Retrospectiva 2009

{ December 28th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Jornal OPOVO  (Foto: IGOR DE MELO)
Fonte: Jornal OPOVO

Esse foi um bom ano, iniciei 2009 abrindo outra empresa e saindo da Triadworks que continua Triad (com o Carlos Átila, além do Handerson Frota e o Rafael Ponte) e agora parceira e amiga.

Minha empresa, a Milfont Consulting foi o profissionalismo de algo que eu já vinha fazendo há algum tempo: Mentoring, treinamento e coaching em desenvolvimento de software, só que agora focado em XP e um nicho específico de linguagem, Ruby. Sobre Rails eu vou fazer um post a parte, sobre o mercado local e meus projetos.

Dois clientes em especial marcaram o ano da Milfont Consulting, o Grupo Tubform que vem montando um dos maiores projetos em Rails no Brasil que tenho notícia e o Grupo Fortes que lançou recentemente o F2RH, um portal gratuito para empresas e profissionais que desejam contratar e serem contratados respectivamente. Claro que meus antigos clientes continuam com atenção especial, mas já estão bem maduros em seus sistemas e processos o que me alegra enormemente e me dão aquela satisfação profissional que é motivo para continuar o trabalho que estamos fazendo.

Em relação à comunidade de desenvolvimento de software começamos (eu e Igo Coelho) o ano criando um grupo de discussões sobre XP exclusivamente do Ceará, o XPCE, do qual explico os motivos nesse post. Depois convidamos o Henrique Landim e por último o Francisco Barroso para se tornarem coordenadores.

Curso Caelum em Fortaleza - agosto 2009 on Twitpic

Em agosto realizamos o Maré de Agilidade Fortaleza, que nos deu uma boa perspectiva de como fazer um evento, aprendemos muito com os erros cometidos e vamos para 2010 agora com profissionalismo. Nesse mesmo evento nós formamos a primeiro turma da Caelum em Fortaleza, aos trancos e barrancos conseguimos trazer o Fábio Kung para nos ensinar um Rails de qualidade. Agradeço a Caelum e principalmente ao Paulo Silveira por nos ter presenteado com a vinda do Fábio Kung, que é um dos melhores profissionais do mundo e conseguiu impressionar profissionais com anos de mercado e alguns com mais de um ano em Rails mesmo sendo um curso básico. Em 2010 vamos tentar trazer a Caelum mais vezes.

Não daria para citar todos os amigos e profissionais envolvidos nesses eventos da XPCE, mas agradeço o desprendimento de todos vocês, quem nos acompanha sabe o esforço e dedicação que todos fizeram.

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Esse ano li cerca de 20 livros para um projeto de pesquisa que estou escrevendo, além de alguns livros técnicos. Fui muito ao cinema para assistir desenhos e filmes de ação com meu filho mas tive pouco tempo para escrever como eu gostaria. Ouvi pouco rock esse ano, já que passo o tempo quase todo em clientes e não dá para voce botar fones de ouvidos quando trabalhamos com consultoria.

Tempo de correr

Em Setembro eu comecei um desafio do jornal OPOVO a convite do jornalista Hamilton Nogueira para sair do sedentarismo e fazer uma corrida de 5 km. Como não nego uma boa briga, além de topar eu aumentei para 10 km, se vamos morrer pelo menos vamos com classe. O resultado foi que fiz a prova da Unifor, 10 km, em 1:16 aproximadamente.

Campeão on Twitpic

Essa saída do sedentarismo foi graças ao acompanhamento do preparador físico Pedro Sena (Quality Assessoria) que teve muita paciência e profissionalismo para suportar minha agenda um pouco fora do convencional. Essa saga vou publicar com mais calma em outro post.

treino de Jiujitsu na Gautama um tempo atrás on Twitpic

Com um bom preparo físico o rendimento é outro, você consegue trabalhar e se divertir melhor. Até dores nas costas devido à obesidade eu já tinha, cheguei a pesar 110 kg.

Meus objetivos para o próximo ano com essa reviravolta  como atleta é correr uma meia maratona (que pretendo ser a do RJ no meio do ano) e voltar ao Jiujitsu que é meu esporte favorito. Até dei um treino em uma academia lá em Iguatu onde meu irmão treina. Em termos de esporte esse ano marcou meu renascimento.

Em termos familiar nunca estivemos tão bem, esposa amada (Renata Milfont) e filho saudável que #asgatapira. Feliz ano-novo para todos vocês e que 2010 seja melhor do que foi esse ano.

Família on Twitpic

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Mande esse texto aos senadores da república!

{ August 28th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Mande esse texto para os senadores da república contra esse projeto de lei imbecil que visa criar cabides eleitoreiros de sindicalistas e mamadores de “contribuições”.
Chega de impostos!

