Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das coxilhas!
Sai de meus pagos em louca arrancada!
— Pra quê?
— Pra nada!
Poema Gaúcho do poeta pernambucano Ascenso Ferreira.
O SEI publicou uma nota sobre CMMi e Agile e causou um certo frisson em membros de “listas de discussões agiles”.
O que muda? nada, absolutamente nada. Pelo menos para o mundo agile continua a mesma coisa, não só temos de lutar contra o mundo de terno como o pessoal do Jeans já está lutando entre si.
O SEI está vendo que perdeu a batalha e agora quer liderar essa nova “era agile”.
Agile é possivel com CMMi?
Nunca, porque a cultura deles valoriza mais os itens a direita do manifesto ágil, é da essência.
Mas vão tentar especificar um “burro”, podem ter certeza.
A mistura de um jumento[jumenta] com cavalo[égua] nasce um burro[mula], ser híbrido mas ESTÉRIL. Muito bom para trabalhos pesados [já que o jumento tem resistencia] e com mais velocidade [que o cavalo possui] mas que não pode gerar filhos. A mesma analogia pode ser aplicada a mistura de duas culturas antagônicas.
Quem promove essas bobagens são charlatões que saíram do mundo do terno e caíram no mundo do Jeans por pressão e querem se sentir com capacidade de liderar novamente, para isso precisam controlar e guiar a cultura do Jeans já que é contra sua essência assumir que um “Recurso Humano” [que para nós se chama gente ou pessoa] tem mais valor do que um processo por exemplo.
Essa turma não consegue entender a cultura que propiciou o manifesto ágil e abraçou - desvirtuando - alguns métodos, entre eles o Scrum, que apelidei desde o ano passado de “RUP de Jeans”.
Observe que o software funcionando foi abandonado em prol do discurso de “gestão”, “venda da imagem”, “governabilidade” e todas as Buzzwords importadas - [trazidas?] - do mundo de terno.
XP é radical
Noto que o pessoal FuDiDo está em luta aberta contra o XP, tudo bem que FDD sempre esteve à sombra até do Scrum, mas esse tipo de abordagem é idiota e irracional, com argumentos do tipo: “XP é um nome agressivo”, “Práticas de engenharia do XP são restritivas e difíceis de adotar”, “XP não tem governança de projeto”, “XP não tem controle de riscos, prazos”, “Whatever”.
Idiotice tem limites e todos os limites já estão estourados. Esse tipo de argumentação é somada com os preconceitos clássicos de que: “agile não dá certo em projetos grandes”, “equipes remotas perdem toda a comunicação”, “não tem documentação”, “é anarquia”, … e se confundem.
Essa nota do SEI me lembrou da Questão Christie, o que eles querem? Um pedido de desculpas por terem enterrado sua cultura na lata do lixo da história? Vão impor sua força para controlar o mundico agile?
Ágil não dava errado em projetos grandes? As falácias estão perdendo força?
Vamos esperar qual o próximo capítulo.
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