MVC Model 3 e camadas

{ September 8th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Recebo muitos emails com dúvidas sobre as camadas no que denominei de Model 3 no artigo da revista Java Magazine, edição 54. Esse Post é para esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros no artigo.

Fiz um resumo da história do padrão MVC com base nesse artigo do Brian McCallister, e cometi o pecado inenarrável de misturar camadas e MVC na mesma descrição sem especificar claramente a diferença de um para o outro e separar na explicação onde entrava cada um dos conceitos na evolução até chegar no Model 3.

Não vou dar desculpas e a única coisa em minha defesa é que foi o primeiro artigo que, diga-se de passagem, passou por 8 revisões até chegar ao nível que a revista queria, tive que limar bastante e deixar a explicação fácil para iniciantes. Limei bastante, cortei muito e deixei uma parte confusa. Erro crucial que pago até hoje, porque muita gente entra em contato para entender melhor o que eu “quis” dizer.

MVC e Camadas

Sendo sucinto, deixando logo claro que MVC não tem a ver com camadas, são dois conceitos que se “completam” e se misturam frequentemente dependendo da situação. Tem uma excelente explicação sobre isso nesse artigo do Phillip “Shoes” Calçado. No Model 3 eu uso duas camadas físicas na implementação desse conceito, vamos a explicação.

O que é o Model 3

O Model 3 é conhecido nas listas de discussões de tecnologias WEB 2 como Model 2 + 1, alguém que não lembro propôs esse termo para o que estamos fazendo. Apelidei de Model 3 [2+1, criatividade heim!, sou foda nisso] para dizer que fui eu que criei o termo e fazer fama e sucesso, mas é mentira, isso já existe bastante tempo, inclusive não trouxe nenhuma tecnologia nova, apenas como organizar as coisas.

Significa que os Frameworks Model 2 são ajaxificados com Frameworks Javascript ou integrados com tecnologias RIA como XUL e Flex onde parte da responsabilidade de controle e toda a visão é transferida para o lado cliente, ou seja, a camada de apresentação [layer] inteira foge do lado servidor para a camada física [tier] cliente.

Onde entra as camadas e o MVC?

Observe na figura 1 que todo o processamento da camada de apresentação de uma aplicação usando um Framework Model 2 é realizado no lado servidor, em uma mesma camada física. No lado cliente só existe a exibição de uma página renderizada no formato HTML.
Model 2
Figura 1. Model 2.

Na figura 2 temos uma proposta de mudança para o processamento do Model 2, transferindo toda a apresentação para o lado cliente, com visão e parte do controle para uma tecnologia especialista nessa camada física.
Model 3
Figura 2. Separação em camadas do Model 3.

Há duas vantagens claras, melhor usabilidade por parte do usuário [quando bem construída a aplicação] e desafogamento do servidor em tarefas desnecessárias, como transformação em HTML.

Como construímos uma aplicação com Model 3?

Bem, uso DWR como cola entre as camadas físicas distintas, ele faz a transferência de entities de forma transparente na aplicação.

Para visão eu uso o ExtJS que assume toda a renderização na UI e, integrado ao DWR, coordena o controle da aplicação com uma usabilidade melhor do que a forma tradicional.

No lado servidor o Model segue Hibernate + Spring de forma tradicional usando o DWR como fachada entre o domínio e o controle com POJOS apenas.

Tanto na minha palestra quanto na do Handerson no último CCT, vi que muitos presentes não conhecem o DWR e pior, continuam usando Struts para desenvolvimento de novas aplicações. Nos próximos posts vou abordar mais profundamente esse aspecto do desenvolvimento WEB.

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DWR 3 em Junho

{ March 11th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Joe Walker anunciou recentemente em entrevista no InfoQ que em Junho será lançada a versão 3 do framework DWR, o mais poderoso framework Ajax na plataforma JAVA. Tão poderoso que o próprio InfoQ o usa nas features Ajax. Dentre as novidades destacamos algumas:

  • Offline Support (Google Gears and/or Dojo Offline);
  • TIBCO General Interface integration;
  • Aptana Jaxer integration;
  • Integration work with JMS;
  • OpenAjax Hub;
  • Support for asynchronous IO in Tomcat;
  • Support for JSON and Bayeux as transport protocols;
  • Tantas outras mais…

O DWR hoje está maduro o bastante para ser a referência para as outras plataformas, com essa nova versão ele trará um destaque a novas técnicas no lado servidor para suportar melhor o Ajax do lado cliente e mais robustez no Reverse Ajax.

Para os Early Adopters, já existem versões Milestones para quem tem coração forte e já quiser ir experimentando as novidades até o lançamento da release final em Junho.

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Ajax Crossbrowser no IE8 e FF3

{ March 9th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Uma confusão muito comum até em desenvolvedores profissionais é não saber que o objeto XHR segue o mesmo princípio de segurança do javascript e por isso não pode executar uma chamada remota a outro endereço que não o mesmo de onde o arquivo é chamado. Isso é chamado de “Same Domain Policy“.

A alternativa para contornar esse problema é usar a estratégia de Scripttag quando o recurso externo permite ou usar um script como proxy no servidor para buscar o recurso e devolver via Ajax. Existem outras formas mais porcas de fazer isso que nem merecem consideração.

O Firefox 3 vem com o recurso de XHR Crossbrowser, agora seguido do IE8. Sinceramente isso não muda nada a curto prazo, até termos as versões anteriores do FF e principalmente do IE aposentadas, teremos que contornar isso com as gambiarras de sempre.

O John Resig (Criador do JQuery) mostra nesse post como usar isso no FF3. Lembrando que isso só funciona no FF3 que ainda é beta.

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