Introdução ao Ext

{ June 29th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Eu trabalho com Extjs desde que ele era uma extensão para o YUI, ainda hoje há aplicação no ar usando essa antiga tecnologia [por problema causado por algum idiota, você provavelmente será redirecionado para outro site do governo, dá uma olhada no canto esquerdo superior e clique em "IR PARA A SEPLAG"]. Para ver o Extjs no tempo que ele se chamava ext-yui, vá no link de pesquisa avançada, preencha o input descrição em “dados da matéria” com “secretaria de cultura” por exemplo e clique no botão pesquisar.

Esse tutorial tem o objetivo de preparar o conhecimento para outros posts que estou escrevendo e achei necessário uma introdução apenas nos conceitos do Extjs para não confundir com as tecnologias que uso em conjunto como DWR ou no modelo REST com o RubyOnRails.

O Extjs é um framework javascript de propósito geral, ou seja, tem um conjunto de funcionalidades que tratam Ajax, um conjunto de Widgets bem elaborados [componentes visuais como Grid e TabPanel], manipulação de DOM [Document Object Model] e BOM [Browser Object Model], tratamento de eventos, animações como Fade In e Fade Out, parser de JSON, entre outras coisas. Seus componentes são construídos com técnicas modernas de orientação a objetos no javascript e manipulação de Scripttag para recursos remotos que não suportam Ajax.

Preparação

Após baixar e descompactar o framework [estou trabalhando na versão 2.x que é estável nessa data], recomendo que deixa a disposição das pastas conforme se encontra e coloque no seu projeto de forma que seja acessível via web, já vem com documentação e exemplos que você deve e vai usar durante o desenvolvimento. Temos a opção de montar o Extjs [marcando a opção "Make build available via CacheFly" ] no CacheFly como um servidor CDN para otimizar o tráfego de sua aplicação principalmente se ela será disponibilizada na internet e não apenas na intranet.

É necessário importar o CSS global, o adapter e o Javascript global conforme mostrado abaixo:

<link rel="stylesheet" type="text/css" href="/javascripts/ext-2.2.1/resources/css/ext-all.css" />
<script src="/javascripts/ext-2.2.1/adapter/ext/ext-base.js" type="text/javascript"></script>
<script src="/javascripts/ext-2.2.1/ext-all.js" type="text/javascript"></script>

Pode usar outros temas para o Extjs, estarão na pasta “resources/css“, assim como podemos internacionalizar os componentes com arquivos que se encontram em “build/locale“. Exemplo com o tema “Gray” e i18n em português do Brasil:

<link rel="stylesheet" type="text/css" href="/javascripts/ext-2.2.1/resources/css/ext-all.css" />
<link rel="stylesheet" type="text/css" href="/javascripts/ext-2.2.1/resources/css/xtheme-gray.css">
<script type="text/javascript" src="/javascripts/ext-2.2.1/adapter/ext/ext-base.js"></script>
<script type="text/javascript" src="/javascripts/ext-2.2.1/ext-all.js"></script>
<script type="text/javascript" src="/javascripts/ext-2.2.1/build/locale/ext-lang-pt_BR-min.js"></script>

Internacionalização é algo pensado no Extjs de forma a facilitar a criação de arquivos de linguagem aproveitando a estrutura da linguagem [dinâmica e fracamente tipada], todas as propriedades de mensagens e textos são públicas para facilitar a reescrita como mostrado abaixo na i18n do componente de DataPicker:

if(Ext.DatePicker){
   Ext.apply(Ext.DatePicker.prototype, {
      todayText         : "Hoje",
      minText           : "Esta data &eacute; anterior a menor data",
      maxText           : "Esta data &eacute; posterior a maior data",
      disabledDaysText  : "",
      disabledDatesText : "",
      monthNames        : Date.monthNames,
      dayNames          : Date.dayNames,
      nextText          : 'Pr&oacute;ximo M&ecirc;s (Control+Direita)',
      prevText          : 'M&ecirc;s Anterior (Control+Esquerda)',
      monthYearText     : 'Escolha um M&ecirc;s (Control+Cima/Baixo para mover entre os anos)',
      todayTip          : "{0} (Espa&ccedil;o)",
      format            : "d/m/Y",
      okText            : "&#160;OK&#160;",
      cancelText        : "Cancelar",
      startDay          : 0
   });
}

