Mande esse texto aos senadores da república!

{ August 28th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Mande esse texto para os senadores da república contra esse projeto de lei imbecil que visa criar cabides eleitoreiros de sindicalistas e mamadores de “contribuições”.
Chega de impostos!

Autor

Texto criado por Bruno Luiz Pereira da Silva
http://twitter.com/blpsilva
http://brunopereira.org/

Original

Baseado no post http://tisimples.wordpress.com/2009/07/28/contra-a-regulamentacao-da-profissao-de-analista-de-sistemas/

Emails dos Senadores

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Assunto

PROTESTO CONTRA A REGULAMENTAÇÃO DAS PROFISSÕES DE INFORMÁTICA – PLS607/2007

Texto

Prezados Senadores, venho aos senhores protestar contra o projeto de lei PLS607/2007, que busca regulamentar as profissões de informática.

A minha opinião é semelhante à de milhares de profissionais de destaque na área de Informática, e estamos todos extremamente preocupados com o futuro do mercado de Informática no Brasil. A regulamentação traria irreparáveis danos ao mercado de trabalho no Brasil, pondo em risco uma área na qual o Brasil vem conseguindo conquistar relevância mundial, e que vem melhorando as condições de vida de muitas famílias no país. O mercado de informática funciona muito bem através da auto-regulamentação, que é a prática mundial na área. Modificar a regulamentação é uma péssima idéia pelos motivos a seguir:

Competitividade no cenário global: o Brasil já tem dificuldade para competir com outros países na hora de vender TI por causa da burocracia, dos impostos e da barreira da língua. Coloque mais uma barreira para dificultar, como a regulamentação da profissão de analista de sistemas, e veja investidores começando a olhar para o Kuwait ou Polônia como opções mais lucrativas que o Brasil. Pior, começa a valer muito mais a pena para as empresas brasileiras contratarem serviços de outros países, como a Índia. A regulamentação no Brasil não vai criar e nem proteger empregos. Ela faz os empregos migrarem.

Barreira ao empreendedorismo: no Brasil já é complicado abrir um negócio, porque a lei não te ajuda, os impostos comem todo aquele capital que você preferia transformar em mais empregos. A regulamentação da informática torna as coisas ainda mais complicadas, ainda mais hoje que toda empresa precisa pelo menos um pouco de TI. Obrigado a contratar pessoas com diploma e todos os outros detalhes exigidos pelo Conselho Regional, o empreendedor se torna refém dos preços tabelados causados pela falta de mão de obra.

Barreira à inovação: Países que são pólos efervescentes de inovação em tecnologia como os Estados Unidos e a Índia não criam esse tipo de barreira e é por isso que estão aonde estão. O Vale do Silício (de onde sairam as principais e mais famosas empresas de TI do mundo) não existiria com uma lei que torna mais complicada a captação de talentos. E como uma regulamentação pode definir o que é o mínimo que um profissional deve conhecer em uma área tão dinâmica como tecnologia? Isso acaba tendo o mesmo efeito que o vestibular, em que as pessoas vão investir nesse conjunto mínimo de habilidades, ao invés de se arriscar estudando coisas que poderiam gerar muito mais valor.

Baixa oferta de mão de obra qualificada: a gente já está cansado de ouvir as notícias de que está faltando mão de obra qualificada para preencher as vagas de tecnologia em empresas. Mesmo com a crise isso é verdade, como você pode ver nos sites de ofertas de emprego. Com a regulamentação você torna o número de possíveis candidatos ainda menor. O que começa a tornar interessante terceirizar ou contratar serviços em outros países. Ou fechar as portas. Ou engolir a qualidade baixa de qualquer jeito (você não acha que ter diploma seja sinônimo de qualidade, certo?).

Incentivo à mediocridade: Em informática, uma reserva de mercado só vai servir para proteger os medíocres, os diplomados e que pagam a mensalidade do Conselho Regional em dia, mas que são profissionais de competência questionável. O Brasil possui inúmeros excelentes profissionais que não concluíram curso superior, ou o fizeram em um curso fora da área de Informática. Os bons profissionais atualmente conseguem facilmente se alocar pela meritocracia, pois o mercado é extremamente carente de bons profissionais. A auto-regulamentação do mercado separa os bons profissionais dos profissionais ruins.

Diploma como um fim: a regulamentação parte do pressuposto de que o diploma é um fim, e não um meio para que o sujeito se torne um bom profissional. Como se ao receber o diploma ele se tornasse um analista de sistemas competente. Todos que trabalham na área já conheceram profissionais com diploma que são completamente inaptos. Todos que trabalham na área já conheceram excelentes profissionais que não concluíram curso superior.

