<p>O <a href="http://twitter.com/emiliomoreno">Emilio Moreno</a> está fazendo uma <a href="http://liberdade.blogueisso.com/2009/04/29/colaboracao-blogueiros-mapeam-trechos-com-buracos-em-fortaleza/">cobertura completa da campanha</a> que tenta sensibilizar todo mundo para esse sério problema.</p>
<p>[update 05/05/2009]</p>
<p>Rafael Carneiro <a href="http://www.rafaelcarneiro.net/blog/2009/05/02/o-poder-da-blogosfera/">postou sobre a campanha</a>.</p>
<p>Mário Aragão <a href="http://marioaragao.com.br/buracosfortaleza-agora-vai/">postou sobre a campanha</a>.</p>
<p>Natanael Pantoja <a href="http://www.natanaelpantoja.com/tech/?p=200">postou sobre a campanha</a>.</p>
<p>[/update]</p>
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		<title>Tornar-se um mito!</title>
		<link>http://www.milfont.org/tech/2008/12/09/tornar-se-um-mito/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 16:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cmilfont</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[crowds]]></category>
		<category><![CDATA[crowd]]></category>
		<category><![CDATA[mito]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria das massas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mitos são importantes porque representam uma imagem de sucesso e glória que todo mundo almeja, mas a áurea do mito transcende sua obra. Mitos não são criados por serem explicáveis, são idolatrados!
Os fatores que fazem um mito ser criado podem ser ruins ou bons para a verdade, mas a verdade é sempre factual até na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mitos são importantes porque representam uma imagem de sucesso e glória que todo mundo almeja, mas a áurea do mito transcende sua obra. Mitos não são criados por serem explicáveis, são idolatrados!</p>
<p>Os fatores que fazem um mito ser criado podem ser ruins ou bons para a verdade, mas a verdade é sempre factual até na ciência e quem decide se alguém se tornará mito ou não é a trajetória desse alguém.</p>
<p>Tornar-se um mito é um caminho pessoal apenas e não depende necessariamente de conhecimento ou proficiência, depende mais de escolhas e estratégias adotadas durante o caminho de mitificação, seja na falsificação ou na comprovação de sua excelência.</p>
<h2>Imprimindo sua marca</h2>
<p>No livro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa">A Cauda Longa</a>, o autor -Chris Anderson &#8211; fala em três princípios:</p>
<ol>
<li>Crie;</li>
<li>Anuncie;</li>
<li>Faça-me descobri-lo.</li>
</ol>
<p>A construção de um mito não necessariamente precisa seguir os três passos, apenas o terceiro item já que todo mito é construído principalmente ao se fazer descobrir.</p>
<p>Ninguém se torna um mito sendo excelente no que faz e sim sendo excelente em fazer as pessoas o acharem excelente no que faz.</p>
<h2>Eistein era uma farsa</h2>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9sar_Lattes">César Lattes</a> descobriu o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9son">Méson-pi</a>, nem por isso ganhou o Nobel, ele reconheceu que não tinha o &#8220;networking&#8221; necessário. A desculpa é que apenas o líder de um projeto era agraciado com o &#8220;Oscar da Ciência&#8221; sendo que isso não foi e nem é verdade já que vários outros casos não seguiram &#8220;as regras&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.midiasemmascara.org/?p=3815">Eistein era uma farsa</a>, mas o mito em volta dele tem mais a ver com o <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286OFC003">círculo que Eistein frequentou</a> do que suas capacidades.</p>
<p>O mito de Eistein tem força até em sua biografia, quando lemos que foi um garoto idiota, com problemas de concentração e um aluno medíocre nos sentimos inspirados. Como a maioria da população é medíocre, nos identificamos de imediato com a esperança que podemos nos tornar alguém especial de uma hora para outra como em um estalo.</p>
<p>Eistein plagiou o trabalho de Poincaré, que só tinha acesso a revistas insignificantes, enquanto Eistein era publicado em grandes revistas de física e frequentava a alta elite científica de sua época.</p>