Se você usar o CacheFly gerado pela página do Extjs, ele incluir o adapter e o global em um mesmo arquivo, vai ser algo como:

<link rel="stylesheet" type="text/css" href="http://extjs.cachefly.net/ext-2.2.1/resources/css/ext-all.css">
<link rel="stylesheet" type="text/css" href="http://extjs.cachefly.net/ext-2.2.1/resources/css/xtheme-gray.css">
<script type="text/javascript" src="http://extjs.cachefly.net/builds/ext-cdn-771.js"></script>

Adapter

Quando o Extjs passou a ser um framework independente do YUI, passou a adotar outros frameworks como base para funções básicas de manipulação de DOM e Ajax, hoje suporta trabalhar em conjunto com YUI, JQuery, Prototype e totalmente independente. Se o projeto já tem Jquery ou outro framework que trabalha com o Extjs, a utilização dos dois é muito fácil e indicada, principalmente para usar os widgets que são provavelmente os mais poderosos hoje em dia em um framework opensource.

//Exemplos de adapters permitidos
<script type="text/javascript" src="/javascripts/ext-2.2.1/adapter/ext/ext-base.js"></script>
<script type="text/javascript" src="/javascripts/ext-2.2.1/adapter/jquery/ext-jquery-adapter.js"></script>

Widgets

O principal apelo do Extjs que conquista os desenvolvedores é o layout bem trabalhado dos componentes visuais que são de fácil parametrização. Basicamente todos os componentes funcionam da mesma forma, você o instancia passando um objeto literal de configuração com mostrado abaixo:

//Exemplo do grid
var grid  = new Ext.grid.GridPanel({
autoShow:true, width:750,height:250 //mais parametros 
});
//Exemplo de uma Window
var window = new Ext.Window({
autoShow:true, width:750,height:250 //mais parametros 
});
//Exemplo de um Painel
var panel = new Ext.Panel({
autoShow:true, width:750,height:250 //mais parametros 
});

Vamos usar o GRID para exemplificar como trabalhamos com o Extjs, o mesmo comportamente se repete em todos os componentes.
A documentação do Extjs é muito bem feita e praticamente vai ser a única coisa que você vai precisar depois de entender como os componentes são formados, afinal não vale a pena decorar todas as propriedades de todos os componentes, concentre-se apenas em entender os conceitos.

A GRID é o Widget mais famoso desse framework e é formado basicamente por um objeto “Ext.data.Store” [que é a fonte de dados da GRID] e um objeto “Ext.grid.ColumnModel” [que é a definição das colunas], como mostrado abaixo:

var grid  = new Ext.grid.GridPanel({
    autoShow:true, width:750,height:250, //parametros de configuração de layout
    cm: new Ext.grid.ColumnModel({/*configuração*/}),
    store: new Ext.data.Store({}), //Ou especialização de um Store
    sm: new Ext.grid.RowSelectionModel({singleSelect:true}), //ou outra especialização de um AbstractSelectionModel
});

O objeto ColumnModel é a definição de colunas do Grid, possui propriedades para definição de layout como largura e altura, título da coluna como vai ser exibida e formatação do texto:

var colModel = new Ext.grid.ColumnModel([
    { header: "Ticker", width: 60, sortable: true},
    { header: "Company Name", width: 150, sortable: true},
    { header: "Market Cap.", width: 100, sortable: true},
    { header: "$ Sales", width: 100, sortable: true, renderer: money},
    { header: "Employees", width: 100, sortable: true, resizable: false}
 ]);

A propriedade cm [ColumnModel] pode ser também substituída pela propriedade “columns” que funciona como um “alias”, dessa forma o Grid cria automaticamente um objeto ColumnModel:

var grid = new Ext.grid.GridPanel({
    columns: [
        {id:'id', header: "id", width: 200, sortable: true, dataIndex: 'id'},
        {header: "Nome", width: 120, sortable: true, dataIndex: 'name'}
    ]
});

