Especificação ou implementação?

{ October 27th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

A primeira recomendação em qualquer ramo é sempre seguir a especificação, isso é válido para não cairmos em um dos piores anti-patterns que existe, o “Vendor Lock-in“. Na indústria do Software passamos por isso frequentemente e a estratégia de Embrace-Extend-Extinguish esteve bastante presente na história dos bancos de dados como exemplo disso.

Features proprietárias são sedutoras, antigamente usávamos grids com paginação no HTML com a propriedade datasrc na tag table, podíamos ler inclusive de arquivos XML. Isso muito antes de Ajax ou até do Firefox. Evidente que só funcionava no IE.

<XML ID="users">
<?xml version="1.0" ?>
<users>
	<user id="1" name="Christiano Milfont"/>
	<user id="2" name="Rafael Ponte"/>
</users>
</XML>
 
<TABLE DATASRC="#users">
<TR>
<TD><DIV DATAFLD="id"></DIV></TD>
<TD><DIV DATAFLD="name"></DIV></TD>
</TR>
</TABLE>

Com a popularização do Firefox e a necessidade das aplicações serem CrossBrowser, tivemos que nos adaptar às specs da W3C. Praticamente todas as aplicações WEB precisaram serem reescritas -algumas até hoje ainda só “rodam” no IE.

Usar uma Feature proprietária facilita, mas no final você pagará o preço da não interoperabilidade. Agora precisamos usar um Framework Ajax para fazermos coisas que antes era nativo. No IE tínhamos até DnD.

Especificação muito mais frágil do que as implementações nos força a criar uma “Isolation Layer” como solução de refactoring sem comprometer o sistema. Podemos então usar as features nos beneficiando do que a implementação tem a oferecer sem comprometermos o resultado final, o uso fica encapsulado na solução.

Especificação mal feita

O problema é quando a definição de uma especificação fica frágil o suficiente - por problemas políticos - para forçar um refactoring profundo na mudança entre implementações.

No CEJUG, ocorreu uma thread sobre problema com data na JPA, onde eu recomendei retirar a anotação @Temporal - que já tinha me dado trabalho anteriormente - e por “feeling” eu sabia que o problema era nessa anotação, mas nunca tinha pesquisado para saber o real porquê. Como quem ganhou dinheiro com Feeling no Brasil foi apenas Morris Albert - by Cardoso - eu dei uma pesquisada sobre isso e descobri que [como escrevei no email]:

From CMilfont
to discussao@cejug.dev.java.net
date Mon, Oct 27, 2008 at 9:54 AM
subject Re: [cejug-discussao] problema com data

Dei uma pesquisada e a conclusão que cheguei é:
A spec determina que propriedades do tipo Date e Calendar [util java] devem ter a anotação @Temporal.
TopLink obriga, se não tiver lança uma exceção ValidationException [pelo menos foi o que vi na documentação dele, não cheguei a testar].
Hibernate é opcional, mas se você colocar ele devolve uma instância de Calendar, porque entende que a data é completa [como Timestamp] mesmo dizendo que o tipo é Date - aqui entendo como uma falha e vi que as issues sobre isso no projeto já foram fechadas, os últimos builds devem ter consertado, ou não.
A spec não diz que deve lançar exception mesmo dizendo “must be” então o Oracle TopLink assumiu essa responsabilidade.
Claro que essas funcionalidades devem também mudar de build para build então podem ter diferenças nas versões de builds entre os próprios implementadores, como Hibernate e TopLink mudarem da versão x.x.1 para x.x.3 por exemplo.
Coisas de spec mal escrita, JPA tem que ser urgente revista, os capítulos ficam muito ambiguos, tem trechos que você fica bastante confuso, diferente de specs como da JSE que é bastante clara.

O problema disso é que não dá para encapsular a diferença entre as implementações porque o uso dessa anotação é incompatível entre dois desses implementadores.

