Extreme Programming no Ceará

Em virtude da crescente adoção de metodologias ágeis no Ceará e a carência de informações sobre a situação real nas empresas assim como o mau conhecimento de profissionais sobre métodos e práticas, criei uma lista sobre XP, específica para o Ceará, afim de sanar essas principais dificuldades.

A lista tem menos de um mês e já conta com cerca de 120 membros e uma boa movimentação, por volta de 500 emails, se mantivermos essa média seremos uma das mais movimentadas do Brasil.

A idéia é fortalecer o XP, mas não em detrimento de outras metodologias ágeis, pelo contrário, teremos sempre o prazer em discutir e divulgar outras iniciativas.

Mas XP?

Sim, XP porque tenho um carinho especial e por considerar que é a metodologia mais madura no Ceará.

Segundo dados do artigo do João Barros [membro do grupo], XP aparece empatado com Scrum com 30% de adoção, mas as experiências públicas mais conhecidas e profissionais mais experientes são com XP. Destaque para a Fortes Informática e o Clavius Tales – confiram esse Podcast com ele.

Nada impede discussões sobre outra metodologias, lembrando somente que o foco é XP. Se criqrem outros grupos eu terei o prazer de participar também, só não tenho tempo para administrar e focar várias iniciativas e pessoalmente prefiro XP por motivos que ficarão para um post futuro.

É interessante observar no artigo do João que já há uma crescente adoção por parte das principais empresas do Ceará – ele listou 24 das mais conhecidas e importantes do estado. Todo trabalho de pesquisa é uma fotografia de um momento e nos fornecem estatísticas de avaliação, pode parecer alguns dados muito otimistas, mas precisamos ter uma base para trabalhar as ações e direcionar os esforços.

É impressionante como o XP sem divulgação e apelo de marketing conseguiu empatar com Scrum e com modelos mistos cada qual com 30%. Outro fato interessante é a baixa representação de outros modelos fora Scrum e XP.

Porque do Ceará?

O Anderson Fabiano fez uma pergunta pertinente no twitter:

@cmilfont me juntei ao grupo. perguntinha basica: qual o ponto de limitar o grupo geograficamente (ce) na era da internet?

E ele mesmo deu uma boa definição:

@cmilfont saquei. +- o principio do craigslist (de 4 anos atras)… limitar para conquistar 🙂

Tenho notado que grupos menores e com pessoas que se conhecem tem melhores discussões porque inibe mais flamewars e ataques pessoais devido ao conhecimento do “humor” nos emails de caras conhecidas.

Criar uma lista exclusiva e focada no estado ajuda a direcionar esforços, não só discussões. Um dos grandes objetivos da lista – grupo- é fortalecer a adoção de XP e para tanto organizaremos eventos e pesquisas nesse intuito.

Já dei início ao censo ágil de 2009 com um questionário para colher informações macros sobre adoção de metodologias ágeis, após essa primeira pesquisa entrerei mais a fundo em questões específicas. A idéia é realizar um censo a cada semestre.

Enfim, vale a pena a participação mesmo de quem não é do estado, as discussões estão “quentes” e boas.

4 thoughts on “Extreme Programming no Ceará

  1. Pingback: Retrospectiva 2009 - CMilfont Tech

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