<p>Entre em uma academia hoje e diga que Eistein era um farsa, ninguém dará atenção porque isso não importa para ninguém, a tônica aqui é que a grande maioria está à procura de um ídolo para idolatrar e não saber a verdade.</p>
<p>Isso é perigoso para todo mundo porque se baseia na propaganda do Führer:</p>
<blockquote><p>&#8220;Uma mentira dita várias vezes se torna verdade.&#8221;</p></blockquote>
<h2>Lutar contra todos é um trabalho árduo</h2>
<p>Um coisa difícil é contornar o senso comum, depois que a população acredita em fatos ou informações dadas como verdadeiras, a verdade é anulada pela predisposição que temos em aceitar que uma opinião ou fato não pode ter mais peso do que a opinião de todos.</p>
<p>No livro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sabedoria_das_Multid%C3%B5es">Sabedoria das Massas</a>, o autor demonstra um experimento realizado por um canal de tv. Esse programa colocou um sujeito olhando para cima, algumas pessoas passavam, olhavam e ao verem que nada havia, iam embora. A mesma esperiência foi repetida com um grupo de pessoas olhando para cima, só que dessa vez as pessoas olhavam e se recusavam a irem embora sem saber o que era, porque não acreditavam que várias pessoas olhando para cima não poderia ser nada.</p>
<p>As ideologias sabem aproveitar o senso comum, Führer se tornou Chanceler não porque fosse brilhante estrategista -inclusive era também um artistas medíocre &#8211; e sim porque sabia manipular e tinha um círculo influente.</p>
<p>Ninguém se torna um ditador sem apoio popular de seus conterrâneos e o nazismo soube aproveitar o sentimento europeu de que existia uma conspiração judáica que pretendia dominar o mundo.</p>
<h2>Judaísmo, o maior Networking que ja existiu</h2>
<p>A maioria dos judeus que conheci são ateus, conhecedores profundos de sua religião e praticantes severos de rituais e dogmas mesmo não acreditando em D&#8217;us. Não há importância se Javé existe ou não, o importante é a unicidade que a religião propcia.</p>
<p>O Islã tem mais praticantes do que o Cristianismo, mas eles não possuem a unicidade que há no Judaísmo. Ser judeu é algo que é maior do que uma religião. É a identificação de uma cultura que delimita e demarca os seres que a praticam.</p>
<p>Isso tudo forma uma espécie de &#8220;Networking&#8221; sem precedentes na história de humanidade e por conta disso uma grande brecha para teorias conspiratórias. Só comparado a outro grande movimento cultural: os maçons.</p>
<p>O Judaísmo sempre foi perseguido, de egípcios a nazistas, passando por cristãos a islâmicos, todo mundo tentou exterminá-los porque a unicidade de sua cultura incomoda todo o resto. Todo grupo beneficia seus membros mas pode ser um entrave a todo o resto.</p>
<p>A formação de grupos com o chamado &#8220;acordo de cavalheiros&#8221; sempre existiu e sempre vai existir, faz parte da nossa necessidade biológica &#8211; de símios que somos &#8211; formarmos bandos para nos protegermos.</p>
<p>O Networking acaba criando uma rede social natural que proteje aqueles que a abrigam, então é comum as decisões serem baseados no benefício aos membros do &#8220;grupo&#8221;.</p>
<p>Dificilmente a barreira do grupo vai ser prejudicada em detrimento a um elemento fora do grupo, grupos podem ser bons ou maus, mas a identificação com um faz com que o mito seja reverenciado. Ninguem se torna um mito sem um grupo de facilitadores e multiplicadores.</p>
<p>Observe a lista dos ganhadores do Nobel, vai ver um grupo enorme de judeus, não porque se reunem para decidir quem será o próximo ganhador ou porque possuem conselhos conspiratórios de dominação mundial e sim porque o grau de afinidade compartilhado pela cultura em comum facilita o trânsito natural ao prêmio almejado.</p>
<p>O mito sairá de um grupo, quem imprimir sua marca dentro daquele grupo será seguido pelos demais. Depois de se tornar o macho-alfa, o grupo o defenderá, até lá tem um trabalho de bater cabeças com outros varões em busca de liderar o bando.</p>