Outro problema da JPA é a falta de elementos básicos que um ORM deve implementar - como a Criteria - impossibilitando a troca de implementações com um simples refactoring. Tudo bem que em um Domain Model você tem como - e deve - isolar essa diferença entre Engines ORM mas em termos de Refactoring da aplicação no geral, ter que reescrever todas as buscas de uma aplicação porque a Engine não suporta Criteria pode não afetar o modelo mais trará um prejuízo enorme.

Como o Hibernate é OpenSource, maduro e anos-luz à frente até da nova especificação de JPA 2.0, a escolha dele pelos profissionais experientes é a mais adequada. Spring, é outra solução ao JEE sem EJB que permanece como indicação desde o livro do Rod Johson de 2004 que era ainda sobre EJB2, recomendava o uso de JEE sem EJB e apresentou o Spring oficialmente ao mundo. Apesar de que Spring e EJB3 estarem bem nivelados hoje em dia, Spring ainda leva uma certa vantagem, ainda mais pela maturidade e semrpe estar nos trilhos corretos, coisa que o EJB está se ajustando aos trancos e barrancos.

Em regra eu sempre recomendo o uso de especificações, mas em determinados pontos a especificação é desaconselhada e o uso direto da implementação tem suporte mais adequado. Não temos o poder de sempre escolhermos as ferramentas mais adequadas, muitas vezes a política impera - como nos órgãos públicos que são obrigados a usarem Oracle ou IBM por imposição governamental feita em um escritório na Casa Civil.

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Firefox 3 - Download Day 2008

{ May 30th, 2008 }


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Autor: cmilfont

Download Day 2008

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Windows ainda é mais melhor do que Linux

{ May 26th, 2008 }


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Autor: cmilfont

Linux tem uma curva alta de aprendizagem, Linux não tem suporte oficial, com Linux você não acessa velhos arquivos ou não pode compartilhar novos arquivos com outros,  Windows tem melhores softwares do que Linux, Linux não é seguro, os Softwares para Linux tem baixa qualidade, os Softwares para Linux estão sempre atrasados aos do Windows, com Linux você não tem garantia, a microsoft irá processá-lo por uso de patentes e por último o custo total de propriedade do Linux é mais alto do que do Windows.

Retratei no primeiro parágrafo 10 FUDs célebres. O título foi provocativo e chamativo para comprovar um experimento.

Eu não estou afirmando que o Windows é melhor do que Linux, quero deixar bem claro. Mas esse tipo de manchete é cotidiana em todos os meios de comunicações, é comum trazer na chamada algo que o artigo irá combater por exemplo, além do que a polêmica vende mais.

Porque fiz isso?

Após iniciar a leitura do “Extraordinary Popular Delusions & the Madness of Crowds” de Charles Mackay, venho imaginando como a internet massifica tanto a sabedoria quanto a loucura das massas. Basta um pequeno conjunto de fatores para os manipuladores criarem uma verdadeira bomba atômica.

Tenho observado que a teoria do Cardoso é verdadeira, de que maioria não lê um artigo inteiro, apenas o título e no máximo o primeiro parágrafo, já indo direto para os comentários caso o título desagrade sua forma de ver o mundo.

Dentro dessa realidade observei que muitos Freetards que supostamente defendem a liberdade são intolerantes e desejam a censura de tudo aquilo que não concordam. Não é de estranhar que me chamem de analfabeto por causa do título desse artigo. Portanto imaginei um formato para atacar esse nicho.

Como base nessas observações eu imaginei o formato desse Post para comprovar que:

  1. Poucos irão ler o artigo inteiro e chegar até aqui;
  2. Pessoas consideradas cultas (pelo menos por elas mesmas) podem se enquadrar no rol das salsinhas;
  3. Com prática você pode criar um modelo de manipulação das massas;
  4. Com um modelo você pode manipular facilmente a maioria e obter o que quiser com isso.

Vou ver se indexo esse post em algumas comunidades de Freetards e ver o que acontece.

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