Autor

Texto criado por Bruno Luiz Pereira da Silva
http://twitter.com/blpsilva
http://brunopereira.org/

Original

Baseado no post http://tisimples.wordpress.com/2009/07/28/contra-a-regulamentacao-da-profissao-de-analista-de-sistemas/

Emails dos Senadores

adelmir.santana@senador.gov.br, almeida.lima@senador.gov.br, mercadante@senador.gov.br, alvarodias@senador.gov.br, acmjr@senador.gov.br, antval@senador.gov.br, arthur.virgilio@senador.gov.br, augusto.botelho@senador.gov.br, cesarborges@senador.gov.br, cicero.lucena@senador.gov.br, cristovam@senador.gov.br, delcidio.amaral@senador.gov.br, demostenes.torres@senador.gov.br, eduardoazeredo@senador.gov.br, eduardo.suplicy@senador.gov.br, efraim.morais@senador.gov.br, eliseuresende@senador.gov.br, ecafeteira@senador.gov.br, expedito.junior@senador.gov.br, fatima.cleide@senadora.gov.br, fernando.collor@senador.gov.br, flavioarns@senador.gov.br, flaviotorres@senador.gov.br, flexaribeiro@senador.gov.br, francisco.dornelles@senador.gov.br, garibaldi.alves@senador.gov.br, geraldo.mesquita@senador.gov.br, gecamata@senador.gov.br, gilberto.goellner@senador.gov.br, gilvamborges@senador.gov.br, gim.argello@senador.gov.br, heraclito.fortes@senador.gov.br, ideli.salvatti@senadora.gov.br, inacioarruda@senador.gov.br, jarbas.vasconcelos@senador.gov.br, jefferson.praia@senador.gov.br, joaodurval@senador.gov.br, joaopedro@senador.gov.br, joaoribeiro@senador.gov.br, jtenorio@senador.gov.br, j.v.claudino@senador.gov.br, jose.agripino@senador.gov.br, josenery@senador.gov.br, sarney@senador.gov.br, katia.abreu@senadora.gov.br, leomar@senador.gov.br, lobaofilho@senador.gov.br, lucia.vania@senadora.gov.br, magnomalta@senador.gov.br, maosanta@senador.gov.br, crivella@senador.gov.br, marco.maciel@senador.gov.br, marconi.perillo@senador.gov.br, maria.carmo@senadora.gov.br, marinasi@senado.gov.br, mario.couto@senador.gov.br, marisa.serrano@senadora.gov.br, mozarildo@senador.gov.br, neutodeconto@senador.gov.br, osmardias@senador.gov.br, gab.papaleopaes@senado.gov.br, paulo.duque@senador.gov.br, paulopaim@senador.gov.br, simon@senador.gov.br, raimundocolombo@senador.gov.br, renan.calheiros@senador.gov.br, renatoc@senador.gov.br, robertocavalcanti@senador.gov.br, romero.juca@senador.gov.br, romeu.tuma@senador.gov.br, rosalba.ciarlini@senadora.gov.br, sergio.guerra@senador.gov.br, zambiasi@senador.gov.br, serys@senadora.gov.br, tasso.jereissati@senador.gov.br, tiao.viana@senador.gov.br, valdir.raupp@senador.gov.br, valterpereira@senador.gov.br, wellington.salgado@senador.gov.br

Assunto

PROTESTO CONTRA A REGULAMENTAÇÃO DAS PROFISSÕES DE INFORMÁTICA – PLS607/2007

Texto

Prezados Senadores, venho aos senhores protestar contra o projeto de lei PLS607/2007, que busca regulamentar as profissões de informática.

A minha opinião é semelhante à de milhares de profissionais de destaque na área de Informática, e estamos todos extremamente preocupados com o futuro do mercado de Informática no Brasil. A regulamentação traria irreparáveis danos ao mercado de trabalho no Brasil, pondo em risco uma área na qual o Brasil vem conseguindo conquistar relevância mundial, e que vem melhorando as condições de vida de muitas famílias no país. O mercado de informática funciona muito bem através da auto-regulamentação, que é a prática mundial na área. Modificar a regulamentação é uma péssima idéia pelos motivos a seguir:

Competitividade no cenário global: o Brasil já tem dificuldade para competir com outros países na hora de vender TI por causa da burocracia, dos impostos e da barreira da língua. Coloque mais uma barreira para dificultar, como a regulamentação da profissão de analista de sistemas, e veja investidores começando a olhar para o Kuwait ou Polônia como opções mais lucrativas que o Brasil. Pior, começa a valer muito mais a pena para as empresas brasileiras contratarem serviços de outros países, como a Índia. A regulamentação no Brasil não vai criar e nem proteger empregos. Ela faz os empregos migrarem.

Barreira ao empreendedorismo: no Brasil já é complicado abrir um negócio, porque a lei não te ajuda, os impostos comem todo aquele capital que você preferia transformar em mais empregos. A regulamentação da informática torna as coisas ainda mais complicadas, ainda mais hoje que toda empresa precisa pelo menos um pouco de TI. Obrigado a contratar pessoas com diploma e todos os outros detalhes exigidos pelo Conselho Regional, o empreendedor se torna refém dos preços tabelados causados pela falta de mão de obra.