Caso haja necessidade de formatar o conteúdo da célula, você pode usar uma função como “renderer” para tratar esse conteúdo:

var grid = new Ext.grid.GridPanel({
    columns: [
        {id:'id', header: "id", width: 200, sortable: true, dataIndex: 'id'},
        {header: "Nome", width: 120, sortable: true, dataIndex: 'name'},
        {header: "Criado em", width: 135, sortable: true, renderer: function(value) {
                    return Date.parseDate(value, 'Y-m-d\\TH:i:s\\Z').format('d/m/Y H:i:s');
                    //2009-06-14T12:51:07Z
        }, dataIndex: 'created_at'}
    ]
});

A propriedade “store” da GRID é uma especialização do componente “Ext.data.Store” que é formado basicamente por um “proxy” e um “reader“:

var store = new Ext.data.Store({
    proxy: new Ext.data.DataProxy(), //ou uma especialização
    reader: new Ext.data.DataReader() //ou uma especialização
});

O “proxy” é o componente que obterá os dados e o “reader” o componente que fará a leitura desses dados para um formato comum a todos os componentes do Extjs na forma de um objeto denominado “Ext.data.Record“. O objeto “Record” representa um registro de dados e é usado seja para GRID, para um Form ou qualquer componente que trabalhe com dados editáveis.

Dessa forma podemos usar uma combinação de Proxy e Reader como HttpProxy e JsonReader:

var store = new Ext.data.Store({
    proxy: new Ext.data.HttpProxy({
        url: 'projects.json'
    }),
    reader: new Ext.data.JsonReader({
        totalProperty:'total',
        root:'results',id:'id'
    }, Ext.data.Record.create([
        {name:'id', mapping:'id'},
        {name:'name', mapping:'name'},
        {name:'created_at', mapping:'created_at'},
        {name:'updated_at', mapping:'updated_at'}
    ]))
});

Devido o costume do uso do HttpProxy, o componente Store possui uma propriedade chamada “url” que estando presente cria um HttpProxy automaticamente como mostrado abaixo:

var store = new Ext.data.Store({
    url: 'projects.json',
    reader: new Ext.data.JsonReader({
        totalProperty:'total',
        root:'results',id:'id'
    }, Ext.data.Record.create([
        {name:'id', mapping:'id'},
        {name:'name', mapping:'name'},
        {name:'created_at', mapping:'created_at'},
        {name:'updated_at', mapping:'updated_at'}
    ]))
});

O objeto “Reader” é o único que foge um pouco a regra de instanciação por receber dois parâmetros, um similar aos outros com um objeto literal de configuração e outro com o mapeamento dos dados. O objeto de configuração tem duas propriedades de que representam o total e a lista de dados. O objeto de mapeamento usa um método “estático” do objeto Record para criar um link entre a propriedade do json [com a propriedade "mapping"] e o índice interno do Record [pela propriedade "name"].

 new Ext.data.JsonReader({
        totalProperty:'total',
        root:'results',id:'id'
    }, Ext.data.Record.create([
        {name:'id', mapping:'id'},
        {name:'name', mapping:'name'},
        {name:'created_at', mapping:'created_at'},
        {name:'updated_at', mapping:'updated_at'}
    ]))

Dessa forma você tem um link entre o ColumnName pela propriedade dataIndex e o Store por meio do Reader, como abaixo:

Ext.data.Record.create([
         {name:'nome_linkado', mapping:'name'}
    ])
//
 columns: [
        {header: "Nome", width: 120, sortable: true, dataIndex: 'nome_linkado'}
    ]

Para melhorar a navegação da GRID, você pode também acrescentar um componente de Toolbar no header ou no footer:

var grid  = new Ext.grid.GridPanel({
    autoShow:true, width:750,height:250, //parametros de configuração de layout
    cm: new Ext.grid.ColumnModel({/*configuração*/}),
    store: new Ext.data.Store({}), //Ou especialização de um Store
    sm: new Ext.grid.RowSelectionModel({singleSelect:true}),
    bbar: new Ext.Toolbar(), //Bottom Toolbar
    tbar: new Ext.Toolbar() //Top Toolbar
});

