Para encerrar a discussão

{ August 12th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Meus 5 leitores devem ler o blog do Shoes, mas se alguém não o acompanha, vá nesse link e veja os argumentos definitivos nessa história toda sobre código e modelagem em esqueletinhos.

Ressalto a seguinte observação:

“A conclusão que nós chegamos é que engenheiros de software possuem o poder que falta para engenheiros civis/arquitetos e ainda assim usam as ferramentas de quem não tem este poder.”

Se alguém não entender essa frase eu posso desenhar, mas está claro e perfeito. Discussão encerrada.

Mas como sou um pessimista, sei que muitos [os de sempre] vão contestar com as mesmas falácias e sofismos.

Mas vá lá, leia o post inteiro e tire suas próprias discussões.

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Marketing e Certificações

{ May 27th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Está ocorrendo uma discussão na lista Scrum-Brasil sobre o valor da certificação ScrumMaster, está bem interessante.

escrevi muito sobre isso em posts passados. O Vinícius da ImproveIt escreveu sobre o assunto também.

Resumindo minhas considerações eu tenho a certeza de que certificações são apenas um apelo comercial de marketing pessoal ou de diferenciamento em licitações. Para as empresas é muito cômodo contratar com parâmetros estáveis de análise de currículo como certificações e nível superior, mas não é seguro.

Sou da opinião do Phillip Calçado que não devemos promover as certificações além do que elas representam criando um efeito artificial sobre a realidade. Como não é seguro contratar alguem por causa da certificação, é dever moral e ético de profissionais trabalharem para evitar essa promoção das certificações como algo sério.

Concordo com o Alexandre Magno de que é difícil entrar nas corporações sem um apelo “marketologico”, as certificações seria o cartão de visita para você passar da porta, mas o que tenho visto é depois que se senta de frente do CEO as certificações continuam como algo sério como se fosse realmente um diferencial, o que não é verdade.

Eu nunca dei muita bola para certificações, mas estou pensando seriamente em tirar algumas porque a IVIA (sócia do Tuangr onde trabalho) tem uma política de reembolsar os funcionários que se certificam. Isso é bom para a empresa que tem moeda para competir nas licitações e bom para os profissionais que entopem o currículo de graça com algo que o mercado erroneamente considera fundamental, fora isso não há motivo algum para alguém pagar caro por uma certificação.

[update 28/05/2008]

O Shoes blogou sobre essa thread.

[/update]

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2008 será o ano das pequenas consultorias…

{ December 3rd, 2007 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Tivemos a honra de sermos citados no post tradicional do Phillip Calçado sobre as previsões de fim de ano. Fomos colocados entre a Caelum e a ImproveIt que acho muito superiores… mas enfim! Se não merecemos, faremos por merecer agora com essa prova de confiança de um nome tão importante na comunidade brasileira.

Como o Vinícius da ImproveIt comentou nesse post, eu também acredito que esse modelo de negócios baseado em “fábrica de software vai perdurar por um longo tempo, que em informática é coisa de 2 ou 3 anos. Eternidade! Porque muitos estão se beneficiando desse jogo e o sistema trabalha para resolver os problemas do sistema (de onde eu tirei essa frase mesmo? ;) ) e não vai permitir que nada atrapalhe um modelo que deu e dá tanto dinheiro.

Mas uma coisa que o Shoes escreveu e que já vinhamos notando, ainda mais por eu ser gestor em uma secretaria do estado do Ceará e ter contato “do outro lado” dessa história: “Agora os clientes são atendidos por um mar de incompetentes espancadores de teclado e estão começando a ficar irritados”.

Senta que lá vem a história…

Há uns dois bons anos, conversando com 2 amigos, resolvemos criar uma empresa de software para competir no mercado local devido as nossas frustrações desse modelo de fábrica de software, deixamos essa idéia em banho-maria por um tempo e depois resolvemos reativá-la, discutimos sobre como seria o nome realmente (desculpe pessoal, mas já está público mesmo e ninguem sabe como esconder o passado sujo) e como eu sempre fui fan doente do Martin Fowler, criei o nome Triadworks (notaram alguma semelhança?). Por sermos 3 e por lembrar sempre meu ídolo.

Quando já estávamos desistindo desse sonho deu alguma doidera e abrimos a empresa, pronto e aí? nada!

Quando já estávamos desistindo novamente e achando que só gastamos dinheiro com burocracia (Brasil é o único país que conheço que temos que subornar alguém pra provar que somos honestos), eis que surge o D’Artagnam na parceria. E tal como a história dos cavaleiros franceses, resolvemos montar a estrutura do negócio e nos tornarmos senhores sérios.

Pequenas consultorias

Para o próximo ano a minha previsão é que realmente essas empresas de 3 letrinhas tenham uma pequena queda, pequena mas perceptível no plano de contas. Como em qualquer cultura essas empresas tentarão reverter a situação, algumas adotarão modelos ágeis, mas por desconhecerem os princípios e os valores continuarão no mesmo esquema.

Algumas das pequenas consultorias aproveitarão esse momento de reflexão por parte das “3 letrinhas” e oferecerão muitos contratos de quarteirização.

Essa é uma estratégia boa para ambos. Digo isso porque tentamos nos vender diretamente e na maioria das vezes é um fracasso, sério, não sabemos vender, sabemos desenvolver software.

Eu trabalhei em consultorias e vi muitos “comerciais” vendendo o nada, vi gente vendendo promessa apenas… e pior! Por muito dinheiro, mais dinheiro do que podemos ganhar em uns dois bons anos. As 3 letrinhas tem equipes comerciais, tem conhecimento de vender o nada! Nós não temos.

Um dos benefícios dessa estratégia é que as 3 Letrinhas continuarão vencendo todas as licitações, mas ao invés de formar equipe elas buscarão as pequenas consultorias. Por muito tempo ainda teremos esses proxenetas no nosso negócio.

Os clientes ainda se sentem melhor contratando uma marca, uma coisa é você estar sob a marca de uma Accenture com todos os selos de certificação de qualidade e anunciante em VOCESA e Exames da vida, outra é contratar a pequena Triadworks. Por mais que tenhamos sonhos temos que enxergar sempre o pragmatismo da dura realidade. Os clientes ainda não entenderão as mudanças imadiatamente, ainda mais porque revoga tudo que eles acreditavam até pouco tempo.

A Triadworks particularmente focará muito no outsourcing e na quarterização. Seja com consultorias ou projetos completos. Pelo menos até o mercado absorver as mudanças.

Mas não é por isso que não combateremos esse modelo fracassado de fábrica de software, esperem uma boa briga para o próximo ano, quem é mais próximo já sabe os movimentos que faremos.

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