Barreira à inovação: Países que são pólos efervescentes de inovação em tecnologia como os Estados Unidos e a Índia não criam esse tipo de barreira e é por isso que estão aonde estão. O Vale do Silício (de onde sairam as principais e mais famosas empresas de TI do mundo) não existiria com uma lei que torna mais complicada a captação de talentos. E como uma regulamentação pode definir o que é o mínimo que um profissional deve conhecer em uma área tão dinâmica como tecnologia? Isso acaba tendo o mesmo efeito que o vestibular, em que as pessoas vão investir nesse conjunto mínimo de habilidades, ao invés de se arriscar estudando coisas que poderiam gerar muito mais valor.

Baixa oferta de mão de obra qualificada: a gente já está cansado de ouvir as notícias de que está faltando mão de obra qualificada para preencher as vagas de tecnologia em empresas. Mesmo com a crise isso é verdade, como você pode ver nos sites de ofertas de emprego. Com a regulamentação você torna o número de possíveis candidatos ainda menor. O que começa a tornar interessante terceirizar ou contratar serviços em outros países. Ou fechar as portas. Ou engolir a qualidade baixa de qualquer jeito (você não acha que ter diploma seja sinônimo de qualidade, certo?).

Incentivo à mediocridade: Em informática, uma reserva de mercado só vai servir para proteger os medíocres, os diplomados e que pagam a mensalidade do Conselho Regional em dia, mas que são profissionais de competência questionável. O Brasil possui inúmeros excelentes profissionais que não concluíram curso superior, ou o fizeram em um curso fora da área de Informática. Os bons profissionais atualmente conseguem facilmente se alocar pela meritocracia, pois o mercado é extremamente carente de bons profissionais. A auto-regulamentação do mercado separa os bons profissionais dos profissionais ruins.

Diploma como um fim: a regulamentação parte do pressuposto de que o diploma é um fim, e não um meio para que o sujeito se torne um bom profissional. Como se ao receber o diploma ele se tornasse um analista de sistemas competente. Todos que trabalham na área já conheceram profissionais com diploma que são completamente inaptos. Todos que trabalham na área já conheceram excelentes profissionais que não concluíram curso superior.

Peço humildemente aos senhores que não conhecem profundamente a área de Informática que não cometam esse enorme erro de regulamentar as profissões de Informática. Devemos buscar a competividade pro Brasil, e não outra reserva de mercado que só nos prejudicará. Vamos tomar como exemplo os países mais evoluídos na área, que têm excelente qualidade e competitividade sem regulamentação. Não à regulamentação e sim ao progresso!

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Como simular trabalho no estado

{ March 25th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Que funcionário público não trabalha é clichê antigo, agora simular trabalho torna a caricatura mais ridícula.

O site institucional do Governo do Estado do Ceará comemora a estatística de 1 milhão de acessos em 1 [um] mês:

Portal do Governo: mais de 1 milhão de acessos em um mês

Vamos aos fatos!

Prenúncio

O Mário Aragão postou no dia 25 de janeiro de 2009, matéria com o título “Pedágios nos sites do governo“, que explica a centralização – desnecessária – de acesso a todos os outros sites em um único ponto e já previa qual seria o uso:

“Talvez o idealizador dessa proeza chegue com o relatório de visitas no final do mês para o Governador e ele abra aquele sorriso, mas duvido que leve também o relatório de permanência e tempo dos visitantes no Portal.” Mário Aragão

Segundo a notícia do governo, os números coletados foram logo após essa mudança:

“Os dados coletados entre os dias 20 de fevereiro e 20 de março mostram que o número de acessos no período é superior a 1 milhão.” Portal do Governo

Engano e confusão

Segundo a matéria do estado ainda, eles não explicam que todos os acessos a quaisquer sites das secretarias são direcionados ao portal e o seguinte trecho ficou confuso por dar a entender que as pessoas entram direto no portal:

“Ainda de acordo com o relatório, 47,15% dos acesso foram tráfego direto, no qual o endereço é digitado na barra de endereços do navegador, 18,04% foram através de sites de referência, quando o internauta é redirecionado ao endereço e 34,81% são refentes a mecanismos de pesquisa, ou seja, quando o acesso foi feito através de sites de pesquisa.” Portal do Governo

Essas estatísticas não batem com a lógica, se todos os acessos aos outros sites são direcionados desde janeiro ao portal do governo, como só representam 18,04%?
Estranhíssimo, ainda mais por não demostrarem o crescimento em relação ao período anterior às mudanças.

Justificativa Furada

A justificativa como dito na matéria do governo não tem qualquer relação ao aumento no tráfego por causa do aumento de serviços e sim pelo redirecionamento inoportuno ao contribuinte que ao procurar um serviço público diretamente, tem seu acesso redirecionado.

Tente acessar o site da SEFAZ ou da SEPLAG – para citar duas das mais procuradas secretarias do estado – e comprove o que estou afirmando.

Espero que o governador descubra essa má-fé que pune o contribuinte para satisfação de burocratas que simulam eficiência.

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