A Toolbar mais usada é sua especialização com paginação, a Ext.PagingToolbar que necessita ser linkada com o Store:

new Ext.PagingToolbar({
    pageSize:10, //propriedade opcional, default é 20
    store: store
})

A PagingToolbar é I18n, mas se as mensagens não agradarem você pode mudá-las [eu sempre faço]:

new Ext.PagingToolbar({
    pageSize:10,store: store,
    displayInfo: true,	
    displayMsg: 'Exibindo o resultado: {0} a {1} de {2} registros',
    emptyMsg: "Sem resultados a exibir"
})

Uma coisa bacana nesse componente é que você pode agrupar botões [já que é uma Toolbar] e até padronizar o layout:

new Ext.PagingToolbar({
    pageSize:10,store: store,
    displayInfo: true,	
    displayMsg: 'Exibindo o resultado: {0} a {1} de {2} registros',
    emptyMsg: "Sem resultados a exibir",
    items: ['-', {
        pressed: true,enableToggle: true,text: 'Alterar',
        toggleHandler: function(){}
    }, {
        pressed: true,enableToggle: true,text: 'Excluir',
        toggleHandler: function(){}
	}]
})

Código da GRID inteira:

 
var store = new Ext.data.Store({
    proxy: new Ext.data.HttpProxy({
        url: 'projects.json'
    }),
    reader: new Ext.data.JsonReader({
        totalProperty:'total',
        root:'results',id:'id'
    }, Ext.data.Record.create([
        {name:'id', mapping:'id'},
        {name:'name', mapping:'name'},
        {name:'created_at', mapping:'created_at'},
        {name:'updated_at', mapping:'updated_at'}
    ]))
});
 
var colModel = new Ext.grid.ColumnModel([
    {id:'id', header: "id", width: 200, sortable: true, dataIndex: 'id'},
    {header: "Nome", width: 120, sortable: true, dataIndex: 'name'},
    {header: "Criado em", width: 135, sortable: true, 
        renderer: function(value) {
          return Date.parseDate(value, 'Y-m-d\\TH:i:s\\Z').format('d/m/Y H:i:s');
 
    }, dataIndex: 'created_at'}
 ]);
 
var pagingToolbar = new Ext.PagingToolbar({
    pageSize:10,store: store,
    displayInfo: true,	
    displayMsg: 'Exibindo o resultado: {0} a {1} de {2} registros',
    emptyMsg: "Sem resultados a exibir",
    items: ['-', {
        pressed: true,enableToggle: true,text: 'Alterar',
        toggleHandler: function(){}
    }, {
        pressed: true,enableToggle: true,text: 'Excluir',
        toggleHandler: function(){}
	}]
});
 
var grid  = new Ext.grid.GridPanel({
    autoShow:true, width:750,height:250,
    cm: colModel,
    store: store,
    sm: new Ext.grid.RowSelectionModel({singleSelect:true}),
    bbar: pagingToolbar
});

Como eu falei, todos os componentes possuem o mesmo comportamento, notaram que dá para aproveitar esse código semelhante e reaproveitar em todos os CRUDs?
Vou falando de um por um de acordo com os posts que forem saindo, aguardem que o próximo sai logo… ou não.

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Resumo javascript – Jan 2008

{ January 31st, 2008 }


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Autor: cmilfont

Tudo que escrevi de relevante sobre javascript aqui, detalhe para o excelente tutorial no último link.

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Herança no Javascript

{ January 5th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Herança é capacidade de um objeto reusar (herdar) os métodos e propriedades de outro objeto. O modelo de orientação a objetos baseado em protótipos, estabelece que um objeto serve de “molde” ou “base” (protótipo) para outro e a linguagem javascript adiciona a propriedade global “instanceof” para definir se um objeto “é” do mesmo tipo do objeto base (protótipo). Para implementar a herança, voce define um objeto base (protótipo) que fornecerá as características aos outros objetos.

Todos os objetos definidos pelo desenvolvedor são candidatos a objeto base. Como medida de segurança as classes Native e Host não estão eleitos a servirem como objetos base.

