Corrida de rua, o esporte mais democrático

{ July 2nd, 2012 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Imagine um esporte aonde a torcida pode jogar, esse esporte existe e ele se chama Corrida de Rua – principalmente. Nos últimos anos é visível o crescimento, disputei nesse domingo (01/06/2012) a 11º Maratona de Revezamento Pão de Açucar Fortaleza - fiz duas voltas na minha equipe de 8 pessoas, 7 no nosso caso.

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Estava estimado um público participante de 10 mil inscritos, segundo a organização foram 11 mil, tinha gente à beça. A magia de participar de um evento de corrida é inebriante e um mercado muito promissor, porque imagine só, você quando vai fazer uma corrida dessas imagina que não vai gastar nada a não ser o valor das inscrições, ledo engano.

É uma falsa verdade imaginar que não há custo, esse custo é diluído a medida que voce se “profissionaliza” amadoristicamente. Vejo muitos exemplos, o sujeito já tem um tênis que ele nem sabe se é apropriado, aliás, nem sabe que há tênis apropriado, põe um bermuda folgada e uma camisa regata, pronto.

Esporte Barato

Quando voce se tornar refém do esporte comprará monitor cardíaco, escolherá um tênis apropriado pelo seu tipo de pisada, pagará provavelmente uma assessoria, fora a compra de acessórios aos montes como Squeezes – senão um cinto de hidratação – e óculos escuros.

Imagine a oportunidade em volta desse esporte, fora os mecanismos tradicionais de monetização como marketing, patrocínios, academias. Só que é um esporte aonde você entra com um custo bastante diluído como o exemplo acima citado, mete um tênis, bermuda e regata apenas, material que você já tem. Não tem como competir com esse custo.

Se voce vai participar de competições de artes marciais por exemplo, tem a vestimenta tradicional do seu estilo. Se vai para um tiro esportivo ou arco e flecha vai ter o custo altíssimo do equipamento. Se vai para o futebol vai ter que comprar chuteiras e materiais para jogar na lama de alguma divisão de bairros ou categorias empresariais.

Custos e Oportunidades

Na corrida de rua você corre “ao lado” do campeão, entre os profissionais, com a mesma chance de glamour que as estrelas – eu devo ter saído em alguma foto atrás dos ídolos. Não é a mesma coisa de jogar num campeonato de subúrbio com o time da firma ou repartição.

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Imagina um esporte que consiga baixar esse custo e diluir de forma imperceptível enquanto o praticante se apaixona pela cultura? Mais do que isso,  transformar o torcedor em praticante e o tornar um consumidor potencial.

O MMA principalmente via UFC é talvez o esporte que mais cresça em faturamento e visibilidade, só que é um esporte aonde a torcida não pode participar, precisa de um treinamento profissional para entrar na arena. É o mesmo paradigma do futebol.

Hoje com a economia de cauda longa aonde o prosumer (consumidor-produtor) é o condutor das iniciativas faz mais sentido um esporte como corrida de rua do que o MMA.

Talvez o Submission fosse uma alternativa para o caso do universo de lutas, mesmo assim pela cultura competitiva e disputa mano-a-mano eu acho muito difícil criar uma estrutura que beneficie a participação dos amadores.

Fica aí um desafio para os envolvidos com negócios esportivos, corrida de rua consegue acompanhar a onda do amador praticante, seu esporte consegue?

Minhas Estatísticas na prova

Eu estava visivelmente despreparado, voltei a treinar apenas há um mês depois de quase dois anos sem preparação para corridas. Agora é “correr” atrás do prejuízo. De qualquer forma mesmo despreparado eu participei, algo impossível em todos os outros esportes.

Primeiro trecho

Segundo trecho

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Um email de um amigo hoje falando sobre alguém:

” Ele tá trabalhando no ÓRGÃO PÚBLICO WHATEVER e implantando documentação com RUP e o desenvolvimento com vraptor, spring e hibernate.”

Olhando assim para a empresa aonde esse fulano trabalha como terceirizado eu sinto uma legítima pena.

