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Corrida de rua, o esporte mais democrático

Imagine um esporte aonde a torcida pode jogar, esse esporte existe e ele se chama Corrida de Rua – principalmente. Nos últimos anos é visível o crescimento, disputei nesse domingo (01/06/2012) a 11º Maratona de Revezamento Pão de Açucar Fortaleza – fiz duas voltas na minha equipe de 8 pessoas, 7 no nosso caso.

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Estava estimado um público participante de 10 mil inscritos, segundo a organização foram 11 mil, tinha gente à beça. A magia de participar de um evento de corrida é inebriante e um mercado muito promissor, porque imagine só, você quando vai fazer uma corrida dessas imagina que não vai gastar nada a não ser o valor das inscrições, ledo engano.

É uma falsa verdade imaginar que não há custo, esse custo é diluído a medida que voce se “profissionaliza” amadoristicamente. Vejo muitos exemplos, o sujeito já tem um tênis que ele nem sabe se é apropriado, aliás, nem sabe que há tênis apropriado, põe um bermuda folgada e uma camisa regata, pronto.

Esporte Barato

Quando voce se tornar refém do esporte comprará monitor cardíaco, escolherá um tênis apropriado pelo seu tipo de pisada, pagará provavelmente uma assessoria, fora a compra de acessórios aos montes como Squeezes – senão um cinto de hidratação – e óculos escuros.

Imagine a oportunidade em volta desse esporte, fora os mecanismos tradicionais de monetização como marketing, patrocínios, academias. Só que é um esporte aonde você entra com um custo bastante diluído como o exemplo acima citado, mete um tênis, bermuda e regata apenas, material que você já tem. Não tem como competir com esse custo.

Se voce vai participar de competições de artes marciais por exemplo, tem a vestimenta tradicional do seu estilo. Se vai para um tiro esportivo ou arco e flecha vai ter o custo altíssimo do equipamento. Se vai para o futebol vai ter que comprar chuteiras e materiais para jogar na lama de alguma divisão de bairros ou categorias empresariais.

Custos e Oportunidades

Na corrida de rua você corre “ao lado” do campeão, entre os profissionais, com a mesma chance de glamour que as estrelas – eu devo ter saído em alguma foto atrás dos ídolos. Não é a mesma coisa de jogar num campeonato de subúrbio com o time da firma ou repartição.

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Imagina um esporte que consiga baixar esse custo e diluir de forma imperceptível enquanto o praticante se apaixona pela cultura? Mais do que isso,  transformar o torcedor em praticante e o tornar um consumidor potencial.

O MMA principalmente via UFC é talvez o esporte que mais cresça em faturamento e visibilidade, só que é um esporte aonde a torcida não pode participar, precisa de um treinamento profissional para entrar na arena. É o mesmo paradigma do futebol.

Hoje com a economia de cauda longa aonde o prosumer (consumidor-produtor) é o condutor das iniciativas faz mais sentido um esporte como corrida de rua do que o MMA.

Talvez o Submission fosse uma alternativa para o caso do universo de lutas, mesmo assim pela cultura competitiva e disputa mano-a-mano eu acho muito difícil criar uma estrutura que beneficie a participação dos amadores.

Fica aí um desafio para os envolvidos com negócios esportivos, corrida de rua consegue acompanhar a onda do amador praticante, seu esporte consegue?

Minhas Estatísticas na prova

Eu estava visivelmente despreparado, voltei a treinar apenas há um mês depois de quase dois anos sem preparação para corridas. Agora é “correr” atrás do prejuízo. De qualquer forma mesmo despreparado eu participei, algo impossível em todos os outros esportes.

Primeiro trecho

Segundo trecho

Triste decadência para as empresas de VendasDeCorpos™

Um email de um amigo hoje falando sobre alguém:

” Ele tá trabalhando no ÓRGÃO PÚBLICO WHATEVER e implantando documentação com RUP e o desenvolvimento com vraptor, spring e hibernate.”

Olhando assim para a empresa aonde esse fulano trabalha como terceirizado eu sinto uma legítima pena.

