Marx é um charlatão!

{ February 13th, 2011 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Esse texto é uma resposta ao texto do meu amigo Welligton Sarmento, apesar de ser Off Topic ao propósito desse blog, creio que há profunda relação sobre minha pesquisa Crowds, portanto peço permissão para compartilhar nesse espaço.

Vou me abster de criticar a figura de Marx, que apesar ter sido um crápula manipulador e ter atacado todas as correntes socialistas, em especial a Bakunin e Proudhon, vou deixar para voces pesquisarem sobre ele e descobrirem por si só.

Marx foi sem sombra de dúvidas a figura mais importante da era moderna desde a revolução industrial, não por méritos e sim pelo dilema de ter influenciado todas as correntes atuais, para o bem ou para o mal. Poderíamos até dividir a história política entre “antes de Marx” e “depois de Marx”.

Discutir sobre Marxismo é sempre complicado porque é uma corrente que se propõe a modificar toda a natureza humana, não apenas na política, economia e filosofia. Sempre quando voce chuta a bunda de um marxista e prova por “a + b” que essa teoria é uma palhaçada ele muda a corrente da discussão e nunca tem fim.

Para provar que Marx foi um charlatão de marca maior basta nos concentrarmos em um ponto, o seu livreto “Das Kapital” que mistura um gerador de lero-lero com pseudociência. A tese geral do livro, apesar do que dizem os que teoricamente “entenderam” o livro, é que o trabalhador sempre vai ter sua mais-valia [espécie de força de trabalho, teoria meio capenga criada pelos liberais britanicos] explorada pela burguesia, tendendo a sua qualidade de vida cair drasticamente porque este nunca teria o “justo” e o lucro seria sempre do patrão.

Apesar de todas suas teorias terem sido refutadas, desde a subjetividade do valor por Bohm-Bawerk a derrocada da URSS, o que poucos prestam atenção é que a resposta sobre ter sido ou não um charlatão está em suas próprias obras como nos explica Paul Jonhson em seu livro Intellectuals“.

Marx teria analizado os blue books ingleses [espécie de livros contábeis da época] e verificado que os trabalhadores ingleses tinham melhorado substancialmente de vida ao contrário do que dizia sua teoria. Não satisfeito o que fez Marx? Adulterou de forma consciente os dados para números de 30 anos antes e justificar seus textos.

Se isso não for atitude de um charlatão, não sei o que podemos considerar.

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Saiba perguntar!

{ August 7th, 2010 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Especificamente no dia 22 de Junho de 2010 eu li uma mensagem, não lembro aonde, afirmando que as 10 primeiras perguntas enviadas a determinado email seriam selecionados para uma entrevista com Don Tapscott para a revista Época Negócios, a qual eu sou assinante.

Não formulei bem minha pergunta, na verdade foi um desastre, leiam “ipsi litteris” meu email:

Don, quais os conselhos que você daria para as empresas se precaverem contra “comportamentos de rebanho”?
Comportamente de rebanho eu considero aqueles movimentos causados por especuladores que tem o dominio sobre uma determinada multidão e pode influenciá-los negativamente afim de prejudicar e sabotar concorrentes.

Christiano MIlfont, Fortaleza-CE

Observe que minha pergunta estava relacionada a comportamento das multidões, uma pergunta mais consistente seria:  Como lidar com “comportamento das massas” negativa para seus negócios quando você perde o controle ou não sabe lidar com isso?

O que saiu na revista:

8 Que conselhos daria para as empresas se precaverem contra movimentos de especuladores que podem prejudicar e sabotar concorrentes? Christiano Milfont | Fortaleza – CE

Se seus concorrentes estão espalhando informações falsas sobre a sua empresa e violando a lei, acredito que você deve levar o caso às autoridades competentes.

Note que o sentido da pergunta virou especulação contra concorrentes o que é diferente de influência indireta por movimentos das massas.

A pergunta foi mal feita, o jornalista responsável não é especialista em todos os assuntos, diante da pergunta ele vai tentar condensar de forma a se enquadrar na matéria. Portanto a culpa maior é minha e não da mídia.

#fikdik

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[Resenha] O Culto do Amador

{ April 9th, 2010 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Culto do AmadorO livro O Culto do Amador de Andrew Keen é um ótimo e péssimo livro dependendo da visão de quem ler, na minha opinião. Ótimo livro para entendermos como pensa uma pessoa da segunda onda sobre choque de ondas e péssimo para quem tem mentalidade de segunda onda e quer entender os fenômenos que nos assolam.

Como um defensor da Terceira Onda eu não considero certo ou errado a concepção que as pessoas tem do mundo e de eventos e ações que parecem ser erradas para elas. O problema é que essas mesmas pessoas considerem erradas a visão das outras culturas e é isso o cerne desse livro.

The Cult of the AmateurQuando o autor trata sobre a morte da música em dois capítulos por causa do compartilhamento, praticamente é a idéia geral em todo o livro, ele esquece que a música já existia antes da revolução industrial, modelo que ele defende e acha correto.

Se perceberem, as pessoas com mentalidade de primeira onda acham que a música morreu e foi pasteurizada após o surgimento da rev. industrial. Esse choque de culturas é natural e esperado.

O autor não considera é que a troca de arquivos ou de “músicas” não está matando a música, está matando aquilo que entendemos como indústria musical, que para ele é o formato que dá sustentação para que surjam artistas, como foi educado a compreender.

O autor não investiga os fatos que estão destruindo modelos de negócios típicos da segunda onda, ele está preocupado como mantê-los. O modelo de negócios nessa onda são baseados em Hits. Como o custo de distribuição e produção é enorme, só existem duas classes: O astro e o desconhecido não-publicado.

A nova onda permite agora, por causa da cauda longa, que pessoas antes impedidas pela limitação de recursos sejam publicadas num Lulu.com ou Youtube.

O conceito de ProAm ou Prosumidor é virulamente atacado no livro por considerar que isso vai afastar ou denigrir o trabalho profissional quando na verdade o que ocorre é que agora qualquer pessoas tem o direito – ou privilégio – de poder exercitar ou praticar determinada ação  e não que o profissional esteja impedido de exercer.

A visão de segunda onda é baseada no comando-controle e na concepção de que existem entidades ou departamentos, como governos e universidades, que controlam e decidem quem pode exercer determinado conhecimento após um processo burocrático de investigação. A idéia de que as pessoas tem liberdade de praticarem livremente e que o indivíduo tem escolhas é um desses fatores de choque que são defendidos no livro em favor da onda anterior.

A premissa de credibilidade que antes era imposta por um terceiro agente agora é dado ao indivíduo e a multidão que ele participa. Antes você tinha que ser escolhido por uma editora para publicar um livro e isso definia o conceito de sucesso per si, agora você pode simplesmente escrever o que bem entender, publicar e “ineditamente” ser comprado sem ter gasto 1 centavo em marketing. Essa concepção de valor também é criticada no livro.

Agora o que mais é sacrificado na visão do autor é o conceito de Crowdsourcing. Sabemos que uma multidão pode ser facilmente controlada, isso existe em todas as ondas e não será maior porque a credibilidade de algo é definido por essa multidão. O que investigamos é que modelos de negócios com base em Crowdsourcing vão surgir invariavelmente, quer queiramos ou não. Nada do que fizermos vai evitar, apenas – no máximo – retardar, como foram todas as ações que a primeira onda tentou nesses últimos 300 ou 400 anos.

Eu acho um livro válido para se ter em minha biblioteca para ser a antítese de outras obras e explicação de ações que surgirão e se intensificarão nos próximos anos.

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