O que muda?

{ November 13th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das coxilhas!
Sai de meus pagos em louca arrancada!
— Pra quê?
— Pra nada!

Poema Gaúcho do poeta pernambucano Ascenso Ferreira.

O SEI publicou uma nota sobre CMMi e Agile e causou um certo frisson em membros de “listas de discussões agiles”.

O que muda? nada, absolutamente nada. Pelo menos para o mundo agile continua a mesma coisa, não só temos de lutar contra o mundo de terno como o pessoal do Jeans já está lutando entre si.

O SEI está vendo que perdeu a batalha e agora quer liderar essa nova “era agile”.

Agile é possivel com CMMi?

Nunca, porque a cultura deles valoriza mais os itens a direita do manifesto ágil, é da essência.

Mas vão tentar especificar um “burro”, podem ter certeza.

A mistura de um jumento[jumenta] com cavalo[égua] nasce um burro[mula], ser híbrido mas ESTÉRIL. Muito bom para trabalhos pesados [já que o jumento tem resistencia] e com mais velocidade [que o cavalo possui] mas que não pode gerar filhos. A mesma analogia pode ser aplicada a mistura de duas culturas antagônicas.

Quem promove essas bobagens são charlatões que saíram do mundo do terno e caíram no mundo do Jeans por pressão e querem se sentir com capacidade de liderar novamente, para isso precisam controlar e guiar a cultura do Jeans já que é contra sua essência assumir que um “Recurso Humano” [que para nós se chama gente ou pessoa] tem mais valor do que um processo por exemplo.

Essa turma não consegue entender a cultura que propiciou o manifesto ágil e abraçou - desvirtuando - alguns métodos, entre eles o Scrum, que apelidei desde o ano passado de “RUP de Jeans”.

Observe que o software funcionando foi abandonado em prol do discurso de “gestão”, “venda da imagem”, “governabilidade” e todas as Buzzwords importadas - [trazidas?] - do mundo de terno.

XP é radical

Noto que o pessoal FuDiDo está em luta aberta contra o XP, tudo bem que FDD sempre esteve à sombra até do Scrum, mas esse tipo de abordagem é idiota e irracional, com argumentos do tipo: “XP é um nome agressivo”, “Práticas de engenharia do XP são restritivas e difíceis de adotar”, “XP não tem governança de projeto”, “XP não tem controle de riscos, prazos”, “Whatever”.

Idiotice tem limites e todos os limites já estão estourados. Esse tipo de argumentação é somada com os preconceitos clássicos de que: “agile não dá certo em projetos grandes”, “equipes remotas perdem toda a comunicação”, “não tem documentação”, “é anarquia”, … e se confundem.

Essa nota do SEI me lembrou da Questão Christie, o que eles querem? Um pedido de desculpas por terem enterrado sua cultura na lata do lixo da história? Vão impor sua força para controlar o mundico agile?

Ágil não dava errado em projetos grandes? As falácias estão perdendo força?

Vamos esperar qual o próximo capítulo.

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Marketing e Certificações

{ May 27th, 2008 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Está ocorrendo uma discussão na lista Scrum-Brasil sobre o valor da certificação ScrumMaster, está bem interessante.

escrevi muito sobre isso em posts passados. O Vinícius da ImproveIt escreveu sobre o assunto também.

Resumindo minhas considerações eu tenho a certeza de que certificações são apenas um apelo comercial de marketing pessoal ou de diferenciamento em licitações. Para as empresas é muito cômodo contratar com parâmetros estáveis de análise de currículo como certificações e nível superior, mas não é seguro.

Sou da opinião do Phillip Calçado que não devemos promover as certificações além do que elas representam criando um efeito artificial sobre a realidade. Como não é seguro contratar alguem por causa da certificação, é dever moral e ético de profissionais trabalharem para evitar essa promoção das certificações como algo sério.

Concordo com o Alexandre Magno de que é difícil entrar nas corporações sem um apelo “marketologico”, as certificações seria o cartão de visita para você passar da porta, mas o que tenho visto é depois que se senta de frente do CEO as certificações continuam como algo sério como se fosse realmente um diferencial, o que não é verdade.

Eu nunca dei muita bola para certificações, mas estou pensando seriamente em tirar algumas porque a IVIA (sócia do Tuangr onde trabalho) tem uma política de reembolsar os funcionários que se certificam. Isso é bom para a empresa que tem moeda para competir nas licitações e bom para os profissionais que entopem o currículo de graça com algo que o mercado erroneamente considera fundamental, fora isso não há motivo algum para alguém pagar caro por uma certificação.

[update 28/05/2008]

O Shoes blogou sobre essa thread.

[/update]

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Mais história em slides -XP

{ October 31st, 2007 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Essa palestra apesar de ter o foco em eXtreme Programming, foi um momento especial, se observarem, havia slides sobre domain model e outras coisas não relacionadas diretamente com métodos ágeis, porque o material foi preparado para combater o famoso anti-pattern BOLOVO (termo criado pelo Shoes) que misturado ao RUP e dosado com muita incompetência, estava no auge nessa época e representava toda a cultura de atraso que passávamos.

Nessa época passavamos pelo treinamento da Evolução com uma figura que ministrava tudo que havia de mais insano nesse campo, BOLOVO na vêia, e com essa palestra consegui abrir muitos olhos. Essa talves foi a palestra mais importante da minha vida em termos de eficiência na mensagem passada e nos objetivos alcançados.

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