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Hackathon como forma de contratação

Sempre tive a idéia de utilizar um Hackathon como modelo de avaliação de candidatos que desejávamos contratar, apresentei o modelo para a Fortes e realizamos um evento com bastante sucesso em 2012.  Outras equipes da empresa passaram a utilizar a experiência e se tornou um modelo a ser seguido internamente e já com várias edições.

Esse ano fizemos o segundo do meu time para avaliar um candidato em Rails justamente para me substituir (foi meu último compromisso na empresa, apesar de já ter saído).

 

Vantagens

Contratar alguém é sempre uma loteria, por mais justo que seja o processo. Envolve, além dos aspectos técnicos, saber se o sujeito conseguirá se integrar na equipe aonde vai trabalhar, se não fere princípios e cultura da empresa e aceitação perante a todos os participantes. Não basta ter feeling no candidato, você precisa sempre comprovar que ele realmente merece, ou seja, o próprio avaliador também tem que saber vender a escolha que fez.

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No primeiro Hackathon o candidato escolhido era primo de um funcionário da empresa e membro do time aonde iria trabalhar, meu amigo pessoal e já tinha trabalhado na própria empresa como terceirizado por uma consultoria. Ele venceu a competição com os critérios estabelecidos acompanhado pelo departamento de RH (que participaram no dia do evento como olheiros), foi o suficiente para não pairar nenhuma dúvida em sua escolha, apesar do RH ter escolhido outro candidato por questões que não estavam definidos nos nossos critérios de avaliação e premiação (o Hackathon ainda teve um premio em dinheiro para o vencedor).

Formato

A avaliação dos aspectos técnicos é dentro de uma simulação do ambiente de trabalho, já que você provavelmente organizará o evento dentro de sua cultura. A pressão que se espera, o relacionamento que se espera que ele desempenhe e toda a expertise técnica é esmiuçada com mais detalhes do que uma simples prova ou avaliação de currículo.

No primeiro evento fizemos um detalhamento muito rígido de como os candidatos seriam avaliados, inclusive incluímos testes como item obrigatório.

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Dessa vez o formato foi mais simples, apenas dois times codificando o mesmo sistema (as mesmas features), com apenas duas rodadas de avaliação, uma primeira aonde declarávamos e apontávamos todos os pontos negativos e de correção e a segunda que seria apenas uma forma de avaliar o evento, trocar feedback e curtir a tarde de diversão.

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O formato de inscrição no evento era acompanhado do currículo, link do github e quaisquer informações necessárias que os candidatos pudessem informar para ajudar na escolha dos participantes.

Os desenvolvedores estavam livres para codificarem como quiserem, avaliamos inclusive como eles se comportariam tendo que assumir posições com pessoas que nunca viram antes ou mesmo que conhecessem, nunca trabalharam juntas.

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Feedback

O que todos perceberam é que uma simulação de codificação de uma Release real, mas acompanhado por uma equipe experiente que vai corrigindo o processo e os erros, é praticamente uma aula, um curso.

Tivemos o cuidado de apontar sempre quando o time se desviava do objetivo do desafio, praticamente doutrinar sobre o conceito de MVP dentro da realidade da empresa e do mercado. Pudemos perceber que os desenvolvedores se perdem fácil em detalhes que não são importantes em um produto e deixam seu ego passar sobre o valor do negócio.

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O que percebemos também é que candidatos com o currículo muito forte ou experiente em relação aos demais  não conseguiu se vender tanto quanto outros candidatos que provavelmente seriam descartados logo de início em um processo convencional de apenas avaliação de currículo ou entrevista.

Daqui pra frente eu espero que o formato seja adotado em larga escala – e vou trabalhar para isso – como uma forma de contratação, inclusive na empresa que trabalho, a Sagarana.

Conferências em 2011, comunidade cearense sempre presente

[update] Eu não falo do Maré de Agilidade nesse post porque terá um exclusivo sobre esse movimento 😉 [/update]

Esse ano de 2011 foi particularmente inédito para o Ceará em relação a conferências sobre desenvolvimento de software. AgileBrazil e BrazilJS demonstraram ao país e, porque não, ao mundo inteiro o nível de desenvolvimento do nosso estado em detrimento a fama de região subdesenvolvida que o NE do Brazil sempre passou.

O BrazilJS foi o primeiro em maio, desbravamos sem apoio governamental e descrédito da grande maioria das empresas que entramos em contato, talvez por isso nossos patrocinadores mereçam um destaque especial pela visão que tiveram. Ninguém apostava no BrazilJS, até nós mesmos tínhamos receio do tamanho que seria quando iniciamos a organização.

Nossa surpresa foi maravilhosa com a recepção dos devs brasileiros, lotamos a faculdade FA7 em Fortaleza com mais de 550 inscrições [capacidade máxima do local], tivemos gente do país inteiro e nos tornamos a maior conferência – em número de attendees – sobre JS no mundo. Esse evento foi feito na garra e no peito, em 2012 nós teremos muito, mas muito mais moral para organizar com mais profissionalismo e apoio.

Esse evento foi feito exclusivamente pela comunidade JS nacional, o Crowdsourcing foi o verdadeiro responsável pela organização. Todo o evento foi organizado e realizados em apenas 3 meses e nosso canal principal foi o Twitter. Foi incrível como tudo fluiu.

 

No final de Junho e início de Julho foi a vez do AgileBrazil, evento já tradicional, com um histórico nacional. Esse nós tivemos apoio governamental – apesar de tímido – e um profissionalismo maior. O evento superou todas as expectativas, reuniu os maiores expoentes sobre agilidade do Brazil e confirmou que o CE tem capacidade de organizar grandes eventos.

Em setembro nós levamos cerca de 40 pessoas por meio da #caravanajavace para a maior conferência brasileira para desenvolvedores, a QCONSP.

Ainda tivemos muitos cearenses nas demais conferências como NoSqlbr, Rubyconf, FISL e tantas outras.

Temos um mercado sólido com muitos bons profissionais e quase 50 cursos entre graduação e tecnólogo espalhado pelo estado, apesar da presença maciça na capital.

Ainda tivemos encontros de diversas comunidades locais durante o ano inteiro que fortaleceram nossa busca por transformar a região em uma área valorizada e com isso nos valorizar também.

Esse ano foi atípico, mas provocou um bom problema, agora temos a responsabilidade de fazer 2012 maior do que 2011. Vai ser difícil e não vejo a hora de começar.

Caravana JavaCE – QConSP 2011

Como eu falei em um post passado, estamos organizando a segunda caravana JavaCE para o melhor evento sobre desenvolvimento de software da américa latina, o QCON edição São Paulo.

Impressionante como algumas pessoas do nosso círculo de convivência não estavam sabendo sobre a Caravana, portanto, peço que avisem seus colegas que tenham interesse de irem conosco.