Defesa Tardia do RUP

Eu ia escrever um post gigantesco sobre o porquê do RUP ter morrido mas vou tentar ir direto pro cerne da questão. Ultimamente eu vejo muita gente dizer que RUP não deu certo por culpa humana e que só existem 3 caras no Brasil inteiro que entendem como a mágina do RUP funciona, entre outros argumentos desse estilo.

É muito fácil defender RUP hoje em dia depois de toda evolução do mercado [que diga-se de passagem o RUP só ajudou sendo a antítese do caminho correto], duvido que esses 3 únicos caras que supostamente conhecem a pedra filosofal do RUP fizessem o que fazem [ou devem fazer] hoje antes desses últimos 15 anos de discussão e experimento ágil.

É difícil imaginar que Kent Beck, Martin Fowler e tantos outros que começaram a propagar o agilismo após o manifesto ágil não conhececem RUP a ponto de,  como os defensores atuais do RUP afirmam: “renomearam práticas antigas com nomes novos”.

Meus caros, práticas não são o coração do agilismo, são os valores e princípios. RUP sempre valorizou os itens à direita em detrimento aos itens à esquerda no manifesto ágil, então não me venham com essa de que seguir o plano nunca foi prioritário do RUP. RUP é uma metodologia que não deu certo porque foi uma tentativa de taylorizar o desenvolvimento de software.

ps. Notaram que não linkei nada? Preguiça de responder esse tipo de coisa.

4 thoughts on “Defesa Tardia do RUP

  1. Leonardo Eloy

    Isso só mostra que todas as práticas, valores, metodologias e indo um pouco mais além e incluindo aí também frameworks ou bibliotecas, que de alguma forma vão de encontro com o caminho natural do desenvolvimento – não ter entraves – vão encontrar um fim agonizante, seja em 2012 ou após o tsunami em Fortaleza.

    E deixem o futuro falar mais alto.

  2. Roberto GM

    Desculpe, mas achei seu post extremamente simples, sem argumentos pra nenhum lado, e sem considerações técnicas a respeito de um ou outro.
    Gostaria de ver algo deste genero.
    Ou seja, extremamente radical contra um e a favor de outro.
    E por essas e outras que concordo com o Yoshima sobre os riscos futuros das práticas ágeis no Brasil.
    Muita gente fala mal do RUP sem ao menos ter trabalhado com ele (não sei se é o seu caso), sem ao menos conhecê-lo a fundo.
    Aliás, muita gente já participou de projetos com RUP sem ao menos perceber ou ser “cutucado” por algum colega, que aquele projeto feito em RUP era na verdade um Waterfall disfarçado. E daí ficam com a impressão errônea, e acabam radicalizando.
    É muito fácil olhar uns “desenhos a la diagramas” de um e de outro e dizer que entende como funciona.
    Enfim, como me disse a muito tempo atrás um professor de pós que tive, e um respeitável escritor de livros sobre o assunto, tome muito cuidado com a confusão que quase todos cometem. Não confunda metodologia com modelo com framework com processo, etc.
    São coisas distintas !
    É o mesmo que vejo alguns “agilistas” com comentários sobre o PMBOK…. não sabem o que dizem, não o conhecem, não entendem o conceito de “corpo de conhecimento” e simplesmente o ignoram e dizem que para software ele é o Gantt encarnado, representa o Waterfall, e por aí vai.
    Enquanto isso grandes gerentes de projeto usam algumas das suas características em processos ágeis.
    Enfim, novamente não conheço sobre sua experiência, e gostaria de argumentos mais técnicos e profundos a respeito, quando puderes.
    Saudações

  3. cmilfont Post author

    #Roberto GM

    “Desculpe, mas achei seu post extremamente simples, sem argumentos pra nenhum lado, e sem considerações técnicas a respeito de um ou outro.”

    Se voce ler com atenção eu deixei bem claro que não é na parte técnica simplesmente que há diferença entre agile, rup ou cascata.

    “E por essas e outras que concordo com o Yoshima sobre os riscos futuros das práticas ágeis no Brasil.”

    Eu estou preocupado são com os riscos presentes e não futuros.

    “Muita gente fala mal do RUP sem ao menos ter trabalhado com ele (não sei se é o seu caso), sem ao menos conhecê-lo a fundo.”

    Independente se eu trabalhei ou não, alguém tem que ser alcoolatra para falar sobre como o alcool faz mal?

    “Aliás, muita gente já participou de projetos com RUP sem ao menos perceber ou ser “cutucado” por algum colega, que aquele projeto feito em RUP era na verdade um Waterfall disfarçado.”

    Esse tipo de raciocinio que combato hoje em dia, é sempre no estilo: “Eu que sei implantar whatever, a culpa foi de fulano que não sabia, voces tiveram azar” e assim vamos vendendo consultoria e substituindo os mesmos vicios com nomes diferentes.

    “É muito fácil olhar uns “desenhos a la diagramas” de um e de outro e dizer que entende como funciona.”

    Se voce perceber e ler com atenção as práticas não tem importancia, falo mais abaixo:

    “É o mesmo que vejo alguns “agilistas” com comentários sobre o PMBOK…. não sabem o que dizem, não o conhecem, não entendem o conceito de “corpo de conhecimento” e simplesmente o ignoram e dizem que para software ele é o Gantt encarnado, representa o Waterfall, e por aí vai.”

    O pior mesmo é considerar PMBOK ou qualquer metodologia no mesmo nivel de metodologias de desenvolvimento, já falei sobre isso em outro post http://www.milfont.org/tech/2009/03/14/pmbok-de-jeans/

    “Enquanto isso grandes gerentes de projeto usam algumas das suas características em processos ágeis.”

    Bem, não sei o que gerente de projetos quer se intrometendo em atividades do time já que não há responsabilidade nem ação alguma que um gerente possa fazer em relação a desenvolvimento, o corpo de atuação dele é de um nivel mais exterior. Esse é outro problema, considerar metodologias ageis como ter relação a gerencia de projetos. Outro post sobre isso http://www.milfont.org/tech/2008/09/25/gerentes-de-projetos-nao-sao-tecnicos/

    “Enfim, novamente não conheço sobre sua experiência, e gostaria de argumentos mais técnicos e profundos a respeito, quando puderes.”

    Como eu deixei claro no texto, a unica diferença entre UP e Agile está nos principios e valores, qualquer pratica de agile pode ser introduzida no UP e vice-versa, esse não é o foco. Enquanto não entender que a diferença entre esquerda e direita no manifesto é o que pauta a diferença entre os modelos vamos ficar eternamente nesse tipo de discussão.

    Saudações

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