JSF garantia pelo menos uns 8 a 10 recursos na modalidade VendaDeCorpos™ por longos anos. Os proxenetas digitais ficam remanejando recursos aqui e ali e voilà, dinheirinha caindo na conta. O ruim é o mercado – até o público – ter cansado de JSF, tipo, vai diminuir os 3 aditivos na licitação – em média – quando chegar na “Fase” de codificação. Aonde esse mundo vai parar? Como uma empresa pode escalar desse jeito?

O que salva ainda é o RUP que é o melhor dos mundos, garante uns bons dois ou três anos de rapapés entre gerentes PMI ® trocando gracejos inúteis, já garantindo uma liquidez aceitável para retiradas polpudas em qualquer agência financeira respeitável.

Mas sempre vão encontrar uma saída, não se preocupem tanto.

Quer ganhar mais? Invista em Você

Há quase dois anos eu postei aqui para não reclamarem de preços de eventos e participarem já que isso seria investimento em suas carreiras, ainda hoje vejo as pessoas não valorizando outros pontos fundamentais.

Eu escrevi sobre a necessidade de investir em networking conhecendo os autores que você segue e/ou lê diretamente ou na pior das hipóteses mergulhando em outras culturas e sociedades já que você gasta seu dinheiro com coisas supérfluas e acredito que sua carreira tenha maior valor para si.

Outro fator importante é como você aumenta o seu valor perante o mercado. Pode parecer uma simples troca mercantilista, mas um dos conceitos fundamentais do capital é o valor subjetivo do produto, sua carreira nesse caso. Voce não vale apenas o que levou para ser produzido, vale também o que os outros acham que você vale. Pode parecer cruel e injusto, mas são forças da economia.

Falo isso porque uma reclamação corrente de muita gente é que: “a empresa não o valoriza” ou “não investe nos colaboradores”, pior: “se sente menosprezado e injustiçado porque não o deixa evoluir”.

Deixa eu te falar: a culpa é sua. Sempre sua.

Seja Proativo na sua Carreira

Meus colaboradores são proativos, o Luiz Filho está indo pra Alemanha trabalhar na 6Wunderkinder que faz o famoso Wunderlist mal ter se formado, já vai voltar escolhendo aonde trabalhar e por quanto; o Marcos Brizeno – recém integrado à famiglia – já está ensinando o pessoal a fazer TDD (você desenvolve assim na sua empresa?); Rodrigo Oliveira já me acompanha há tempos e nem precisa de apresentação. Além de outros que trabalham como consultores e compartilham os mesmos valores e princípios.

Eles participam de eventos, vão a palestras, preparam palestras, apresentam, conhecem novas tecnologias e são capazes de desenvolver um software de verdade e não sair repetindo os outros feito macaco digitando loucamente, uns com menor, outros com maior proficiência.

Meus colaboradores não são assim porque a empresa investe neles – apesar de que sempre incluímos nos cursos que surgem,  na participação dos eventos e são incentivados a buscarem sempre a melhoria. Eles são contratados ou selecionados justamente por serem assim.

Como dizia Mises:

Não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque; é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias.

Ou seja, eu tenho a empresa que admiro não porque ela produz pessoas assim, as pessoas com os valores admirados que estão comigo.

O máximo que posso oferecer é trabalho com liberdade, recomendação para fazer TDD e Pair Programming, no dia que precisar trabalhar de casa ou da praia o problema é deles, está valendo desde que o código saia com a mesma qualidade.

Reflexão

Como você acha que o seu empregador vai aumentar o seu salário?

Ele acompanha o seu valor junto ao mercado?

Ele acompanha e faz track de suas ações como participar de eventos, estudar novas tecnologias, fazer Pet Project e compartilhar no github?

Você só vai a um evento se a empresa pagar sua inscrição?

Você só faz um curso se a empresa comprar sua vaga?

Você acha realmente que você merece o que ganha hoje e que merece um aumento? Fez o que para merecer?

Você está realmente fazendo o seu dever de casa?

Esse post não tem como objetivo simplesmente recomendação ou juízo de valores, apenas um convite a reflexão.