Peço humildemente aos senhores que não conhecem profundamente a área de Informática que não cometam esse enorme erro de regulamentar as profissões de Informática. Devemos buscar a competividade pro Brasil, e não outra reserva de mercado que só nos prejudicará. Vamos tomar como exemplo os países mais evoluídos na área, que têm excelente qualidade e competitividade sem regulamentação. Não à regulamentação e sim ao progresso!

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Sem compromisso político e desesperados com a situação crítica que se encontra Fortaleza com a administração petista  [pela segunda vez] de Luizianne Lins, iniciamos um debate no Twitter propondo utilizarmos o Crowdsourcing – inicialmente da blogosfera cearense – como protesto social já que não temos oposição real a essa gestão.

O resultado disso foi a catalogação de todos os buracos no Google Maps [como Mashup da ação], um dos problemas e o mais sério que já causou até capotamento de carro e quebrou o próprio carro oficial da prefeita. Crateras são algo comum em Fortaleza.

buracosfortaleza

Os problemas estão piorando com as fortes chuvas que castigam Fortaleza. Há uma cratera na avenida Leste-Oeste que a prefeitura já fechou várias vezes e vários carros já caírem nela, vide imagem abaixo que capturei na terça-feira quando um caminhão ficou com a roda presa e praticamente parou o trânsito.

buraco leste-oeste

Em poucas horas que iniciamos a campanha #buracosfortaleza no twitter, os jornais locais deram a notícia da campanha em seus portais, como OPOVO, Jangadeiro [1], Jangadeiro [2] e Diario do Nordeste.

O Emilio Moreno está fazendo uma cobertura completa da campanha que tenta sensibilizar todo mundo para esse sério problema.

[update 05/05/2009]

Rafael Carneiro postou sobre a campanha.

Mário Aragão postou sobre a campanha.

Natanael Pantoja postou sobre a campanha.

[/update]

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Como simular trabalho no estado

{ March 25th, 2009 }


cmilfont

Autor: cmilfont

Que funcionário público não trabalha é clichê antigo, agora simular trabalho torna a caricatura mais ridícula.

O site institucional do Governo do Estado do Ceará comemora a estatística de 1 milhão de acessos em 1 [um] mês:

Portal do Governo: mais de 1 milhão de acessos em um mês

Vamos aos fatos!

Prenúncio

O Mário Aragão postou no dia 25 de janeiro de 2009, matéria com o título “Pedágios nos sites do governo“, que explica a centralização – desnecessária – de acesso a todos os outros sites em um único ponto e já previa qual seria o uso:

“Talvez o idealizador dessa proeza chegue com o relatório de visitas no final do mês para o Governador e ele abra aquele sorriso, mas duvido que leve também o relatório de permanência e tempo dos visitantes no Portal.” Mário Aragão

Segundo a notícia do governo, os números coletados foram logo após essa mudança:

“Os dados coletados entre os dias 20 de fevereiro e 20 de março mostram que o número de acessos no período é superior a 1 milhão.” Portal do Governo

Engano e confusão

Segundo a matéria do estado ainda, eles não explicam que todos os acessos a quaisquer sites das secretarias são direcionados ao portal e o seguinte trecho ficou confuso por dar a entender que as pessoas entram direto no portal:

“Ainda de acordo com o relatório, 47,15% dos acesso foram tráfego direto, no qual o endereço é digitado na barra de endereços do navegador, 18,04% foram através de sites de referência, quando o internauta é redirecionado ao endereço e 34,81% são refentes a mecanismos de pesquisa, ou seja, quando o acesso foi feito através de sites de pesquisa.” Portal do Governo

Essas estatísticas não batem com a lógica, se todos os acessos aos outros sites são direcionados desde janeiro ao portal do governo, como só representam 18,04%?
Estranhíssimo, ainda mais por não demostrarem o crescimento em relação ao período anterior às mudanças.

Justificativa Furada

A justificativa como dito na matéria do governo não tem qualquer relação ao aumento no tráfego por causa do aumento de serviços e sim pelo redirecionamento inoportuno ao contribuinte que ao procurar um serviço público diretamente, tem seu acesso redirecionado.

Tente acessar o site da SEFAZ ou da SEPLAG – para citar duas das mais procuradas secretarias do estado – e comprove o que estou afirmando.

Espero que o governador descubra essa má-fé que pune o contribuinte para satisfação de burocratas que simulam eficiência.

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