3, o número mágico

{ June 11th, 2012 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Existe uma tribo nativa brasileira que desafia as teorias linguísticas de Chomsky. Existia a suposição de que esses nativos contavam apenas 1, 2 e muitos (para representar a quantidade a partir de 3), suspeita-se agora de que as palavras que representavam o número “um” é uma variação entre 1 e 4 (quem sabe o 3 como a primeira tese), a palavra que supostamente representava o “dois” outra variação até cerca de 10 e o “muitos” para algo realmente grande.

De qualquer forma, observe que o 3 é um limitante de grandeza intermediária entre o suposto “um” e “muitos” dos nativos.

Em recente estudo, o professor Michael Siegal investigou que bebês de até 18 meses compreendem a contagem até 3 e que conseguem compreender grandeza.

Não lembro se foram os criadores do Digg ou da 37 Signals que apresentaram há um tempo [não achei os slides no meu delicious] que se baseiam em 3 funcionalidades para trabalhar um produto mínimo, isso até ficou muito popular no meio dos criadores de Startup.

Desde a regra de três para reconhecimento de um padrão à 3 A (Arrange-Act-Assert) que esse número parece limitar uma espécie de contagem natural segundo as próprias teorias de Chomsky nas quais a capacidade de contar é inata do ser humano.

De qualquer forma já há algum tempo esse número me persegue nas minhas suposições, meio a esses fatos que podem não ter relação alguma e serem apenas coincidências eu trabalhei em um projeto o experimento de limitar a 3 o tamanho de uma funcionalidade.

Misturando esses fatos à abordagem da Pivotal Labs de limitar o tamanho máximo a 8 pontos popularizado no Pivotal Tracker.

Segundo a Pivotal, a partir de 8 pontos tudo é um grande chute e as pessoas já não fazem idéia do que é necessário para realizar determinada feature ou tarefa. Com base na minha suposição eu acredito que esse número deve cair a 3, justamente por entender que esse é o limitante da contagem natural e portando qualquer tarefa que ultrapassar tem que ser dividida.

Ainda não tenho dados sólidos para apresentar, é apenas um esboço de suposição, meu experimento não gerou números confiáveis. Vou tentar ter 3 experiências.

Categories: Metodologia, Métodos Ágeis ~ ~ Trackback


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3 Responses to “3, o número mágico”

  1. 1
    Edson de Lima

    É bem por ai. Aqui, sempre que um cartão passa de três, sugiro quebrar. Nem sempre a gente faz isso, mas quase sempre que não faz, erra na estimativa 😉

  2. 2
    cmilfont

    @Edson, voce estão medindo algo? Coletando estatísticas?
    Se puder fazer eu agradeceria muito 😉

  3. 3
    Edson de Lima

    Ainda não, por hora é puro empirismo mesmo. Mas é uma ótima ideia começar a fazer. Quando começarmos e tivermos uma base razoável, te passo :)

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