Selecionado o objeto base, agora voce pode criar os objetos que herdarão e modificarão o objeto base conforme os requisitos. Os objetos filhos criados pelo desenvolvedor herdam todas as propriedades e métodos do objeto base, incluindo o construtor e as implementações de métodos. Lembrando que todas as propriedades e métodos são públicos, então os objetos podem acessá-los diretamente. Esses objetos podem adicionar novas propriedades e métodos não presentes no objeto base ou reescrever com novas implementações.

Keyword This

A palavra chave This faz referência ao escopo do objeto onde ela está sendo chamada.

Como o uso do This no ECMAScript existe a possibilidade de emular os escopos privados usando a palavra chave var, já que por default a linguagem só conhece o escopo público.

function objetoY()  {
    var variavel_privada = "Essa variável é privada";
    this.variavel_publica = "Essa variável é pública";
}

Nesse código a variável denominada “variavel_privada” não é propriedade do objeto “objetoY” e sim uma propriedade local ao contexto desse objeto, simulando assim uma variável privada já que outros contextos não terão acesso a ela, apenas métodos e propriedades internas ao objeto, enquanto a propriedade “variavel_publica” faz parte do objeto e é de escopo público.

Herança via Object masquerading

É uma estratégia que emula a herança, um construtor associa todas as propriedades e métodos (com o paradigma de declaração de Construtor) usando a keyword “this” para o contexto interno do qual foi referenciado. Porque o construtor é como uma função, voce pode montar o construtor de um objeto “A” dentro de um método de um objeto “B” e chamá-lo. O objeto “B” então recebe as propriedades e métodos definidos no construtor de “A” porque o this agora aponta para o contexto do novo objeto.

Cria o objeto que servirá de base:

function A(sColor) {
    this.color = sColor;
    this.sayColor = function () {
        alert(this.color);
    };
}

Agora eu crio o objeto chamado de “B” que herdará de “A”, quando eu chamo o objeto “A”, ele é referenciado ao contexto interno e o “this” passa a pertencer a “B”:

function B(sColor, sName) {
    this.newMethod = A;
    this.newMethod(sColor);
    delete this.newMethod;
    this.name = sName;
    this.sayName = function () {
        alert(this.name);
    };
}

Ao executar essas sentenças:

var objA = new ClassA('red');
var objB = new ClassB('blue', 'Nicholas');
objA.sayColor(); //outputs 'red'
objB.sayColor(); //outputs 'blue'
objB.sayName(); //outputs 'Nicholas'
alert(objB instanceof A ); //false
alert(objB instanceof B ); //true

Temos as mesmas chamadas de A em B com emulação completa da herança.

Como perceberam, Object Masquerading suporta a implementação de múltipla herança, mas como se trata de uma estratégia de emulação, essa abordagem não define o tipo do objeto que herda semelhante aos tipos herdados e portanto falha ao tentar comparar pelo “instanceof“.

Herança via métodos call() e apply()

Os métodos globais call e apply (que todo objeto herda do objeto Global) são estratégias semelhantes ao “Object Masquerading” e importam o contexto de um objeto ao outro.

call(Objeto, argumento1, argumento2, ...)
apply(Objeto, array-de-argumentos)

Se diferenciam somente no quesito que se refere aos parâmetros passados, onde o método call recebe uma sequencia de parâmetros, enquanto o método apply recebe um array de parâmetros.

function nome(sPrefixo, sSufixo) {
    alert(sPrefixo + this.parametro_interno + sSufixo);
};
var obj = new Object();
obj.parametro_interno = 'Milfont';
nome.call(obj, 'O ', ' é o mais elegante. ');

Observe que nesse exemplo a função “nome” está definida fora do objeto “obj” e associa a propriedade parametro_interno a seu próprio contexto, utilizamos o método call para passar o objeto “obj” ao contexto da função “nome” e a sequência de parâmetros esperados pelo seu construtor.

A função apply se comporta da mesma maneira e difere apenas na execução:

nome.apply(obj, new Array('O ', ' é o mais elegante. '));

Ao invés de passar os parâmetros em sequência, passamos um array com a sequência desses parâmetros.