JSF garantia pelo menos uns 8 a 10 recursos na modalidade VendaDeCorposâ„¢ por longos anos. Os proxenetas digitais ficam remanejando recursos aqui e ali e voilà, dinheirinha caindo na conta. O ruim é o mercado – até o público – ter cansado de JSF, tipo, vai diminuir os 3 aditivos na licitação – em média – quando chegar na “Fase” de codificação. Aonde esse mundo vai parar? Como uma empresa pode escalar desse jeito?

O que salva ainda é o RUP que é o melhor dos mundos, garante uns bons dois ou três anos de rapapés entre gerentes PMI ® trocando gracejos inúteis, já garantindo uma liquidez aceitável para retiradas polpudas em qualquer agência financeira respeitável.

Mas sempre vão encontrar uma saída, não se preocupem tanto.

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Quer ganhar mais? Invista em Você

{ March 28th, 2012 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Há quase dois anos eu postei aqui para não reclamarem de preços de eventos e participarem já que isso seria investimento em suas carreiras, ainda hoje vejo as pessoas não valorizando outros pontos fundamentais.

Eu escrevi sobre a necessidade de investir em networking conhecendo os autores que você segue e/ou lê diretamente ou na pior das hipóteses mergulhando em outras culturas e sociedades já que você gasta seu dinheiro com coisas supérfluas e acredito que sua carreira tenha maior valor para si.

Outro fator importante é como você aumenta o seu valor perante o mercado. Pode parecer uma simples troca mercantilista, mas um dos conceitos fundamentais do capital é o valor subjetivo do produto, sua carreira nesse caso. Voce não vale apenas o que levou para ser produzido, vale também o que os outros acham que você vale. Pode parecer cruel e injusto, mas são forças da economia.

Falo isso porque uma reclamação corrente de muita gente é que: “a empresa não o valoriza” ou “não investe nos colaboradores”, pior: “se sente menosprezado e injustiçado porque não o deixa evoluir”.

Deixa eu te falar: a culpa é sua. Sempre sua.

Seja Proativo na sua Carreira

Meus colaboradores são proativos, o Luiz Filho está indo pra Alemanha trabalhar na 6Wunderkinder que faz o famoso Wunderlist mal ter se formado, já vai voltar escolhendo aonde trabalhar e por quanto; o Marcos Brizeno - recém integrado à famiglia – já está ensinando o pessoal a fazer TDD (você desenvolve assim na sua empresa?); Rodrigo Oliveira já me acompanha há tempos e nem precisa de apresentação. Além de outros que trabalham como consultores e compartilham os mesmos valores e princípios.

Eles participam de eventos, vão a palestras, preparam palestras, apresentam, conhecem novas tecnologias e são capazes de desenvolver um software de verdade e não sair repetindo os outros feito macaco digitando loucamente, uns com menor, outros com maior proficiência.

Meus colaboradores não são assim porque a empresa investe neles – apesar de que sempre incluímos nos cursos que surgem,  na participação dos eventos e são incentivados a buscarem sempre a melhoria. Eles são contratados ou selecionados justamente por serem assim.

Como dizia Mises:

Não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque; é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias.

Ou seja, eu tenho a empresa que admiro não porque ela produz pessoas assim, as pessoas com os valores admirados que estão comigo.

O máximo que posso oferecer é trabalho com liberdade, recomendação para fazer TDD e Pair Programming, no dia que precisar trabalhar de casa ou da praia o problema é deles, está valendo desde que o código saia com a mesma qualidade.

Reflexão

Como você acha que o seu empregador vai aumentar o seu salário?

Ele acompanha o seu valor junto ao mercado?

Ele acompanha e faz track de suas ações como participar de eventos, estudar novas tecnologias, fazer Pet Project e compartilhar no github?

Você só vai a um evento se a empresa pagar sua inscrição?

Você só faz um curso se a empresa comprar sua vaga?

Você acha realmente que você merece o que ganha hoje e que merece um aumento? Fez o que para merecer?

Você está realmente fazendo o seu dever de casa?

Esse post não tem como objetivo simplesmente recomendação ou juízo de valores, apenas um convite a reflexão.

 

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