<p>Evidente que o líder sempre recebe os méritos de seu bando, Newton não criou toda sua ciência sem ajuda de seus aprendizes &#8211; dizem até as más línguas que uma das teorias de Newton foi de um pupilo que compartilhou não só os trabalhos como sua cama também, mas aí foge das nossas especulações.</p>
<h2>Torne-se um mito por ser excelente!</h2>
<p>Eu tenho um grande prazer de desmascarar mitos fajutos &#8211; claro que só posso fazer isso em mitos pequenos que estão acessíveis às minhas garras. Chega a me dar um prazer orgástico quando consigo desmascarar todos os auto-bajuladores, principalmente daqueles que gostam de se promoverem às custas do trabalho alheio.</p>
<p>Geralmente esses mitos fajutos conseguem liderar seu bando se fortalecendo em duas principais correntes: autoridade e amizade, não necessariamente unidos mas se assim o for, é potencializado. Una isso ao senso comum e você tem um mito pronto.</p>
<p>A Autoridade é fácil de ser conseguida, trazendo para nossa realidade basta um doutorado por exemplo, a opinião de alguém com um doutorado sempre vai pesar mesmo que a discussão seja fora do âmbito de conhecimento desse doutor. O apelo a autoridade pode ser conseguido de forma fácil, mas é frágil a longo prazo.</p>
<p>Amizade é um pouco mais difícil, requer além de grande esperteza, um pouco de sorte e dom em saber manipular as pessoas. Um nome mitificado é defendido pelos membros de seu grupo insanamente, não precisa de argumentos sólidos.</p>
<p>Mitos sempre vão existir, nosso altar psicológico clama por um mito a ser venerado.</p>
<p>Por isso temos a obrigação moral de lutar contra os mitos fajutos permitindo a mitificação natural dos que merecem de fato serem invejados e seguidos.</p>
<p>Seja bom no que faz mas apareça, mostre ao mundo que você é excelente, não apenas que conhece a pessoa certa. A cada mito criado pelo mérito de ser bom, um fajuto a menos é retirado do altar. O Olimpo não é para todos, é estrito e deveria ser apenas aos que merecem.</p>
<p>Perdi a conta de quantos profissionais excelentes com enorme potencial serem desprestigiados por não serem notados, enquanto miseráveis conseguem imprimir sua marca por saberem jogar esse jogo da mitificação de um nome.</p>
<p>Vocês tem dois caminhos principais, o fácil que é montar apenas um bom networking e o outro que é ser excelente e fazer as pessoas saberem disso.</p>
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		<title>O &#8220;Efeito Pioneiro&#8221; na Web</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 21:39:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[crowds]]></category>
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		<category><![CDATA[web 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[WEB2]]></category>

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		<description><![CDATA[O &#8220;Efeito Pioneiro&#8221; pode ser encontrado em muitas áreas, mas na Web é muito mais brutal. Esse efeito estagnou as redes sociais, mas por culpa de quem as faz. No post sobre como monetizar uma rede social eu falei que dificilmente uma rede social nova consiga competir com as Mainstream do mercado como Orkut, Facebook [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;Efeito Pioneiro&#8221; pode ser encontrado em muitas áreas, mas na Web é muito mais brutal. Esse efeito estagnou as redes sociais, mas por culpa de quem as faz. No post sobre <a href="http://www.milfont.org/tech/2008/08/14/o-valor-real-das-redes-sociais/">como monetizar uma rede social</a> eu falei que dificilmente uma rede social nova consiga competir com as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mainstream">Mainstream</a> do mercado como Orkut, Facebook e MySpace.</p>
<p>Parece que o pessoal não aprende, de que adianta criar uma rede social genérica hoje? <a href="http://www.killerstartups.com/Social-Networking/peoplejar-com-more-social-networking">Tá aí uma novinha em folha</a>, a <a href="http://peoplejar.com/about">PeopleJar</a>, agora de 2008. Consegue ver algo nela que faça um usuário médio de internet se cadastrar?</p>