A vantagem do método apply é que toda função tem uma propriedade chamada arguments que herda do objeto Global e facilita a implementação:

function A(sNome) {
    this.nome = sNome;
    this.digaNome = function () {
        alert(this.nome);
    };
}
 
function B(sNome, sName) {
    A.apply(this, arguments);
    this.sobrenome = sName;
    this.digaSobrenome = function () {
        alert(this.sobrenome);
    };
}

Aqui temos dentro da função “B” a chamada de “A” passando pelo método apply o contexto de “B” para o interior da função “A”, observe que repassa a propriedade arguments que é um array de argumentos recebidos.

Executando, teríamos:

var objA = new A('martins');
var objB = new B('Christiano', 'milfont');
objA.digaNome();  // 'martins'
objB.digaNome();  // 'Christiano'
objB.digaSobrenome(); // 'milfont'

Herança via Prototype

A forma de herança atualmente reconhecida pela especificação é a cadeia de protótipos ou Prototype chaining. Utilizando a propriedade prototype que todos os objetos herdam de Global, voce associa o contexto (métodos e propriedades) a outro objeto e o qualifica a ser do mesmo tipo do objeto que ele está recebendo.

function A() {}
A.prototype.nome = 'red';
A.prototype.digaNome = function () {
    alert(this.nome);
};
function B() {}
B.prototype = new A();

Aqui a função B recebe todos os métodos e propriedades de A e passa a ser do tipo dela, executando teríamos:

var objA = new A();
var objB = new B();
objA.nome = 'martins';
objB.nome = 'Christiano';
objA.digaNome(); // martins
objB.digaNome(); // Christiano
 
alert(objB instanceof A); // true
alert(objB instanceof B); // true

Formas híbridas podem ser usadas, mesclando esses métodos na construção dos objetos.

Multipla herança

Algumas linguagens orientadas a objetos habilitam o suporte à múltipla herança. Que é a capacidade de um objeto herdar as propriedades (métodos e atributos) de mais de um objeto. Além que esse objeto passa a ser da espécie dos objetos que ele herda, como por exemplo:

function Passaro(){
    this.nome = 'papagaio';
}
function Produto(){
    this.valor = 'R$10,00';
}
 
Passaro.prototype = new Produto;
Passaro.prototype.imprimir = function(){ 
    return this.valor + ' - ' + this.nome;
}

Uma classe PetStore poderia realizar um teste se o periquito é dos tipos Produto e Passaro para aplicar medicamento adequado à espécie por exemplo, esse tipo de construção é comum em linguagens como C, é simulado em Java por meio de interfaces.

var passaro = new Passaro();
alert(passaro instanceof (Produto)); // saida: true
alert(passaro instanceof (Passaro)); // saida: true
alert(passaro.imprimir()); // saida: "R$10,00 - papagaio"

Javascript não suporta múltipla herança pelo método de prototype que é o método que define o tipo do objeto, existe entretanto como contornar isso, um exemplo é a biblioteca zInherit (http://www.nczonline.net/downloads/) de Nicholas C. Zakas (http://www.nczonline.net/writing/), autor dos excelentes livros “Professional Ajax” e “Professional JavaScript for Web Developers”.

Esse script acrescenta os métodos inheritFrom e instanceOf ao objeto nativo Object.

function Biologia(){
    this.reino = 'animal';
}
function Produto(){
    this.valor = 'R$10,00';
}
function Passaro(){
    Produto.apply(this);
    Biologia.apply(this);
    this.nome = 'periquito';
}
 
Passaro.prototype.inheritFrom(Produto);
Passaro.prototype.inheritFrom(Biologia);
Passaro.prototype.imprimir = function(){
    return this.reino + ' - ' + this.valor + ' - ' + this.nome;
}
 
var passaro = new Passaro();
alert(passaro.instanceOf(Produto)); //saida : true
alert(passaro.instanceOf(Biologia)); //saida : true
alert(passaro instanceof (Passaro)); //saida : true
alert(passaro.imprimir()); // saida: "animal - R$10,00 - papagaio"

O metodo apply() habilita a aplicar um método de outro objeto no contexto de um objeto diferente.

Os frameworks modernos como ExtJS e YUI tem suas formas de implementarem a múltipla herança. Uma das formas mais utilizadas pelos Frameworks Ajax é copiarem os métodos e variáveis de um protótipo ao objeto que herdará.

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