<p>Segundo os criadores tem lá seu diferencial, eu não consegui enxergar. Ninguém aguenta mais um formulário de cadastro, esqueçam criar novas redes sociais, você tem que rebolar muito para conseguir convencer alguém a se cadastrar em um novo serviço que faz a mesma coisa de 15 diferentes e antigos.</p>
<h2>Quando o &#8220;Efeito Pioneiro&#8221; acontece?</h2>
<p>Quem conhece as cidadezinhas do interior já viu muito esse efeito, o cidadão abre uma sorveteria num lugar fudido, faz o maior sucesso, na outra semana pipocam 15 semelhantes, quase todo mundo quebra, menos o primeiro.</p>
<p>Na tecnologia em geral acontece algo parecido, olhem o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mp3">MP3</a>, é um formato antigo, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mp3#Licensing_and_patent_issues">proprietário</a>, com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Audio_compression_(data)">perdas de qualidade</a> mas domina o mercado, praticamente é sinônimo de música digital. Porque diabos então não se usa um formato livre como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ogg_Vorbis">Ogg</a> ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lossless_compression">sem perdas de qualidade</a> como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monkey%27s_Audio">Monkey</a>?</p>
<p>Porque todo player de carro, de gaveta, de computador, pen drive xing-ling e o escambau &#8220;toca&#8221; MP3, ninguém vai converter tubos de cds e dvds para outro formato por ideologia. Nem eu! Daí que o formato teima em matar os concorrentes comercialmente.</p>
<p>Os microblogs que o digam, Twitter é sinônimo de microblog, mesmo com <a href="http://cmilfont.jaiku.com/">Jaiku</a>, <a href="http://pownce.com/cmilfont/">Pownce</a>, <a href="http://www.gozub.com/profile/cmilfont">Gozub</a>, <a href="http://cmilfont.tumblr.com/">Tumblr</a>, <a href="http://www.beemood.com/cmilfont">Beemood</a>, <a href="http://www.feecle.jp/blog/?b=cmilfont">Feecle</a>,  <a href="http://www.meemi.com/cmilfont">Meemi</a>, <a href="http://adocu.com/cmilfont">Adocu</a>, <a href="http://www.frazr.fr/u/cmilfont">Frazr</a>, <a href="http://fanfou.com/cmilfont">Fanfou</a>, <a href="http://www.twoorl.com/cmilfont">Twoorl</a>, <a href="http://cmilfont.numpa.nl/">Numpa</a>, <a href="http://gospelr.com/cmilfont">Gospelr</a> e <a href="http://yappd.com/me/cmilfont">Yappd</a>, ninguém se interessa de sair do Twitter ou mesmo usar frequentemente os outros. Efeito pioneiro nele, mesmo não escalando <img src='http://www.milfont.org/tech/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  [brincadeira]</p>
<h2>Como evitar o &#8220;Efeito Pioneiro&#8221; nas redes sociais?</h2>
<p>Bem, se eu soubesse realmente, estava rico vendendo auto-ajuda e <del>engan&#8230;</del> palestrando nesses eventos da Info, mas podemos identificar alguns caminhos interessantes.</p>
<p>Primeiro é acabar com a idéia de centralização e controle sobre os visitantes, aliás, prosumidores. <a href="http://openid.net/">OpenID</a>, <a href="http://oauth.net/">OAuth</a> e <a href="http://www.opensocial.org/">OpenSocial</a> são specs interessantes e caminhos naturais disso para construção de aplicações como Gadgets Web para serem disponibilizados nas redes existentes, que pena que a OpenSocial ainda está tão &#8220;Not Implemented&#8221; na principal rede no Brasil. Alie isso com API Rest, aplicações sem API pública não vingam.</p>
<p>Cada vez mais aproveitar do ecossistema já existente com aplicaçoes <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mashup_(web_application_hybrid)">Mashups</a> ou inves de criar uma Rede Social. Principalmente, criar serviços pontuais específicos.</p>
<p>Não se iludam, o efeito pioneiro já fechou a porta da Web 2.0, ninguém aguenta mais um cadastro. Há espaço para rede social? só se for em nichos muito específicos.</p>
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